Antroponímia em Libras
análise dos sinais-nome de surdos e surdas participantes dos Inventários de Libras
DOI:
https://doi.org/10.14393/Lex-v11a2026-5Palabras clave:
Antroponímia, Sinais-nome, Libras, Visualidade, IdentidadeResumen
Este artigo vincula-se ao campo da Antroponímia em Libras e constitui um recorte e desdobramento de uma pesquisa de mestrado maior: Xavier (2025). O objetivo geral é analisar a distribuição quantitativa e os aspectos motivacionais dos locais de realização dos sinais-nome, investigando as relações entre visualidade, referenciação e construção identitária. Caracterizada como uma pesquisa predominantemente quantitativa, mas voltada à interpretação qualitativa dos dados, a investigação utiliza os dados dos Inventários da Libras: Surdos de Referência, Florianópolis, Maceió, Palmas, Fortaleza, Rio Branco e Brasília. O referencial teórico toma como base: Sousa (2022; 2024), McKee e McKee (2000), Börstell (2017), Petitta et al. (2018) e Prażmo (2025). Na pesquisa matriz, foram identificados 207 sinais-nome utilizados por pessoas surdas, dos quais a análise revelou uma forte concentração na região da cabeça e da face, correspondendo a 171 ocorrências (consideradas no presente estudo). Os resultados estatísticos indicam assimetrias de gênero na distribuição global: na amostra masculina, predominam as regiões Superior (22,54%) e Inferior (21,13%), enquanto na feminina a Região do Cabelo predomina com 29,67%. Na análise estratificada por subgrupos, observou-se uma variação significativa, marcada pela proeminência focal da Região do Queixo no Grupo 3 masculino (29,41%) e por uma pulverização multizonal equitativa (11,11%) entre as mulheres do mesmo grupo. Em contrapartida, áreas periféricas como a Região da Orelha mantiveram-se estatisticamente residuais em ambos os sexos, registrando índices inferiores a 3%. Conclui-se que a predominância de sinais realizados na face e na cabeça reflete uma estratégia cognitiva e cultural de eficiência referencial, consolidando as referidas regiões corporais como espaços linguísticos de significação e afirmação identitária nas culturas surdas.
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