MODELAGEM GEOESPACIAL PARA IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS VULNERÁVEIS AO CONTÁGIO POR DOENÇAS RELACIONADAS A FALTA DE SANEAMENTO: O CASO DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

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Danilo Mangaba de Camargo
Nagela Martins Souza
Téhrrie Caroline König Ferraz Pacheco
Gustavo Casteletti Alcântara
Ednelson Mariano Dota

Resumo

A acelerada urbanização pela qual os países subdesenvolvidos enfrentaram a partir da década de 1960 acarretou, à esses adensamentos populacionais, precariedade habitacional e de abastecimento de água e esgoto. Esta precariedade, por sua vez, aumentou diretamente o risco dos indivíduos contraírem doenças infectocontagiosas ou, como aqui é chamado, doenças sanitárias. No Brasil, admite-se que os investimentos em saneamento básico ainda se mostram insuï¬cientes, de modo que a realidade aqui descrita ainda se faz presente. Por isso, partiu-se da premissa de que investimentos, para serem bem alocados, precisam levar em conta características socioterritoriais mais facilmente detectadas com a ajuda dos métodos da modelagem geoespacial em Sistemas de Informação Geográï¬ca (SIG). A saber, este trabalho fez uso dos métodos de Análise Hierárquica do Processo (AHP) e Ãlgebra de Mapas, usando como recorte espacial a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e, como dados de apoio, o Censo Demográï¬co de 2010. Como resultado obteve-se um mapa da região apresentando índices de vulnerabilidade da população ao contágio dessas doenças em diferentes porções do território, sendo observado o município de Campinas como o único a apresentar alta vulnerabilidade, sobretudo nas porções do território cortadas pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes. Além disso, a ï¬m de veriï¬car a consistência dos resultados, calculou-se a taxa de internação por doença infectocontagiosa em 2010 por município, de modo que os municípios de Hortolândia, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, que apresentaram média vulnerabilidade, mostraram maiores taxas de internação. Por outro lado, Holambra, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste, municípios de muito baixa vulnerabilidade, demonstraram taxas de internação três vezes menores que os municípios anteriormente citados.

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Como Citar
DE CAMARGO, D. M.; SOUZA, N. M.; PACHECO, T. C. K. F.; ALCÂNTARA, G. C.; DOTA, E. M. MODELAGEM GEOESPACIAL PARA IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS VULNERÁVEIS AO CONTÁGIO POR DOENÇAS RELACIONADAS A FALTA DE SANEAMENTO: O CASO DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 3, 2017. DOI: 10.14393/rbcv69n3-44349. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44349. Acesso em: 5 dez. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Danilo Mangaba de Camargo, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - UNESP Instituto de Geociências e Ciências Exatas Programa de pós-graduação em Geociências e Meio Ambiente

Geógrafo pela PUC-Campinas Técnico do laboratório de Geografia e Geoprocessamento na mesma instituição. Mestrando em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP, Campus de Rio Claro. Membro do grupo de pesquisa "LabMoDa - Modelagem de Dados Ambientais" (UNIR)

Nagela Martins Souza, Pontifícia Universidade Católica de Campinas Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologia - Faculdade de Geografia

Geógrafa pela PUC-Campinas

Téhrrie Caroline König Ferraz Pacheco, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE

Geógrafa pela PUC-Campinas Acadêmica de mestrado no Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto - INPE

Gustavo Casteletti Alcântara, Pontifícia Universidade Católica de Campinas Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologia - Faculdade de Geografia

Geógrafo pela PUC-Campinas

Ednelson Mariano Dota, Universidade Federal do Espírito Santo Departamento de Geografia

Geógrafo, doutor em Demografia, com pesquisas relacionadas à Geografia da População.

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