Desambiguação do vocábulo jogo a partir de uma análise semântica histórica e o atual contexto de ubiquidade do entretenimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/DLv17a2023-16

Palavras-chave:

Tecnologia, Ludus, Era digital, Educação, Aprendizagem

Resumo

O objetivo deste ensaio foi trabalhar a desambiguação de sentidos da palavra jogo. Tal trabalho justifica-se à medida que se toma conhecimento do fenômeno da ubiquidade do entretenimento. Para tanto, situando-se no campo de estudos da transdisciplina Humanidades Digitais, em primeiro lugar, o ensaio traça um panorama geral do fenômeno da ubiquidade do entretenimento no seio de uma sociedade na qual os processos de digitalização evoluem de maneira veloz. Em segunda etapa, analisa processos que tornam a palavra jogo ambígua a partir de estudos da linguagem, bem como lógicas sociais de denominação que subjazem seus usos. Por fim, em terceiro lugar, entendido como fonte etimológica do termo jogo, o vocábulo ludus é abordado a partir de suas lógicas de designação. Como resultados e conclusões, por um lado, foi possível desvelar uma raiz do fenômeno da ubiquidade do entretenimento ao se estudar atuais lógicas sociais de denominação do jogo, ao passo que, por outro lado, descobriu-se que, no atual estágio da era digital, usos do vocábulo jogo vêm recuperando sentidos antes vinculados à palavra ludus, sobretudo quando se considera que, atualmente, o jogo vem desenvolvendo cada vez mais uma noção que o relaciona normalmente com formas de aprendizagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonardo Dias Avanço, Pesquisador Independente

Doutor em Educação pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Referências

BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

CHATEAU, J. O jogo e a criança. São Paulo: Summus Editorial, 1987.

D’OLIVEIRA, A. M. Vida e Obra. In: WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

DUFLO, C. O jogo: de Pascal a Schiller. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

HAN, B-C. O bom entretenimento: uma desconstrução da história da paixão ocidental. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

HAN, B-C. Sociedade da transparência. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2008.

LÉVY, P. Cibercultura. 3ª. ed. 3ª reimp. São Paulo: Editora 34, 2010.

WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

Downloads

Publicado

13.03.2023

Como Citar

DIAS AVANÇO, L. Desambiguação do vocábulo jogo a partir de uma análise semântica histórica e o atual contexto de ubiquidade do entretenimento. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 17, p. e1716, 2023. DOI: 10.14393/DLv17a2023-16. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/67948. Acesso em: 19 maio. 2024.

Edição

Seção

Humanidades digitais e estudos históricos do léxico