Entre a inocência e a experiência

Intermidialidade e representação na arte de William Blake

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/LL63-v37n1-2021-11

Palavras-chave:

Intermidialidade, William Blake, Música, Filme, Quadrinhos

Resumo

Revolucionário na arte da gravura, o ilustrador e escritor inglês William Blake ficou famoso por confeccionar seus próprios livros, unindo poesia e ilustração em um mesmo meio físico, através da sua arte de impressão iluminada. Dessa relação entre verbal e não-verbal resultam imagens sinistras e violentas que transitam polemicamente entre os obscuros caminhos da religião e do misticismo, influenciando diretamente a cultura popular contemporânea. Nesse estudo, analisamos alguns aspectos da arte de Blake pelo viés da intermidialidade. A partir das ideias de representação simples e complexa, conceitualizadas por Lars Elleström (2017), investigamos como a arte de Blake é significada por outras mídias, a partir de processos de representação simbólica (descrição), indicial (indicação) e icônica (ilustração). Dentro desse escopo, apontamos alguns destaques que se aprofundam nas obras de Blake Canções da inocência e Canções da experiência, a graphic novel Moonshadow, o livro Dragão vermelho e músicas da banda U2.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jose Arlei Cardoso, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Doutorando em Letras – Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Referências

BLADE RUNNER. Direção: Ridley Scott. Intérprete: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young et al. The Lad Company. 1982. 117 min, son. Color.

BLAKE, William. Canções da inocência e Canções da experiência. Tradução, textos introdutórios e comentários de Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho. São Paulo: Disal, 2005.

BLAKE, William. Jerusalém. Tradução de Saulo Alencastre. São Paulo: Hedra, 2010.

BLAKE, William. Milton. Tradução, introdução e notas de Manuel Portela. Lisboa: Antígona, 2009.

BLAKE, William. O casamento do céu e do inferno e outros escritos. Tradução de Alberto Marsicano. São Paulo: Nova Alexandria, 1993.

BLAKE, William. Poesia e prosa selecionadas. Tradução de Paulo Vizioli. Porto Alegre: L&PM, 2010.

BLAKE, William. Primeiro Livro de Urizen. Versão e Prefácio de João Almeida Flor. 2. ed. Bilíngüe. Lisboa: Assírio & Alvim, 1993.

BLAKE, William. Sete Livros Iluminados. Tradução, introdução e notas de Manuel Portela. Lisboa: Antígona, 2005.

CHRISTIE, Agatha. Noites sem fim. Tradução de Bruno Alexander. Porto Alegre: L&PM, 2012.

DEAD MAN. Direção: Jim Jamusch. Intérprete: Johnny Depp, Gary Farmer et al. 1995. 121 min, son. Color.

DEMATTEIS, J. M.; MUTH, Jon J. Moonshadow. São Paulo: Globo, 1991.

DRAGÃO VERMELHO. Direção: Brett Ratner. Intérprete: Anthony Hopkins, Edward Norton, Ralph Fiennes, et al. Universal Pictures. 2002. 124 min, son. Color.

ELLESTRÖM, Lars. Midialidade: ensaios sobre comunicação, semiótica e intermidialidade. Organização de Ana Cláudia Munari Domingos, Ana Paula Klauck, Glória Maria Guiné de Melo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.

HANNIBAL. Direção: Ridley Scott. Intérprete: Anthony Hopkins, Julianne Moore, Gary Oldman, et al. Universal Pictures. 2001. 125 min, son. Color.

HARRIS, Thomas. Dragão vermelho. Tradução de José Sanz. Rio de Janeiro: Record, 1981.

HARRIS, Thomas. Hannibal. Tradução de Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 1999.

HARRIS, Thomas. O silêncio dos inocentes. Tradução de Antônio Gonçalves Penna. Rio de Janeiro: Record, 1989.

O SILÊNCIO DOS INOCENTES. Direção: Jonathan Demme. Intérprete: Anthony Hopkins, Jody Foster, Scott Gleen, ted Levine, et al. Strong Heart Prodution. 1991. 118 min, son. Color.

PHILLIPS, Michael. William Blake: The creation of the songs from manuscript to illuminated printing. London: The British Library, Princeton: Princeton Up, 2000.

RAMOS, Paulo; FIGUEIRA, Diego. Graphic Novel, narrativa gráfica, novela gráfica ou romance gráfico: terminologias distintas para um mesmo rótulo. In: RAMOS, Paulo; VERGUEIRO, Waldomiro; FIGUEIRA, Diego (Org.). Quadrinhos e literatura: diálogos possíveis. São Paulo: Criativo, 2014.

SANTOS, Alcides Cardoso dos. Visões de William Blake: imagens e palavras em Jerusalém a emanação do gigante Albion. Campinas: Ed. Unicamp, 2009.

SORBINI, Gilberto; CARVALHO, Weimar de. In: BLAKE, William. Canções da inocência e Canções da experiência. Tradução, textos introdutórios e comentários de Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho. São Paulo: Disal, 2005.

VIZIOLI, Paulo. In: BLAKE, William. Poesia e prosa selecionadas. Tradução de Paulo Vizioli. Porto Alegre: L&PM, 2010.

Downloads

Publicado

2021-06-30

Como Citar

CARDOSO, J. A. Entre a inocência e a experiência: Intermidialidade e representação na arte de William Blake. Letras & Letras, [S. l.], v. 37, n. 1, p. 191–206, 2021. DOI: 10.14393/LL63-v37n1-2021-11. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/letraseletras/article/view/57594. Acesso em: 28 maio. 2022.