Letramentos e inteligência artificial
potencialidades do ChatGPT no ensino de Língua Portuguesa
DOI:
https://doi.org/10.14393/DLv20a2026-31Palavras-chave:
Linguagens, Letramentos, Ensino, Tecnologia digitalResumo
As transformações que se formam significativamente pelas tecnologias têm afetado nossas práticas sociais porque envolvem, em primeiro lugar, as linguagens e a maneira como produzimos textos e discursos. No contexto escolar, é necessário romper com a separação artificial entre o texto e a tela. Em vez de tratar o meio digital como um simples suporte passivo, as aulas de linguagens devem englobar práticas que entendam os algoritmos, as interfaces e os hipertextos como parceiros ativos na construção de sentido (Paveau, 2021). Essas mudanças se refletem também na sala de aula à medida que lidamos com o texto produzido ou mediado por tecnologias digitais, como ferramentas de Inteligência Artificial. O objetivo do artigo é refletir sobre os benefícios e os limites do uso de ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, na aula de Língua Portuguesa. A pesquisa é teórica e aplicada, assim, serão abordadas as competências digitais e sua relação com o letramento digital, será vista a definição de inteligência artificial e suas aplicações e, a partir disso, serão feitas as reflexões sobre a inteligência artificial na aula de Língua Portuguesa. Se tomarmos como recomendação que é atribuição dos professores saber como as tecnologias podem apoiar o aprendizado e desenvolver, com autonomia, os estudantes, para que conheçam e saibam aproveitar benefícios e oportunidades trazidos por essas tecnologias, podemos considerar também importante que os próprios professores saibam aproveitar essas ferramentas no seu planejamento. Inicialmente, são abordadas as competências digitais exigidas de professores e estudantes, destacando-se a multiplicidade dos letramentos digitais. Em seguida, discute-se o conceito de IA, suas aplicações e limitações, ressaltando os desafios da integração dessas tecnologias à educação. A análise abrange considerações sobre o uso do ChatGPT na elaboração de um jogo de investigação textual voltado ao ensino fundamental, discutindo sobre o potencial da IA como ferramenta de apoio ao letramento crítico e à colaboração entre estudantes. As conclusões evidenciam a necessidade de formação docente contínua, uso ético das tecnologias e reconhecimento da IA como aliada (e não substituta) das interações humanas no processo educacional. Com a aproximação entre as competências digitais docentes e o letramento digital, torna-se evidente que a atuação do professor exige mais do que o domínio técnico das tecnologias: requer uma compreensão crítica de seus usos pedagógicos e sociais.
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