Coordenação e subordinação em uma gramática escolar brasileira

tradição ou inovação?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/OT2024v26.n.1.72397

Palavras-chave:

Ensino de língua portuguesa, Gramática tradicional, Prática de análise linguística.

Resumo

O presente trabalho é fruto de reflexões que emergiram na iniciação científica (PIBIC/UEPB/Cota 2015-2016), se desenvolveram no mestrado (PROLING/UFPB) e se consolidaram na prática docente (UEPB/Campus IV). O objetivo central da pesquisa é analisar a abordagem da coordenação e da subordinação em uma gramática escolar brasileira. A fonte em questão é a Contextualizando a gramática (Cordeiro; Coimbra, 2009). O aporte teórico bebe da Linguística Aplicada de caráter transdisciplinar, que consiste em uma LA de natureza indisciplinar e transdisciplinar (Moita Lopes, 2006, p. 14) e busca estabelecer relações entre duas ou mais disciplinas. Por esse motivo, nos alicerçamos também em estudos que diferenciam o ensino de gramática tradicional (Vieira; Gueiros, 2020; Mendonça, 2022) e a prática de análise linguística (Bezerra; Reinaldo, 2020), assim como alguns estudos, para fins de contextualização, sobre coordenação e subordinação (Antunes, 2007; Oliveira, 2010; Duarte, 2013; Perini, 2019). Como resultados, podemos destacar, a priori, dois: i) privilégio por atividades metalinguísticas em detrimento de atividades epilinguísticas; ii) preferência por exercícios estruturais, contendo identificação e classificação de tópicos gramaticais.

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Publicado

2024-05-23

Como Citar

SILVA, A. Coordenação e subordinação em uma gramática escolar brasileira: tradição ou inovação? . Olhares & Trilhas, [S. l.], v. 26, n. 1, p. 1–23, 2024. DOI: 10.14393/OT2024v26.n.1.72397. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/72397. Acesso em: 20 jul. 2024.