MAPEAMENTO DOS LIMITES OFICIAIS DO MOSAICO DE ÁREAS PROTEGIDAS DO ESPINHAÇO: INTERATIVIDADE ENTRE O GEOPROCESSAMENTO E A GESTÃO INTEGRADA DO TERRITÓRIO

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Rodrigo Pinheiro Ribas
Bernardo Machado Gontijo

Resumo

A preservação de áreas naturais é a forma mais primária para a conservação da diversidade biológica, existindo em todo o planeta áreas delimitadas com intuito de proteção, haja vista sua singularidade, beleza, nível de ameaça, entre outros parâmetros que caracterizem a necessidade de uma efetiva gestão e manejo sustentável dos recursos naturais ali presentes. A gestão de áreas protegidas de forma isolada não é suficientepara a conservação, sendo necessária a criação de meios de gestão integrada da paisagem e neste sentido um formato bastante coerente são os mosaicos de áreas protegidas. Este artigo apresenta os procedimentos utilizados para a delimitação do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço - Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral, que foram realizados de forma interativa, a partir da combinação de métodos automáticos por meio de técnicas de Geoprocessamento com um refinamentoviabilizado a partir do mapeamento das questões estratégicas de gestão do mosaico, obtidas através da reunião do conselho consultivo do próprio mosaico. A proposta inicial de delimitação do mosaico foi criada levando em conta os aspectos do ambiente físico como unidade de planejamento, sendo assim, a delimitação foi feita pela linha de cumeada divisora de bacias hidrográficasda região e, em alguns locais, pelo próprio sistema de drenagem. Esta delimitação foi automatizada em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) utilizando como base topográfica um Modelo Digital de Elevação (MDE) de 30 metros de resolução espacial, proveniente da missão Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM). A delimitação deste mosaico de áreas protegidas, considerando apenas os aspectos do ambiente físico, teve que ser reajustada a fim de potencializar o poder de gestão do mesmo, sendo assim este mapeamento inicial foi apresentado em reunião do conselho consultivo do mosaico, sendo então incluídos limites políticos-administrativos em consonância com os objetivos de proteção e conservação destas áreas. Foi interessante perceber neste trajeto de concepção do limite oficial desta área protegida, a grande importância das técnicas de Geoprocessamento empregadas, visto que permitiram o traçado da área limítrofe levando em conta os aspectos ambientais, assim como sistematizaram a visualização do mapeamento para um público relativamente leigo na área de Geotecnologias, porém possuidor de outras expertises relacionadas a gestão ambiental do território e que puderam então contribuir para uma melhor decisão acerca dos limites oficiais desta área. A utilização do MDE da missão SRTM, com 30 metros (1 arco-segundo) de resolução espacial, se mos-trou extremamente eficaz, observando que, em tese, possui melhor precisão da informação altimétrica, visto que não foram realizadas interpolações para melhoria de sua resolução espacial.

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Como Citar
RIBAS, R. P.; GONTIJO, B. M. MAPEAMENTO DOS LIMITES OFICIAIS DO MOSAICO DE ÁREAS PROTEGIDAS DO ESPINHAÇO: INTERATIVIDADE ENTRE O GEOPROCESSAMENTO E A GESTÃO INTEGRADA DO TERRITÓRIO. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 67, p. 1641–1650, 2019. DOI: 10.14393/rbcv67n0-49233. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49233. Acesso em: 3 dez. 2022.
Seção
Artigos