Biopotência dos corpos enquanto virtualidade expansiva do currículo cultural da Educação Física
DOI :
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77420Mots-clés :
Biopolítica, Biopotência, Educação FísicaRésumé
A Educação Física escolar situa-se historicamente no horizonte da governamentalidade biopolítica. Não obstante, uma proposta curricular do componente vem, há duas décadas, sendo experienciada na educação básica, indicando como objetivo a constituição de experiências subjetivas não homogêneas e, por conseguinte, sinalizando outros modos de se pensar o corpo. Diante disso, o objetivo deste ensaio é dar a ver a operacionalidade de conceber o currículo em pauta relacionando-o com o conceito de biopotência. Inicialmente, aborda-se a tematização do corpo na Educação Física e seus efeitos curriculares. Em seguida, desloca-se a análise para as relações existentes entre os conceitos de corpo e biopolítica, com o intuito de efetuar um breve traçado das reverberações que a tematização da biopolítica vem adquirindo na esfera educacional e, mais particularmente, na Educação Física. O terceiro momento, de caráter teórico-reflexivo, dedica-se à exploração da noção de biopotência e à sua articulação com investigações recentes sobre o currículo cultural, evidenciando práticas que potencializam modos de existência. Conclui-se que, ao reconhecer e valorizar os mais distintos corpos e, por corolário, todas as formas de existência, parece plausível argumentar que a perspectiva curricular de que aqui se trata pode ser concebida na condição de biopotência dos corpos.
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Data de registro: 15/03/2025
Data de aceite: 24/09/2025
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