AVALIAÇÃO DE MODELOS DIGITAIS DE ELEVAÇÃO PARA DELIMITAÇÃO AUTOMÁTICA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

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Levindo Cardoso Medeiros
Nilson Clementino Ferreira
Laerte Guimarães Ferreira

Resumo

A oferta de dados altimétricos, particularmente úteis na delimitação de bacias hidrográficas, vem aumentando de forma significativa nos últimos anos. Especificamente, neste trabalho avaliamos o uso de modelos digitais de elevação, derivados dos dados SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission), e de curvas de nível do Mapeamento Sistemático Nacional na escala 1:100.000, produzidos nas décadas de 70 e 80 do século passado através de levantamentos aerofotogramétricos, quanto à delimitação automática de bacias hidrográficas para o Estado de Goiás e Distrito Federal. Conforme o Padrão de Exatidão Cartográfica - Altimétrica definido nas Normas Técnicas da Cartografia Nacional, o MDE SRTM pode ser classificado como padrão classe A (para escala 1:100.000), enquanto os modelos gerados a partir da base cartográfica por meio dos métodos de interpolação TopoGrid, IDW, TIN/GRID e TIN/GRID5 foram classificados como padrão classe B. A qualidade dos dados SRTM não apresentou variação significativa em função do tipo de cobertura e uso do solo. Por outro lado, a precisão destes dados é altamente correlacionada à declividade. Comparativamente às Ottobacias delimitadas manualmente para toda a área de estudo, o uso do MDE SRTM também resultou em delimitações mais precisas, ainda que bastante similares àquelas obtidas com o uso do MDE TopoGrid, bem como sujeitas à erros, principalmente em regiões mais planas. Os nossos resultados corroboram o uso de sistemas de informações geográficas para delimitação automática de bacias, em particular a partir de dados SRTM, haja vista a excelente relação custo-benefício e uso de critérios mais objetivos.

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Como Citar
MEDEIROS, L. C.; FERREIRA, N. C.; FERREIRA, L. G. AVALIAÇÃO DE MODELOS DIGITAIS DE ELEVAÇÃO PARA DELIMITAÇÃO AUTOMÁTICA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 61, n. 2, 2009. DOI: 10.14393/rbcv61n2-44844. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44844. Acesso em: 26 nov. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Levindo Cardoso Medeiros, Universidade Federal de Goiás

Possui mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Goiás - UFG (2009) e graduação em Tecnologia em Sensoriamento Remoto (Habilitação Tecnólogo em Geoprocessamento) pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG (2005). Atualmente trabalha na Supervisão da Base Territorial - Goiás (SBT-GO) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde exercer a função de Analista de Geoprocessamento. Foi bolsista DTI2-CNPq do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (LAPIG), no âmbito do projeto INCT para Mudanças Climáticas, onde realizou atividades voltadas à organização e compilação da base de dados, modelagem e disponibilização da base de dados e processamento e análise dos dados duranto um ano (2009-2010). Trabalhou por 8 anos (2001 - 2009) na Superintendência de Geologia e Mineração da Secretaria de Indústria de Comércio do Estado de Goiás, atuando principalmente nos seguintes temas: Geoprocessamento, Cartografia, Sensoriamento Remoto e Webmappimg. Foi participante do comitê gestor do Sistema de Informações Geográficas - SIG do Sistema Estadual de Estatística e Informação Geográfica de Goiás - SIEG durante o período de 2004-2010.

Nilson Clementino Ferreira, Centro Federal de Educação Tecnológica

possui graduação em Engenharia Cartográfica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1990), mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Goiás (2006). Atualmente é professor da Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás.

Laerte Guimarães Ferreira, Universidade Federal de Goiás

Graduado em Geologia pela Universidade de Brasília (1990), especialista em sensoriamento remoto pela Universidade Estadual Paulista (UNESP / Rio Claro), mestre em Geologia Econômica pela Universidade de Brasília (1993) e doutor em Ciência do Solo / Sensoriamento Remoto pela University of Arizona (2001).

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