https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/issue/feed Revista Brasileira de Cartografia 2022-05-30T20:00:25-03:00 Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo revbrcartografia@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> <p>A RBC está indexada na base da<strong> SCOPUS Elsevier</strong> (acesse <a href="https://www.scopus.com/sourceid/21101034436">aqui</a> o perfil da RBC na SCOPUS e consulte nosso CiteScore 2021).</p> https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63475 O Planejamento Cicloviário em Cidades Brasileiras de Pequeno Porte Baseado no Geoprocessamento de Dados Abertos 2022-04-27T09:05:33-03:00 Marcelo Monari marcelo.monari@usp.br Paulo César Lima Segantine pclsegantine@usp.br <p>O objetivo deste trabalho é propor um método para sistematização do planejamento cicloviário em cidades brasileiras de pequeno porte baseado em dados abertos, como dados censitários, mapeamentos colaborativos e Modelos Digitais de Elevação, buscando contribuir com a elaboração de planos municipais de mobilidade urbana, e que possa ser adaptado a outros países com características semelhantes e que possuam informações equivalentes. O método proposto é resumido em quatro etapas: geoprocessamento de dados espaciais abertos, permitindo o georreferenciamento da demanda cicloviária potencial e dos polos geradores de tráfego por bicicleta, assim como a representação atualizada de sistemas viários; definição dos subconjuntos de origens e destinos das rotas cicláveis a serem identificadas pelo algoritmo de Dijkstra, de forma a minimizar o custo generalizado associado à qualidade operacional de segmentos viários ao ciclismo; atribuição de impedâncias aos segmentos viários baseada em suas declividades médias e níveis de estresse ao ciclismo; e avaliação da proporção destes segmentos viários nas rotas cicláveis identificadas (Índice de Potencial Ciclável). Exemplos de aplicação do método foram conduzidos a duas cidades brasileiras, Bariri-SP e Bocaina-SP, a partir dos quais foi possível definir, para ambas, eixos cicláveis contínuos, interconectados e acessíveis à maioria dos ciclistas das áreas de estudo. Portanto, apesar da notória importância de serem conduzidos estudos específicos e levantamentos de campo em cada cidade brasileira para uma maior confiabilidade dos resultados, o método proposto pode contribuir com a popularização da bicicleta em viagens utilitárias e com o fortalecimento da “cultura da bicicleta” ainda em vigor nestas menores cidades brasileiras.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marcelo Monari, Paulo César Lima Segantine https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63991 Identificação das Mudanças Espaço-temporais nos Biomas Brasileiros por Intermédio da Análise de Componentes Principais (ACP) 2022-03-19T10:50:36-03:00 Letícia Figueiredo Sartorio leticia.sartorio98@gmail.com Éder Leandro Bayer Maier edermaier@gmail.com <p>O artigo apresenta uma análise espaço-temporal das mudanças no uso e cobertura da terra dos Biomas brasileiros a partir do uso dos dados do projeto MapBiomas e da Análise de Componentes Principais. Possibilitando agrupar padrões espaciais que representam as principais mudanças ambientais e uma análise temporal da substituição de sistemas ambientais naturais em sistemas agrícolas ou urbanos. Os dados foram disponibilizados pelo MapBiomas, coleção 4.1, para o período entre 1985 e 2018, processados na plataforma Google Earth Engine e representados em mapas temáticos elaborados no QGIS. A Análise de Componentes Principais possibilitou a redução do conjunto de dados de 34 imagens para duas Componentes Principais, as quais representam 84,28% da variância. Os resultados indicaram que a primeira componente principal está associada às estruturas dos sistemas ambientais dos biomas brasileiros e a segunda componente está relacionada aos processos de mudanças do uso e cobertura da terra, sendo que a mudança denominada de: 1) Perda de Superfície com Água; 2) Barragens ou áreas Alagadas; 3) Processos Naturais e Silvicultura e 4) Conversão de Áreas Naturais em Urbanas ou Agropecuárias correspondem a 0,081%, 0,12%, 1,45% e 13,17% do território brasileiro, respectivamente. Nesse contexto, o Sul da Amazônia e o Cerrado são os biomas que apresentaram as mudanças espaço-temporais com maiores dimensões espaciais e as mais rápidas, predominantemente entre 1990 e 2005. Por fim, ressalta-se o potencial da técnica de Análises de Componentes Principais como ferramenta de identificação de padrões espaço-temporais das mudanças nos Biomas brasileiros.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Letícia Figueiredo Sartorio, Éder Leandro Bayer Maier https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/64767 Propagação de Incertezas no Processo de Compatibilização de Referenciais e Época de Coordenadas GNSS 2022-04-04T18:25:28-03:00 Marcony de Paulo Ramos marconypaulo@yahoo.com.br William Rodrigo Dal Poz william.dalpoz@ufv.br Alessandro Salles Carvalho ascufpr@gmail.com <p>Neste trabalho, busca-se mostrar o efeito da propagação de incertezas no processo de compatibilização de época e de referenciais das coordenadas obtidas no GNSS (Global Navigation Satellite System). Ou seja, procura-se apresentar como as precisões dos parâmetros de transformação (PT) e das velocidades das estações GNSS podem afetar as precisões das coordenadas após a propagação de incertezas na compatibilização de referencial e época, e também, apontar sua influência na qualidade posicional das coordenadas. Para tanto, foram utilizadas 75 estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS) distribuídas no território brasileiro, cuja época de coleta de dados foi 01/07/2020 (época 2020,5), referenciadas ao IGb14. Inicialmente, foram obtidas as precisões dos PT entre o ITRF2014 e o ITRF2000, onde o ITRF2014 é alinhado ao IGb14 e o ITRF2000 ao SIRGAS2000. Nesta etapa, percebeu-se que as precisões dos PT são depreciadas, principalmente, devido à quantidade de referenciais envolvidos entre as duas realizações (ITRF2014, ITRF2008, ITRF2005 e ITRF2000 – quatro referenciais). Em seguida, foram realizadas as etapas de processamento de dados (compatibilização de referencial e de época das coordenadas, assim como a propagação de incertezas nos processos de compatibilização) em diversas simulações. Com isto, foi possível observar que o processo de compatibilização tornou as precisões das coordenadas notadamente piores, porém, mais realistas. Fazendo com que os valores de precisões das coordenadas, que eram, em média, de 1,8 mm e 0,8 mm nas componentes este (e) e norte (n) no Sistema Geodésico Local (SGL), respectivamente, passassem para 18,5 mm e 20,2 mm nas componentes (e) e (n), respectivamente, após a propagação de incertezas na transformação de referencial e a atualização das coordenadas.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marcony de Paulo Ramos, William Rodrigo Dal Poz, Alessandro Salles Carvalho https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63736 Avaliação da Qualidade da Rede de Drenagem Fornecida pelo MERIT Hydro: uma Base de Dados com a Rede Hidrográfica Disponibilizada em Escala Global 2022-01-31T11:16:36-03:00 Dário Macedo Lima dariomacedolima@gmail.com Adriano Rolim da Paz adrianorpaz@yahoo.com.br Aricson Garcia Lopes aricson.garcia@gmail.com Thiago de Sá Sena engthiagosena@gmail.com Cinthia Maria de Abreu Claudino cinthiamariaac@gmail.com <p>O mapa de representação dos rios é importante em diversos estudos e costuma ser obtido através do processamento de dados de elevação provenientes do Modelo de Digital de Elevação (MDE). Com base nisso, foi desenvolvido o MERIT Hydro, que fornece a rede hidrográfica de todo o globo, obtida através do processamento do MDE e de informações da posição de rios, lagos e demais corpos d’água em escala global. Nesse sentido, este trabalho avaliou a qualidade da rede de drenagem fornecida pelo MERIT Hydro e comparou com o desempenho da rede de drenagem obtida com o processamento do MDE disponibilizado pelo projeto Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM). Para tanto foi utilizada uma rede de drenagem de referência disponível para alguns rios das bacias hidrográficas do Rio Uruguai e do Rio São Francisco, e obtida através da digitalização manual de rios com base em imagens de satélite. Foram avaliadas métricas de comprimento da rede de drenagem, percentagem dentro do buffer e distância média. Os resultados mostraram que a rede de drenagem proveniente do MERIT Hydro representou com maior precisão os rios avaliados e o desempenho do MERIT Hydro foi no geral superior ao desempenho da rede obtida a partir do processamento do MDE do SRTM.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Dário Macedo Lima, Adriano Rolim da Paz, Aricson Garcia Lopes, Thiago de Sá Sena, Cinthia Maria de Abreu Claudino https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63303 Cartografia Rápida: uma Abordagem das Principais Variáveis nos Desastres de Inundação e Modelagem Conceitual da Consciência Situacional 2022-01-13T17:11:52-03:00 Raphael Heleno Pinho Perrut perrut.raphael@eb.mil.br Luciano Augusto Terra Brito terra@ime.eb.br <p>O Brasil é um dos principais países do mundo no que se refere a impactos causados por inundações. Dessa forma, o gerenciamento desse tipo de desastre é de suma importância para que os impactos, como a perda de vidas e prejuízos socioeconômicos, possam ser mitigados. O presente trabalho tem por objetivo, portanto, apresentar uma abordagem para extração das principais variáveis concernentes aos desastres de inundação e também apresentar a modelagem conceitual em UML (Unified Modeling Language) da consciência situacional de modo a direcionar a produção cartográfica, agilizando o seu suprimento, e auxiliando, assim, na atuação tempestiva das equipes no enfrentamento desses desastres. Para isso, foi realizado e aplicado um questionário a técnicos das defesas civis dos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Foram elencadas 46 variáveis, extraídas de entrevistas exploratórias com técnicos dos referidos órgãos públicos, da literatura acadêmica, por meio de artigos científicos, e de relatórios de operações de treinamento do Exército Brasileiro. Foi então adotada a escala de Likert para o questionário e, a partir dos resultados obtidos, foi realizada uma análise paramétrica por meio da distribuição T de Student. Com base nessa análise, foi possível separar as 19 variáveis mais importantes dentre as 46. Em seguida, as variáveis foram separadas dentre os níveis da consciência situacional e posterior modelagem conceitual, de maneira que os produtores de geoinformação possam agir de forma melhor direcionada em apoio ao enfrentamento de desastres de inundações, de modo a subsidiar os tomadores de decisão com o suprimento cartográfico tempestivo.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Raphael Heleno Pinho Perrut, Luciano Augusto Terra Brito https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/64136 Otimização da Integração de Topônimos por Similaridade Lexical 2022-04-07T16:33:32-03:00 Lanna Kallen Parreiras lanpna@hotmail.com Fredy Sales Ribeiro fredysales1@gmail.com Vagner Braga Nunes Coelho vagnercoelho@hotmail.com <p>Feições identificáveis do mundo real são, por intermédio de funções de mapeamento, instanciadas em um Banco de Dados Geográfico (BDG) como representações dessa realidade. Essas representações são individualizadas pelos atributos especificadores da classe mapeada. Entre esses atributos estão pelo menos uma geometria e um nome identificador (topônimo) associado à chave primária. No entanto, diferentes produtores de dados interpretam a realidade com pequenas discrepâncias, tornando algumas representações de características mapeadas semelhantes, mas não idênticas. Em particular, os topônimos têm pequenas diferenças resultantes de modificações ao longo dos anos, da forma como são soletrados ou, também, devido a erros humanos no registro dos dados. Portanto, ao tentar integrar diferentes BDGs, por meio de topônimos, eles não favorecem um pareamento total, uma vez que os registros não são identificados como sendo representativos da mesma realidade. No caso específico da classe toponímia, isso ocorre principalmente devido a erros de digitação decorrentes do processo de inserção de dados, especialmente pela inversão no posicionamento dos caracteres dentro da palavra. Nesta pesquisa, foi desenvolvida uma melhoria no Coeficiente de Dados e comparada com o método original aplicado em três BDGs distintos. A análise foi baseada nas frequências de caracteres e bigramas existentes nessas bases. A melhoria proposta baseou-se na hipótese de que bigramas invertidos, como 'αβ' e 'βα', podem, segundo certos critérios, ser admitidos como semelhantes. A análise identificou os caracteres mais comuns e os bigramas mais frequentes nas bases, cuja associação com uma análise da distância normalizada em um teclado padrão, permitiu a identificação de uma série de pares de bigramas considerados semelhantes. Essa proposta permitiu um aumento médio de 0,58% no total de instâncias pareadas nos BDGs testados.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Lanna Kallen Parreiras, Fredy Sales Ribeiro, Vagner Braga Nunes Coelho https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63206 Análise multitemporal do uso e cobertura da terra na Amazônia: A expansão da Agricultura de Larga Escala na Bacia do Rio Curuá-Una 2022-03-04T11:19:36-03:00 Danielle Silva de Paula danielle.paula@inpe.br Maira Isabel Sobral Escada isabel.escada@inpe.br Jussara de Oliveira Ortiz jussara.ortiz@inpe.br <p>A expansão da soja tem gerado importantes mudanças na Amazônia brasileira devido a processos de concentração de terras, homogeneização da paisagem e ao avanço sobre outras formas de produção. No Pará, esse processo ocorre mais intensamente nos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, que integram a bacia do rio Curuá-Una. Esse estudo se propõe a analisar dinâmicas de uso e cobertura da terra para o período de 2000 a 2019 na bacia do Rio Curuá-Una, observando sobre quais classes a Agricultura de Larga Escala (AGLE) se expandiu. As atuais bases de dados de uso e cobertura da terra da Amazônia não contemplam a Agricultura de Pequena Escala (AGPE). Para incluir essa classe, fez-se uso de imagens TM/OLI/Landsat, técnicas de segmentação multirresolução e classificação orientada à objeto. Para a análise das dinâmicas da AGLE utilizou-se matrizes de transição para os períodos de 2000-2010, 2010-2019 e 2000-2019. Como resultado, observou-se um ganho de área da AGLE no período de 2000-2019, de 23 km² para 1.093 km². O período de 2000-2010 foi o que apresentou maior ganho (25%). A expansão da AGLE se deu primordialmente sobre áreas de pastagens (38%), vegetação secundária (31%), floresta (27%) e AGPE (2%). Cerca de 25% da área de AGPE de 2000 foi convertida para AGLE em 2019. Essa proporção pode ser ainda maior, pois parte da vegetação secundária convertida para AGLE, compõe o sistema de pousio da AGPE. Esses resultados reforçam a importância de se estabelecer políticas púbicas que valorizem e fortaleçam a economia local.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Danielle Silva de Paula, Maira Isabel Sobral Escada, Jussara de Oliveira Ortiz https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/63739 Sensoriamento Remoto Aplicado à Análise de Fogo em Formações Campestres: Uma Re-visão Sistemática 2022-02-02T12:44:37-03:00 Pamela Boelter Herrmann pamelaboelter@gmail.com Victor Fernandez Nascimento victorfnascimento@gmail.com Marcos Wellausen Dias de Freitas marcoswfreitas@gmail.com <p>Avaliar o impacto do fogo em formações campestres requer uma compreensão das relações ambientais e antrópicas sobre a dinâmica da paisagem. Este estudo faz uma revisão da literatura para entender o comportamento do fogo em formações campestres por meio de técnicas de sensoriamento remoto. Para isso foi utilizada a base de dados da Scopus por meio do método PRISMA com o auxílio de mapeamento de clusters. Primeiramente, foram encontrados 7.881 artigos na literatura cientifica, onde foram aplicados os passos metodológicos, resultando em 67 artigos, os quais foram utilizados na análise. Os resultados apontam uma tendência de crescimento de pesquisas com a temática, sendo o Brasil o segundo país com maior contribuição ao resultado. Grande parte das publicações utilizaram imagens orbitais, porém há um crescimento recente da utilização de imagens obtidas por sensores acoplados a VANT’s. Além dos índices espectrais NDVI e EVI, observa-se a recente a utilização de outros índices para analisar a severidade das queimadas e o processo de recuperação da vegetação. Estes temas são principalmente relacionados com o manejo integrado de fogo, que deve levar em consideração a conservação da biodiversidade e uso antrópico com o objetivo de reduzir a intensidade e severidade do fogo, para torná-lo mais controlável e reduzir seus impactos negativos. Portanto, o sensoriamento é essencial para entender o comportamento espaço-temporal do fogo e consequentemente servir de subsídio científico para auxiliar a tomada de decisão em casos de prescrição de queimadas levando em consideração a manutenção dos serviços ecossistêmicos e a utilização destas formações campestres.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Pamela Boelter Herrmann, Victor Fernandez Nascimento, Marcos Wellausen Dias de Freitas https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/60138 Métodos de Planejamento de Rotas para RPAs: uma Revisão da Literatura 2022-03-17T11:23:00-03:00 Débora Paula Simões d263621@dac.unicamp.br Henrique Candido de Oliveira hcandido@unicamp.br Orlando Fontes Lima Júnior oflimaj@unicamp.br Diogenes Cortijo Costa dcortijo@unicamp.br <p>Nos dias atuais, as aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), popularmente conhecidas como drones, atuam em aplicações de diversas áreas, aumentando em número de aeronaves e compartilhando do espaço aéreo. Nesse cenário, a segurança é fator crucial e, portanto, planejar rotas confiáveis se torna essencial. Múltiplos são os algoritmos baseados em inteligência computacional, bem como as funções heurísticas, adotados para a roteirização de RPAs. No entanto, para bem aplicá-los, dependendo da finalidade do voo, é fundamental conhecer os diversos métodos de planejamento de rotas para RPAs. Diante disso, o presente estudo tem por objetivo apresentar, por meio de uma revisão de literatura, os diferentes métodos de roteirização de RPAs, enfatizando suas principais características e apresentando estudos que os envolvam. Trinta e nove artigos publicados entre 2002 e 2020, disponíveis em diferentes bases de dados, foram estudados, os quais possibilitaram classificar os métodos de planejamento em três grupos: baseados no domínio do tempo (online ou offline), em função do modelo de ambiente (2D ou 3D) e com relação às características da aeronave (asa fixa, rotativa, oscilante ou modelo híbrido). Ademais, destacam-se estudos envolvendo algoritmos e funções heurísticas aplicados a cada método de roteirização identificado. Com base nas referências revisadas, evidencia-se que as pesquisas tendem para a roteirização tridimensional e online, uma vez que abordam condições e ambientes mais realistas de voo, cujas características principais são enfatizadas ao final desse estudo.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Débora Paula Simões, Henrique Candido de Oliveira, Orlando Fontes Lima Júnior, Diogenes Cortijo Costa https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59409 Panorama Geral das Técnicas de Observação do Nível do Mar para propósitos Geodésicos 2022-03-29T09:11:15-03:00 Samoel Giehl samoelgiehl@gmail.com Regiane Dalazoana regiane@ufpr.br <p>Classicamente, observações do nível do mar são realizadas por estações maregráficas instaladas, principalmente em regiões portuárias. No entanto, os dados maregráficos podem estar contaminados por movimentos verticais da crosta. A instalação de uma estação de monitoramento contínuo Global Navigation Satellite System (GNSS) nas proximidades das estações maregráficas permite quantificar esses movimentos. A partir da segunda metade da década de 1980, iniciou-se o lançamento de satélites exclusivamente para o monitoramento do nível do mar, os satélites altimétricos. Estes permitem a obtenção de observações em cobertura global e num sistema de referência geocêntrico, porém, apresentam problemas em regiões costeiras em função da interferência do terreno no sinal de retorno e da rugosidade da superfície do mar. Novas gerações de satélites baseadas na tecnologia de radar de abertura sintética permitem melhoria na qualidade das observações nestas regiões. A mais recente técnica utilizada para este tipo de monitoramento é conhecida como refletometria oceânica e seu princípio de funcionamento considera que os atrasos de tempo entre os sinais GNSS diretos e refletidos estão diretamente correlacionados com a diferença de altura entre o receptor e a superfície refletora. Embora estas técnicas observem o mesmo sinal oceânico, cada uma apresenta singularidades relativas ao sistema de referência, resolução temporal e espacial, entre outros. Deste modo, o presente trabalho visa apresentar as principais técnicas para monitoramento do nível do mar. Além disso, serão apresentados a duração das séries temporais e os principais bancos de dados referentes às observações maregráficas na costa brasileira e aos dados das diferentes missões altimétricas.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Samoel Giehl, Regiane Dalazoana https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/61512 Aspectos Teóricos da Calibração Geométrica em Órbita de Sensores Remotos Imageadores Lineares do Tipo Pushbroom 2021-11-05T09:09:17-03:00 Tiago Lima Rodrigues tiagorodrigues@ufpr.br <p>A fim de que o completo potencial de exatidão geométrica de informações espaciais extraídas a partir de imagens de sensores remotos lineares orbitais do tipo pushbroom possa ser alcançado, é imprescindível que todos os erros sistemáticos presentes no processo de aquisição sejam levados em consideração. Além disso, a proximidade dos valores com a realidade física é essencial. No contexto da orientação rigorosa, os parâmetros de orientação interior (POI) devem ser adequadamente identificados e a estimativa de seus valores deve ser feita antes e imediatamente após o sensor ser colocado em órbita. Da mesma forma, devem ocorrer o refinamento dos parâmetros de montagem (PM) e o refinamento do alinhamento das bandas espectrais (ABE). Em órbita, mediante estudo prévio de periodicidade realizado por cada agência responsável, de tempos em tempos faz-se necessárias novas estimativas para verificação de alterações nos valores. Isso não somente por conta da alteração das características físicas do ambiente, mas também pelo próprio desgaste dos componentes internos constituintes. Esta atividade é denominada calibração geométrica em órbita. Neste artigo foram apresentados os principais aspectos teóricos envolvidos no processo, sem, contudo pretender esgotar o assunto.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Tiago Lima Rodrigues https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59979 A Incerteza no Mapeamento dos Limites Espaciais das Feições Geográficas 2021-08-04T17:08:00-03:00 Willian Alves da Silva willianads@hotmail.com Leandro Andrei Beser de Deus leandrobeser@gmail.com <p>Com a avanço das resoluções espaciais e temporais das imagens de satélite, ocorre aumento da demanda por produtos cartográficos com escala maiores. Para a cartografia, o aumento de resolução significa a possibilidade de se detectar os limites dos objetos que se quer mapear com maior precisão. Quando se observa um produto cartográfico vetorial, todas as feições representadas, são regiões que apresentam alguma característica que as diferenciam do “continuum” ao seu redor. Porém, várias das feições com as quais os cartógrafos trabalham no dia a dia, carecem de limites geométricos bem definidos, nítidos. Linhas litorâneas, Biomas em geral, Zonas de Risco, Frente Frias, Zonas de Criminalidade etc., são exemplos de feições que necessitam ser mapeadas, mas devido a suas características, apresentam desafios para serem modeladas geometricamente. Neste trabalho será apresentada uma revisão bibliográfica, apoiada por diversos exercício conceituais, com o objetivo de mostrar como a incerteza posicional dos limites das feições geográficas afeta o processo cartográfico (da coleta à representação), e como uma classificação destes limites e também dos tipos de incertezas associadas, pode ajudar no melhor entendimento e tratamento da informação geoespacial.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Willian Alves da Silva, Leandro Andrei Beser de Deus