ANÁLISE DA CONECTIVIDADE ENTRE FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO NA PAISAGEM: ESTUDO NA REGIÃO DA SERRA DO ESPINHAÇO EM MINAS GERAIS

Conteúdo do artigo principal

Rodrigo Pinheiro Ribas
Bernardo Machado Gontijo
Ana Clara Mourão Moura

Resumo

A conectividade representa na paisagem o oposto da fragmentação, em linhas gerais, indica a magnitude da conexão entre os habitats e a respectiva capacidade de dispersão das espécies no espaço. As paisagens são dinâmicas, estando em constante mudança segundo a interação entre os componentes abióticos, bióticos e antrópicos presentes. O entendimento e a percepção sobre a atual conformação da paisagem, juntamente com as possibilidades de interpretação de um cenário passado e a previsão de uma situação futura no espaço, incrementam as possibilidades de ações de planejamento e gestão dos sistemas ambientais. Este estudo procura avaliar uma área em relação ao seu potencial para permitir a conectividade entre fragmentos de habitats na paisagem. A detecção da dinâmica da paisagem foi realizada entre os anos de 2010 e 2012, por meio da avaliação de mapas de uso e ocupação do solo produzidos a partir de uma classifi cação multitemporal de imagens do satélite RapidEye, e a projeção e análise de um cenário futuro foi modelado para o ano de 2014 por meio da aplicação de algoritmos de Cadeia de Markov e Autômatos Celulares. Para a criação da rede de interligação entre os fragmentos foi utilizado um modelo de quantifi cação do caminho de menor custo baseado na Teoria dos Grafos e para a análise dos fragmentos situados em posições mais centrais na rede sob uma perspectiva de conectividade na paisagem foi aplicada uma análise de Centralidade de Intermediação. Os resultados demostraram satisfatoriamente a dinâmica do uso e ocupação do solo no período analisado e as projeções tiveram boa assertividade, levando em conta a validação in loco realizada. Tendo em vista o padrão de trampolins de habitat observado na área de estudo, as metodologias baseadas na Teoria dos Grafos tiveram grande adequabilidade e produziram uma avaliação do local com grande capacidade para potencializar o entendimento e a conservação da biodiversidade na área de estudo, podendo também servir de modelo para a aplicação em outras áreas

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Como Citar
RIBAS, R. P.; GONTIJO, B. M.; MOURA, A. C. M. ANÁLISE DA CONECTIVIDADE ENTRE FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO NA PAISAGEM: ESTUDO NA REGIÃO DA SERRA DO ESPINHAÇO EM MINAS GERAIS. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 68, n. 2, 2016. DOI: 10.14393/rbcv68n2-44396. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44396. Acesso em: 26 nov. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Rodrigo Pinheiro Ribas, Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Geociências

Possui bacharelado e licenciatura em Geografia e Análise Ambiental pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (2006), Especialização em Gestão Ambiental pelo Senac MG (2008), Mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais (2011) e atualmente desenvolve o doutorado em Geografia, na linha de pesquisa da análise ambiental, na Universidade Federal de Minas Gerais, com previsão de defesa para o ano de 2015. Sua linha de pesquisa envolve a utilização de geotecnologias em análises espaciais avançadas, com pesquisas relacionadas à análise da paisagem natural e urbana, avaliação de impacto ambiental e gestão ambiental e territorial.

Bernardo Machado Gontijo, Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Geociências

possui graduação em Ciencias Biologicas - Licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1983), graduação em Geografia pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (1988), mestrado em Estudos Latino Americanos - Vanderbilt University (1992) e doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2003). Atualmente é professor adjunto do Instituto de Geociências da UFMG. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia e Meio Ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: unidade de conservação, vegetação, áreas verdes urbanas, transformação ambiental e turismo.

Ana Clara Mourão Moura, Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Arquitetura

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), Especialização em Planejamento Territorial e Urbano pela PUC-MG e Universidade de Bologna (1990), Mestrado em Geografia (Organização Humana do Espaço) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993) e Doutorado em Geografia (Geoprocessamento) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Urbanismo, e coordena o Laboratório de Geoprocessamento da Escola de Arquitetura. Tem experiência na área de Urbanismo e Geociências, com ênfase em Análise Espacial, Sistemas de Informações Geográficos, Representação Cartográfica, Diagnóstico Ambiental Urbano, Gestão Espacial de Patrimônio Histórico e Paisagístico. Orienta Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU-EA-UFMG) e no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG-IGC-UFMG). Atua principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento, cartografia, paisagem, patrimônio cultural, análise ambiental e análise urbana. Coordenadora do grupo de pesquisa CNPq: "Geoprocessamento na Gestão da Paisagem Urbana e Ambiental"

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