O conceito de sílaba nas gramáticas de Nebrija (1492) e de Anchieta (1595)
DOI:
https://doi.org/10.14393/Palavras-chave:
Anchieta, Conceito de sílaba, Nebrija, Gramaticografia, ProsódiaResumo
O conceito de sílaba esteve presente na metalinguagem ocidental desde as primeiras gramáticas vernaculares do contexto renascentista. Logo, o valor historiográfico desse metatermo no processo de gramatização ocidental é patente, pelo fato de que as “gramáticas latinas estendidas”, conforme a teorização de Auroux (1992), adotaram um padrão de metalinguagem muito aproximado, derivado da gramática latina, e a “syllaba” (sílaba) era uma das unidades dessa gramática, sempre vinculada ao campo descritivo da prosódia, os sons da língua do sistema latino, cujos grafemas eram adaptados à descrição dos sons de línguas vernáculas diversas. O metatermo sílaba foi empregado em praticamente todo o corpus de gramáticas do período, e no estudo analisamos esse fato linguístico em duas obras gramaticais: a Gramática castellana (1492), de Antonio de Nebrija (1444-1522) e a Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil (1595), de José de Anchieta (1534-1597).
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