Impacto da leitura intensiva em língua inglesa no repertório lexical

uma análise quantitativa

Autores

  • Eduardo Batista da Silva Universidade Estadual de Goiás
  • Leidiane Cardoso de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL21-v10n1a2016-19

Palavras-chave:

Léxico, Leitura, Vocabulário fundamental, Ensino, Língua inglesa

Resumo

A leitura pode servir como fonte de vocabulário para o aprendiz de língua inglesa. Nesse contexto, o objetivo geral deste trabalho é analisar o desempenho de aprendizes de língua inglesa, com o propósito de investigar se por meio da exposição continuada a textos escritos com as palavras mais comuns do inglês ocorre aquisição incidental de vocabulário. Os objetivos específicos são os seguintes: 1) conscientizar professores e pesquisadores a respeito da relevância da leitura na aula de inglês e 2) discutir aspectos quantitativos relacionados ao vocabulário. A fundamentação teórica recorre principalmente às contribuições da Linguística de Córpus e da Linguística Aplicada. Quanto à metodologia, após a seleção dos participantes, foi aplicado um teste conhecido como Vocabulary Knowledge Scale (VKS), que avalia o autorreconhecimento acerca de palavras-alvo. O VKS foi aplicado antes e depois da entrega de 20 textos. No pré-teste, 14,3% das palavras-alvo eram conhecidas por mais da metade dos sujeitos, ao passo que no pós-teste, 66,7% das palavras-alvo eram conhecidas por mais da metade deles. Os resultados apontam que as atividades baseadas na leitura visando a prática lexical propiciam um alto índice de aquisição incidental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo Batista da Silva, Universidade Estadual de Goiás

Estudos Linguísticos

Referências

BASSO, J. P. Níveis de conhecimento lexical resultantes da aquisição incidental de vocabulário por meio da leitura extensiva. In: SCARAMUCCI, M. V. R.; GATTOLIN, S. R. B. Pesquisas sobre vocabulário em língua estrangeira. Campinas: Mercado de Letras, 2007. p. 97-126.

BERBER SARDINHA, T. Linguística de Corpus. Barueri: Manole, 2004.

______. Como usar a Linguística de Corpus no ensino de língua estrangeira. In: VIANA, V. ; TAGNIN, S. E. O. (Org.). Corpora no ensino de línguas estrangeiras. São Paulo: Hub Editorial, 2010. p. 301-356

BIBER, D. ; CONRAD, S. ; REPPEN, R. Corpus Linguistics: investigating language structure and use. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.

BIDERMAN, M. T. C. Teoria lingüística: teoria lexical e lingüística computacional. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

HUNSTON, S. Corpora and Applied Linguistics. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.

LEFFA, V. J. Aspectos externos e internos da aquisição lexical. In: ______ (Org.). As palavras e sua companhia: o léxico na aprendizagem. Pelotas: Educat, 2000. p.17-46.

LEVIN, J. ; FOX, J. A. ; FORDE, D. R. Medidas não paramétricas de correlação. In: ______. Estatística para as Ciências Humanas. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2012. p. 361-385.

MCCARTHY, Michael. Interview. [1998]. Entrevistadores: Ellie Attieh e Kathleen Staub. Disponível em: <http://www.cambridge.org.br/authors-articles/interviews?michael-mccarthy-ii&id=2460>. Acesso em: 26 fev. 2014.

NATION. P. Vocabulary Levels Test. 1993. Disponível em: http://www.lextutor.ca/tests/levels/recognition/1k/test_1.html. Acesso em: 17 mar. 2014.

______. Learning vocabulary in another language. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.

______. Como estruturar o aprendizado de vocabulário. Tradução Cristiane Arruda. São Paulo: Special Book Services, 2003.

OAKES, M. P. Statistics for Corpus Linguistics. Edinburgh: Edinburgh Univesity Press, 1998.

PARIBAKHT, T. S.; WESCHE, M. Vocabulary enhancement activities and reading for meaning in second language vocabulary acquisition. In: COADY, J. ; HUCKIN, T. (Ed.). Second language vocabulary acquisition. New York: Cambridge University Press, 1997. p. 174-200.

QUINN, E.; NATION, P. ; MILLETT, S. Asian and Pacific speed readings for ESL learners. Wellington: English Language Institute, 2007.

RODRIGUES, D. F. Um olhar crítico sobre o ensino de vocabulário em contextos de inglês como língua estrangeira. Trabalhos de Linguística Aplicada. Campinas, v. 45, n. 1, p.55-73, jan/jun 2006.

SILVA, E. B. Letras de música em língua inglesa: um corpus a ser explorado. Comunicação apresentada na Semana de Letras da Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, 2010. (não publicado).

______. VocabProfile: uma ferramenta linguístico-estatística para a aula de língua inglesa. Domínios de linguagem. Uberlândia, v. 5, n. 1, p. 144-159, 2011a. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/12397/8060. Acesso em: 17 mar. 2014

______. As listas de palavras na aula de língua inglesa. Comunicação apresentada no 18º Intercâmbio de Pesquisas em Linguística Aplicada (Inpla). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, jun/2011b. (não publicado).

______. Estudo quantiqualitativo da língua inglesa a partir de software linguístico-estatístico: interface entre a Linguística de Corpus e o ensino de vocabulário. Comunicação apresentada no 3º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores Universitários de Inglês (Abrapui). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, mai/2012. (não publicado).

______. A qualidade léxico-gramatical de redações em língua inglesa escritas por professores de inglês em pré-serviço. Comunicação apresentada no 5º Encontro de Didática e Formação de Professores (Edipe). Universidade Federal de Goiás. Goiânia, ago./2013. (não publicado).

Downloads

Publicado

30.03.2016

Como Citar

DA SILVA, E. B.; OLIVEIRA, L. C. de. Impacto da leitura intensiva em língua inglesa no repertório lexical: uma análise quantitativa. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 10, n. 1, p. 380–406, 2016. DOI: 10.14393/DL21-v10n1a2016-19. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/33042. Acesso em: 4 dez. 2022.