Desigualdade de gênero na toponímia

um estudo exploratório

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/Lex5-v3n1a2017-8

Palavras-chave:

Desigualdade de gênero, Toponomástica, Antrotoponímia

Resumo

O objetivo deste artigo é mostrar que a diferença entre os gêneros feminino e masculino também deixa suas marcas nos nomes de lugares. Para tanto foi constituída uma amostra de antrotopônimos na cidade de Marechal Cândido Rondon, localizada na região oeste do estado do Paraná. Para este estudo, foram analisados 4 antrotopônimos femininos extraídos de uma amostra que continha 61 topônimos constituídos por nome próprio de pessoa seguido ou não de um título. A análise procurou recuperar a história das mulheres homenageadas mediante pesquisa documental na biblioteca municipal, no acervo Memória Rondonense, em livros e artigos e também por entrevistas feitas a familiares das homenageadas. Por fim, esta pesquisa foi comparada com pesquisas anteriores desenvolvidas no estado do Paraná e no estado da Bahia cujos resultados convergiram com os desta pesquisa: em ambos os estados, há a invisibilização da figura feminina na escolha dos topônimos. Seria interessante realizar pesquisas mais amplas em nível nacional para que se saiba em que medida os resultados encontrados no Paraná e na Bahia também estão presentes no sistema toponímico de outras regiões do país.

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Publicado

22-02-2020

Como Citar

Sipavicius Seide, M., & Nagai da Silva, B. (2020). Desigualdade de gênero na toponímia: um estudo exploratório . Revista GTLex, 3(1), 133–145. https://doi.org/10.14393/Lex5-v3n1a2017-8

Edição

Seção

Artigos