Skopostheorie na sala de aula

Uma experiência multimodal mediada pela tecnologia dos aplicativos digitais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/LL63-v35n2-2019-4

Palavras-chave:

Tradução interlinguística, Tradução intersemiótica, Skopostheorie, Gêneros textuais, Aplicativos digitais

Resumo

Este artigo descreve uma atividade didática realizada em contexto formativo em nível superior na Universidade Federal do Pará, município de Bragança. A ambiência do estudo é a disciplina de Tradução e Interpretação em Língua Inglesa e os objetivos do estudo são apresentar os pressupostos da tradução funcional por meio do modelo proposto pela Skopostheory (VERMEER; REISS, 2013; NORD, 2006) e refletir sobre questões atinentes à tecnologia e a utilização de aplicativos digitais de design gráfico como suporte às transposições interlinguísticas e intersemióticas, viabilizando a elaboração de textos multimodais, criativos e de diferentes escopos. São revisitadas algumas concepções sobre competência tradutória, com ênfase na subcompetência instrumental (RISKU, 1998, 2010; WEINERT, 2001; HURTADO ALBIR, 2015; ALCINA 2008; EMT, 2009). Os resultados apontaram para a preferencia pelos aplicativos digitais Canva, Prezi, Flipsnack, Storyboard na elaboração de textos traduzidos em dupla direcionalidade e gêneros diversificados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BENCHIMOL-BARROS, S. H. Relações sistêmicas entre currículo de formação e subcompetências tradutórias: um estudo da realidade da Amazônia Legal. In: II SEDITRAD – 2º Seminário Internacional de Pedagogia e Didática da Tradução. UnB: Brasília (no prelo).

BIAU GIL, J. R.; PYM, A. Technology and translation (a pedagogical overview). In: PYM, A.; PEREKRESTENKO, A.; STARINK, B. Translation technology and its teaching. Tarragona, Espanha, 2006. Disponível em: http://isg.urv.es/publicity/isg/publications/technology_2006/index.htm. Acesso em: 12 set 2019.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia 2. Tradução de Aurélio Guerra Neto, Ana Lúcia de Oliveira, Lúcia Cláudia Leão e Suely Rolnik. São Paulo: Ed. 34. v.3,1996.

EMT. Competences for professional translators, experts in multilingual and multimedia communication, 2009. Disponível em: http://ec.europa.eu/dgs/translation/programmes/emt/key_documents/emt_compet ences_translators_en.pdf. Acesso em: 14 out 2019.

FERREIRA, R. S; GONÇALVES, M. L. Tradução intersemiótica e cibercultura: compartilhando leituras do clássico machadiano nas redes digitais. Ipotesi, Juiz de Fora, v. 18, n. 2, p. 165-177, 2014.

FRASER, J. The Translator Investigated. The Translator, v. 2, n. 1, p. 65-79, 1996.

HALLIDAY, M. A. K. Ideas about Language. In: HALLIDAY, M. A. K. Occasional Papers I. Sidney: Applied Linguistics Association of Australia, 1977. p. 32-55.

HURTADO ALBIR, A. The acquisition of translation competence. competences, tasks, and assessment in translator training. Meta, v. 60, n. 2, p. 256-280, 2015.

HURTADO ALBIR, A. Traducción y traductología: introducción a la traductología. Madrid: Ediciones Cátedra, 2013.

JAKOBSON, R. Linguística e Comunicação. Cultrix e USP: São Paulo, 1969.

KRESS, G.; VAN LEEUWEN, T. Multimodal discourse: modes and media of contemporary communication. Amsterdam: Hodder Education, 2001, p.137.

KIRALY, D. Towards a view of translator competence as an emergent phenomenon: Thinking outside the box (es) in translator education. In: KIRALY, D., HANSENSCHIRRA, S.; MAKSYMSKI, K. (Ed.). New prospects and perspectives for educating language mediators. Tübingen: Gunter Narr, 2013, p. 197-224.

LEFEVERE, A. Translation, rewriting and the manipulation of literary fame. London, New York: Routledge, 1992.

LÈVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.

MUNDAY, J. Introducing translation studies: theories and applications. 4. ed. London/New York: Routledge, 2016.

RISKU, H. A cognitive scientific view on technical communication and translation: do embodiment and situatedness really make a difference? Target, v. 22, n. 1, p. 94-111, 2010.

NORD, C. Translating as a purposeful activity: a prospective approach. TEFLIN Journal, v. 17, n. 2, p. 131-143, 2006.

PEGRUM, M. The mobile landscape, In: PEGRUM, M. Mobile learning: languages, literacy and cultures. England: Macmillan, 2014, p 1-23.

REISS, K.; VERMEER H. J. Towards a general theory of translational action: Skopos theory explained. Translated by C. NORD. Manchester: St Jerome Publishing, 2013.

ROBERTS, H. E.; YATES, W. The Altair 8800 – The Most Powerful Minicomputer project ever presented. Popular Electronics, p. 33-38, jan. 1975.

SCHJOLDAGER, A., CHRISTENSEN, T. P., FLANAGAN, M. Mapping translation technology research in translation studies: An introduction to the thematic section. Hermes-Journal of Language and Communication, v. 56, p. 7-20, 2017.

SNELL-HORNBY, M. The turns of translation studies. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 1995.

STUPIELLO, E.N.A. (Org.). Tradução & perspectivas teóricas e práticas. 1. ed. São Paulo: Unesp, 2015, v. 1, p. 303-324.

VENUTI, L. (Ed.). Introduction. In: VENUTI, L. The translation studies reader. New York: Routledge, 2004, p. 1-18.

VERMEER, H. J. Skopos and commission in translational action. Translated by Andrew Chesterman. In: VENUTI, L. (Ed.). The translation studies reader. New York: Routledge: 2004, p. 221-232.

Publicado

2019-12-30

Como Citar

BENCHIMOL-BARROS, S. H. Skopostheorie na sala de aula: Uma experiência multimodal mediada pela tecnologia dos aplicativos digitais. Letras & Letras, [S. l.], v. 35, n. 2, p. 62–78, 2019. DOI: 10.14393/LL63-v35n2-2019-4. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/letraseletras/article/view/51382. Acesso em: 18 maio. 2022.