Murilo Rubião

teórico e crítico de sua própria escrita

Autores

  • Fábio Lucas Pierini Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.14393/LL63-v34n2a2018-1

Palavras-chave:

Fantástico, Insólito, Abordagem sociocognitiva

Resumo

Quando lemos os contos de Murilo Rubião à luz de suas próprias reflexões sobre o fantástico, descobrimos que o autor tinha plena consciência teórica e crítica sobre sua escrita. Entretanto, comparando suas declarações de natureza crítica e teórica com a abordagem sociocognitiva do fantástico, percebemos que o autor brasileiro não pratica o fantástico, pois esse remete à defesa de um sistema de crenças em vias de extinção pela revolução industrial do século XIX. Também, dentro da mesma abordagem sociocognitiva, é possível afirmar que o fantástico não se transformou no decorrer do século XX: o que ocorreu, do nosso ponto de vista, é que um novo gênero narrativo se consolidou diante das novas condições socioculturais impostas pela guerra fria. Enquanto o fantástico buscava incutir no leitor a dúvida sobre a realidade de um acontecimento, esse novo gênero, o insólito, questiona o próprio conceito de realidade.

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Biografia do Autor

Fábio Lucas Pierini, Universidade Estadual de Maringá

Departamento de Letras Modernas

Universidade Estadual de Maringá-PR

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Publicado

2018-12-27

Como Citar

PIERINI, F. L. Murilo Rubião: teórico e crítico de sua própria escrita. Letras & Letras, [S. l.], v. 34, n. 2, p. 13–31, 2018. DOI: 10.14393/LL63-v34n2a2018-1. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/letraseletras/article/view/39669. Acesso em: 17 ago. 2022.