Revista Brasileira de Cartografia https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> <p>A RBC está indexada na base da<strong> SCOPUS Elsevier</strong> (acesse <a href="https://www.scopus.com/sourceid/21101034436">aqui</a> o perfil da RBC na SCOPUS e consulte nosso CiteScore 2021) e tem <strong><em>índice h5=11; mediana h5=15</em></strong> na plataforma <strong>Google Scholar</strong> (acesse <a href="https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;view_op=search_venues&amp;vq=revista+brasileira+de+cartografia&amp;btnG=">aqui</a> o perfil da RBC no Google Scholar e veja nosso índice H).</p> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> revbrcartografia@gmail.com (Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo) revbrcartografia@gmail.com (MSc. Tulio Alves Santana) Wed, 02 Feb 2022 12:32:45 -0300 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Contribuição para a Determinação da Separação Geoide e Quase Geoide (SGQG) no Território Brasileiro https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61349 <p>A separação entre o geoide e o quase geoide, entendida como a diferença entre as altitudes normal e ortométrica, pode ser da ordem de centímetros, chegando a metros em áreas de grande variação altimétrica, relacionando-se com a densidade das massas topográficas litológicas e a resolução do modelo topográfico utilizado. Neste contexto, o objetivo principal desta pesquisa consistiu em avaliar a SGQG no Brasil, a partir de quatro metodologias distintas. A primeira calculou a SGQG pela diferença entre as altitudes normais e ortométricas. A segunda empregou a anomalia simplificada de Bouguer. A terceira introduziu a correção do terreno e na quarta foi adicionada a correção gravimétrica. O estudo foi desenvolvido utilizando-se dados altimétricos e gravimétricos disponibilizados pelo IBGE, dados altimétricos do SRTM com resolução 3” e do mapa de densidade variável derivado do mapa geológico do Brasil. A SGQG obtida pela primeira e segunda metodologias não apresentaram diferenças significativas entre si. A anomalia simplificada de Bouguer correspondeu, em média, a cerca de 92,5% do total da SGQG no Brasil. Introduzindo-se as correções do terreno e gravimétrica, verifica-se que a combinação destas correspondeu a 7,5% da SGQG, sendo a maior contribuição na região sul, confirmando que essas correções não devem ser negligenciadas, principalmente em regiões de maiores altitudes. O modelo de densidade variável diferiu cerca de 4,7% do modelo de densidade constante, sendo esta diferença maior na região centro-oeste. A principal contribuição desta pesquisa foi a viabilidade da incorporação do modelo de densidade variável e das correções topográfica e gravimétrica no cálculo da SGQG em âmbito nacional.</p> Franck Rosa da Silva, Sérgio Florêncio de Souza, Roosevelt de Lara Santos Junior, Rodrigo da Silva Ferraz Copyright (c) 2022 Franck Rosa da Silva, Sérgio Florêncio de Souza, Roosevelt de Lara Santos Junior, Rodrigo da Silva Ferraz https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61349 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Rumo à uma Abordagem Robusta para um Conjunto de Dados de Cobertura Vegetal Multitemporal: 3 Décadas de Mudanças no Piauí, Brasil https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/62751 <p>Mapear as mudanças de uso e cobertura da terra por meio da classificação de imagens de satélite é uma das fontes mais importantes para investigar e monitorar a superfície terrestre. Essas abordagens, quando realizadas em uma perspectiva multitemporal, requerem procedimentos específicos para coincidir com as imagens utilizadas. Considerando que fragmentos de Cerrado podem aumentar ao longo do tempo devido a diferentes usos, esta pesquisa visa um método adequado de processamento de imagens Landsat para investigar a dinâmica do uso da terra. A área de estudo cobre sete cidades do estado do Piauí, bioma Cerrado, uma área que tem sido afetada por grandes desmatamentos devido a projetos agrícolas. Dentre os procedimentos metodológicos utilizados estão as técnicas de georreferenciamento semiautomático da coleção de imagens orbitais e a classificação orientada a objetos, ambas aplicadas a dados dos satélites Landsat 5 e 8 nos últimos 30 anos em períodos decenais. Com os resultados obtidos, fica evidente que o processo de registro semiautomático de imagens é um método eficaz para a correção geométrica de cenas Landsat e que procedimentos de classificação baseados em objetos, baseados nesta metodologia, são adequados para estudos multitemporais, possibilitando o cálculo de métricas comparativas de mudanças nas classes de cobertura da terra por período. Os resultados mostraram que as manchas de savana florestal diminuíram de 73% em 1986 para 43% em 2016, enquanto os campos agrícolas aumentaram de 4% para 25% em 30 anos.</p> Danilo de Sousa Lopes, Rodrigo Affonso de Albuquerque Nóbrega, Diego Rodrigues Macedo Copyright (c) 2022 Danilo de Sousa Lopes, Rodrigo Affonso de Albuquerque Nóbrega, Diego Rodrigues Macedo https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/62751 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Análise Exploratória de Dados Espaciais da Violência Contra LGBTQIA+ no Brasil https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61817 <p>Homofobia é uma violência vivida pela comunidade LGBTQIA+, caracterizada pelo ódio ou aversão a sua manifestação sexual. Essa violência ocorre em diferentes regiões do Brasil, tornando-se importante o conhecimento do índice de casos de homofobia nas Unidades da Federação (UF), possibilitando a realização de estudos estratégicos para a elaboração de políticas, em termos de segurança pública e direitos humanos. O objetivo deste artigo é apresentar, por meio de mapas temáticos, a distribuição espacial dos casos de violência contra LGBTQIA+ no Brasil, no período de 2011 a 2019, realizando análises espaciais com a integração de dados através do Sistema de Informação Geográfica (SIG). O estudo foi realizado baseado nos casos de discriminação, violência física e violência psicológica registrados no “Disque 100”, canal de denúncias vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Calculou-se a taxa de violência para cada UF, e que posteriormente foi corrigida pelo Método Bayesiano Empírico Local. Na análise espacial, foram calculados os Índices de Moran Global e Local para verificar a existência de autocorrelação espacial. A região Nordeste do Brasil apresentou maiores taxas de violência contra LGBTQIA+. Cerca de 61,54% das UF que apresentaram maiores taxas de violência possuíam menores Índices de Desenvolvimento Humano do país. O índice global indicou autocorrelação espacial para todos os anos de análise, enquanto o índice local identificou agrupamentos de áreas com valores semelhantes. Os resultados apresentados neste trabalho evidenciam a importância da utilização do SIG como ferramenta de apoio no planejamento de políticas e ações de segurança pública.</p> Guilherme Silva Neivas, Alessandra Carreiro Baptista Copyright (c) 2022 Guilherme Silva Neivas, Alessandra Carreiro Baptista https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61817 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 O Índice de Segurança Hídrica do Brasil e o Semiárido Brasileiro: Desafios e Riscos Futuros https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/60928 <p class="ResumoAbstract">No Semiárido Brasileiro a escassez de água é recorrente, agravada por secas históricas e pelo aumento da demanda de água. Na busca por mitigar tais efeitos, o estudo objetiva elaborar uma dimensão para o Índice de Segurança Hídrica do Brasil (ISH), capaz de representar o risco associado às interferências antrópicas e ao fenômeno da seca na região. A metodologia visa adicionar uma quinta dimensão ao ISH, que considera as dimensões humana, econômica, ecossistêmica e de resiliência. O intuito é aprimorar o mapa de segurança hídrica previsto para o ano de 2035, aplicado à Bacia do Alto Curso do Rio Paraíba. A nova dimensão, denominada Dimensão de Risco, utiliza um produto de uso e cobertura da terra simulado para 2035 e o Mapa Cumulativo de Secas. OS resultados constatam a carência de informações em algumas dimensões do ISH, visto que diversas ottobacias têm o seu ISH representado por apenas uma dimensão. Nesse âmbito, a Dimensão de Risco agregou informações baseada na demanda e oferta de água, ao considerar todas as áreas de uso antrópico e as condições de seca que assolam a região, alterando o ISH de diversas localidades. Logo, o trabalho contribui para refinar o conceito de risco adotado na elaboração do ISH, principalmente para regiões de maior vulnerabilidade climática e social como o Semiárido Brasileiro, onde o risco transcende quantificações de oferta e demanda de água e afeta diretamente o desenvolvimento humano, político e econômico da população, impactando as ações humanas que ocorrem na região e, consequentemente, sua segurança hídrica.</p> Higor Costa Brito, Yáscara Maia Araújo de Brito, Iana Alexandra Alves Rufino Copyright (c) 2022 Higor Costa Brito, Yáscara Maia Araújo de Brito, Iana Alexandra Alves Rufino https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/60928 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Classificação Baseada em Objeto de Tipologias de Cobertura Vegetal em Área Úmida Integrando Imagens Ópticas e SAR https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61277 <p>Delinear com precisão os limites das Áreas Úmidas (AUs) e os padrões de cobertura vegetal é um passo essencial para a rápida avaliação e gestão destes ecossistemas. A Análise de Imagens Baseada em Objeto (Object-Based Image Analysis - OBIA) a partir de aprendizado de máquina e da integração de dados ópticos e de radar apresentam vantagens em relação a outras técnicas no mapeamento da cobertura vegetal nos ecossistemas de AUs. Este estudo tem como objetivo classificar tipologias de cobertura vegetal em áreas úmidas, integrando imagens ópticas e SAR dos satélites Sentinel-1 e 2A e o algoritmo Random Forest à classificação OBIA, utilizando como estudo de caso o Banhado Grande, localizado no Rio Grande do Sul. Como resultados, as polarizações VH e VV do Sentinel-1 obtiveram a maior relevância na classificação (18,6%). Entre as bandas ópticas as maiores relevâncias ocorreram para as bandas Borda Vermelha e Infravermelho Médio. A partir dos atributos ópticos, a classificação obteve acurácia de 86,2%. Quando inseridos os atributos SAR mais importantes, a acurácia aumentou para 91,3%. A classe Macrófitas Emergentes (ME), correspondente à espécie Scirpus giganteus, alcançou a melhor acurácia (91%), com área estimada em 1.507 ha. Concluímos que a integração de imagens aliada ao método de classificação possibilitou identificar e delimitar a extensão das tipologias vegetais e a área total do ecossistema. Os resultados acurados demostram que esta abordagem metodológica pode ser expandida para outras áreas úmidas palustres subtropicais.</p> Tassia Fraga Belloli, Laurindo Antonio Guasselli, Tatiana Kuplich, Luis Fernando Chimelo Ruiz, João Paulo Delapasse Simioni Copyright (c) 2022 Tassia Fraga Belloli, Laurindo Antonio Guasselli, Tatiana Kuplich, Luis Fernando Chimelo Ruiz, João Paulo Delapasse Simioni https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61277 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Análise Comparativa da Acurácia Posicional Proporcionada por Plataformas de Processamento de Dados GPS no Posicionamento Relativo e por Ponto Preciso https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61588 <p>Vários serviços de processamento de dados GPS (<em>Global Positioning System</em>) estão disponíveis em plataformas on-line para determinação posicional com uso dos métodos relativo e por ponto preciso (PPP). Devido à gratuidade, facilidade de manuseio e fornecimento de resultados robustos, muitos usuários têm submetido dados GPS coletados em campo para o cálculo das coordenadas geodésicas dos pontos de interesse. O Software Bernese GNSS v.5.2 (BSW) e os serviços/plataformas AUSPOS, IBGE-PPP, CSRS-PPP (SPARK) e OPUS foram utilizados para o processamento das observáveis GPS coletadas em 30 marcos geodésicos, com sessões de observação de 5h, para determinação das coordenadas. Uma análise comparativa da qualidade posicional proporcionada por cada estratégia foi realizada. As discrepâncias posicionais foram calculadas tomando como referência as coordenadas obtidas com uso do Software Bernese no modo Relativo. Os resultados indicam acurácia posicional centimétrica (0,016 m a 0,073 m) para as componentes altimétrica, planimétrica e tridimensional para uso do AUSPOS, BSW-PPP, IBGE-PPP, CSRS-PPP e decimétrica (0,100 m a 0,180 m) para o OPUS, indicando deste modo, potencialidades dos serviços. A plataforma que proporcionou maior concordância posicional em relação aos resultados obtidos pelo BSW- relativo foi o CSRS-PPP (SPARK), seguido pelo AUSPOS, BSW-PPP, IBGE-PPP e OPUS.</p> Raissa Cruz Ferreira, Alessandro Salles Carvalho, Victor Jose Cioce, Edvaldo Simões da Fonseca Junior Copyright (c) 2022 Raissa Cruz Ferreira, Alessandro Salles Carvalho, Victor Jose Cioce, Edvaldo Simões da Fonseca Junior https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61588 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Implantação de uma Base de Classificação da Componente Angular de Estações Totais e Teodolitos em Laboratório com Uso de Colimadores https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61571 <p>É cada vez mais necessário que processos usados em instrumentação geodésica sejam automatizados, visando a eficiência e redução de tempo de execução. No Brasil e no mundo há diversas normativas que se atém a esta temática, estabelecendo os procedimentos em campo e laboratório para a classificação da componente angular de instrumentos geodésicos. É neste contexto que esta pesquisa projetou e implantou um sistema de classificação da componente angular horizontal de teodolitos e estações totais em laboratório, conjuntamente com a automação do processo de cálculo e emissão de certificado de classificação. Para viabilizar essa proposta, foi reproduzida a mesma condição estabelecida pela NBR 13133/1994 (atualizada em 2021), para uma base de classificação de campo, porém em laboratório, utilizando colimadores para a definição de pontos que serão ocupados pelos alvos (visados). Estes colimadores foram instalados em uma plataforma de concreto, todos no mesmo plano horizontal, de forma que o ângulo horizontal formado entre o primeiro colimador e o último, foi maior que noventa graus. Para garantia da manutenção do mesmo plano horizontal utilizou-se um nível geodésico N3 da Wild. Ao final do processo de coleta de dados (após leituras/medições), estes dados foram inseridos de forma manual pelo operador ou por meio de <em>upload</em> de arquivo com extensão .txt, realizando por meio do MATLAB<sup>®</sup> (MATrix LABoratory), os cálculos oriundos da Norma e que resultou na emissão automática de um certificado de classificação da componente angular horizontal do instrumento.</p> Josevando Sousa Silva, Pedro Luis Faggion, Alex Soria Medina Copyright (c) 2022 Josevando Sousa Silva, Pedro Luis Faggion, Alex Soria Medina https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61571 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Um Estudo de Caso sobre o Emprego da Técnica de Voxelização como Método para Generalização 3D de Arborização Urbana em Dados LiDAR Aerotransportado https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61577 <p>Buscando reduzir o esforço computacional na extração de informações a partir de dados geoespaciais tridimensionais (3D), uma opção é realizar a generalização 3D. Configurando um processo subjetivo de derivação de dados em que são estabelecidos critérios e regras, a generalização 3D permite criar modelos de representação espacial 3D compactos e realísticos, impactando menores requisitos de armazenamento, visualização e análise dos dados. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo geral avaliar o emprego da técnica de voxelização como um método para generalizar árvores urbanas delimitadas em nuvem de pontos LiDAR (Light Detection and Ranging). Adquiridos em plataforma aerotransportada, os dados utilizados são referentes ao bairro da Pituba no município de Salvador-BA e apresentam densidade média de 8 pontos/m2. Para a delimitação das árvores, os dados foram filtrados e classificados com auxílio de rotinas de processamento implementadas em softwares próprios para nuvens de pontos. Para a voxelização, foram definidas quatro diferentes dimensões mínimas de célula: 0,5 m, 1 m, 1,5 m e 2 m. Os resultados obtidos mostraram a diminuição do número de unidades elementares e a redução do espaço de armazenamento computacional, mantida a eficácia para a extração de informações sobre a localização e a distribuição espacial das árvores delimitadas. Valida-se assim a voxelização como um eficaz método para generalização 3D de arborização urbana em dados ALS.</p> Daniel Andrade e Silva, Daniel Rodrigues dos Santos Copyright (c) 2022 Daniel Andrade e Silva, Daniel Rodrigues dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61577 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Automação do Processo de Mudança de Referencial Geodésico e Atualização de Coordenadas no Posicionamento de Alta Precisão https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/55464 <p>O posicionamento em levantamentos topográficos e geodésicos com uso de receptores GNSS (Global Navigation Satellite System) pode ser realizado com uso de serviços on-line gratuitos e comerciais. Estes, determinam as coordenadas dos pontos de interesse na época e referencial geodésico das efemérides precisas, às quais são usadas no pós-processamento das observáveis GNSS coletadas em campo e difere do sistema geodésico de referência adotado para o SGB (Sistema Geodésico Brasileiro). No Brasil, é empregado na determinação das coordenadas apenas a realização SIRGAS2000 (época 2000,4). É imprescindível a mudança de referencial e atualização das coordenadas para o referencial geodésico oficial no país. Assim, uma ferramenta computacional para automação dos procedimentos e fornecimento de relatório dos cálculos executados internamente, contribui para estudantes e usuários desses serviços de processamento de dados GNSS para posicionamento. O propósito deste trabalho foi desenvolver um software, nomeado de MRefGeo, para realizar a mudança de referencial geodésico e atualização das coordenadas e validar os resultados de sua utilização. No MRefGeo, é possível escolher parâmetros disponibilizados pelo IBGE-PPP (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Posicionamento por Ponto Preciso) ou pelo IERS/IGN (International Earth rotation and Reference systems Service/ Institut National de l'Information Géographique et Forestière) para mudança de referencial e modelos de velocidade para o SIRGAS - VEMOS2009 e VEMOS2017. Os resultados obtidos com MRefGeo são concordantes, a nível do milímetro, com os fornecidos pela ferramenta on-line ETRF/ITRF coordinate transformation utilizados na validação das transformações e atualizações.</p> Taynara Nascimento de Oliveira, Alessandro Salles Carvalho Copyright (c) 2022 Taynara Nascimento de Oliveira, Alessandro Salles Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/55464 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Contribuição de Aspectos Naturais e Antropogênicos para Análise do Perigo à Inundação em Campinas-SP https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49026 <p>As inundações são fenômenos naturais, que podem causar impacto ambiental conforme as alterações de cobertura e uso do solo, com a intensificação demográfica e crescimento urbano. Assim, o propósito deste estudo foi incluir a relação entre os sistemas naturais e antrópicos na elaboração dos modelos de análise do perigo à inundação. A partir de análise espacial foram gerados modelos de perigo à inundação, empregando o método de sobreposição ponderada e a análise pareada de critérios pelo Processo Analítico Hierárquico (AHP), considerando os parâmetros hipsometria, densidade, tipos de solos, densidade de drenagem, pluviometria, tipos de solos, cobertura vegetal original e uso e cobertura, nas datas 1975 e 2018. As classes de uso e cobertura do solo (urbano, agrícola, solo exposto, vegetação arbórea e rasteira, água e outros) foram obtidas pelo processo de classificação por regiões das imagens LANDSAT, utilizando o classificador por máxima verossimilhança. Observou-se alterações das classes Alto e Muito Alto, ao comparar as alterações entre os modelos de perigo natural e antropogênico à inundação de 1975 e de 2018, que passaram a ocupar 225,7km² (28,63%) e 26,59km² (3,37%) em 1975, e 260,97km² (33,09%) e 22,88km² (2,90%) em 2018. Destaca-se que as maiores alterações das áreas de perigo Alto foram observadas nas bacias do Rio Capivari de 34,3km² (1975) e 56,8km² (2018), Ribeirão Anhumas de 28,4km² (1975) e 35,4km² (2018), Ribeirão Quilombo de 14,1km² (1975) e 22,8km² (2018), e Rio Atibaia 20,6km² (1975) e 13,4km² (2018). Atribui-se a variação do perigo alto de inundação nessas bacias ao adensamento populacional e impermeabilização do solo, como consequência da expansão urbana em áreas de planícies fluviais, que alteram o escoamento e infiltração das águas superficiais.</p> Vinícius Marques Müller Pessôa, Camila Frandi Cecagno, Danilo Mangaba de Camargo, Mara Lúcia Marques Copyright (c) 2022 Vinícius Marques Müller Pessôa, Camila Frandi Cecagno, Danilo Mangaba de Camargo, Mara Lúcia Marques https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49026 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Extração da Informação Posicional de Pontos de Projeção Cartográfica Geradas em Rotinas de Processamento para Geração de Ortofotos https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56925 <p>As aeronaves remotamente pilotada (RPA) têm sido amplamente utilizadas na geração de ortofotos e modelos digitais de elevação (MDE), que subsidiam as análises geoespaciais. Ocasionalmente, estas análises requerem levantamentos rápidos, o que inviabiliza o uso de RPA associado a pontos de apoio para a correção da posição, ajuste e avaliação da qualidade dos ortofotos e MDE. Atualmente é possível a geração automatizada destes produtos por meio do uso de rotinas preestabelecidas disponíveis em programas especializados na manipulação das imagens obtidas com RPA. Dessa forma, a presente pesquisa se justifica pela carência de análises efetivas do processamento de imagens coletadas com RPA, em que poderá contribuir metodologicamente com a qualidade do mapeamento. Portanto, o objetivo deste trabalho foi extrair a informação posicional de pontos de projeção cartográfica geradas em rotinas de processamento para a geração de ortofotos no software Agisoft Metashape. Após o processamento das imagens, os resultados com ambas rotinas se mostraram satisfatórias para extração das informações geográficas, porém apenas as rotinas de alto rigor de qualidade se mostram como uma importante ferramenta no auxílio na atualização cadastral. Contudo, para o mapeamento de áreas rurais o processamento pode ser realizado nas cinco rotinas de processamento (Lowest, Low, Medium, High e UltraHigh).</p> Agostinho Prado Alves Junior, Luciano Nardini Gomes Copyright (c) 2022 Agostinho Prado Alves Junior, Luciano Nardini Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56925 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300 Modelagem Dinâmica Espacial das Mudanças de Uso e Cobertura da Terra na Região Hidrográfica da Baía da Ilha Grande-RJ: um Enfoque Sobre Comunidades Tradicionais e Unidades de Conservação https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59436 <p>O objetivo deste trabalho é analisar a influência das Unidades de Conservação (UCs) e das comunidades tradicionais no processo de mudança de uso e cobertura da terra na Baía da Ilha Grande ao longo dos anos de 2013 a 2018, por meio de modelagem dinâmica espacial. Para realizar a modelagem, foi utilizada a plataforma Dinamica EGO, que realiza simulação do uso e cobertura da terra com o método de pesos de evidência e é baseada no paradigma de autômatos celulares. Foi realizada a simulação espacial para doze unidades hidrológicas de planejamento, dando-se ênfase à observação das taxas de transição e aos pesos atribuídos para as variáveis de UCs e comunidades tradicionais. Nas UCs de Proteção Integral, foi observado um padrão de pesos negativos para as transições de desflorestamento e urbanização, ao passo que as UCs de Uso Sustentável indicam pressão antrópica sobre os ambientes naturais costeiros. As comunidades tradicionais apresentam dinâmicas próprias em seus territórios, sendo observado que os mesmos desfavorecem a urbanização no interior de seus limites. O modelo de Bayes foi capaz de simular os processos de mudança de uso e cobertura na área de estudo, e os resultados por ele produzidos podem ajudar na gestão da mesma. Os pesos atribuídos para as variáveis categóricas de UCs revelam como estas se comportam para determinadas transições, e as simulações por eles ajustadas produziram Índices de Similaridade Fuzzy satisfatórios. Este trabalho permitiu o entendimento das dinâmicas que ocorrem no interior de UCs e comunidades tradicionais, o que poderá auxiliar na elaboração de diretrizes para o planejamento territorial e ambiental.</p> Teule Lemos Branco, Cláudia Maria de Almeida, Cristiane Nunes Francisco Copyright (c) 2022 Teule Lemos Branco, Cláudia Maria de Almeida, Cristiane Nunes Francisco https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59436 Wed, 02 Feb 2022 00:00:00 -0300