Essencialização da surdez em discursivizações do status linguístico da Libras e implicações educacionais

Autores

  • André Luís Batista Martins Universidade Federal de Uberlândia - UFU

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL17-v9n1a2015-11

Palavras-chave:

Essencialização da surdez, Língua de sinais, Surdez, Política Educacional de inclusão

Resumo

A questão que problematizamos neste texto refere-se à identificação do que chamamos de essencialização da surdez. Nossas análises partem de recortes de discursivizações sobre o status linguístico da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS/LSB) e suas implicações no cenário educacional das políticas de inclusão. Em nossa análise, trata-se de uma espécie de reinvenção da surdez que vem sendo levada à escola por meio do discurso do bilinguismo e da diferença. Nesta discussão, trazemos a concepção bakhtiniana de língua como interação verbal determinada pelas relações sociais (BAKHTIN, 2006) e contribuições de autores como Rajagopalan (2003), Hall (2000), Woodward (2009), Derrida (2001) e Bhabha (2005). Nossa posição é a de que a perspectiva inclusivista não consegue manter a coerência entre seus pressupostos e as ações implementadas para conduzir o problema da educação da criança surda. Levamos em consideração ainda a crítica de que a escola, ultimamente, tenha perdido sua identidade, enquanto instituição de ensino que prioriza o trabalho com os saberes associados a uma produção escrita de caráter erudito. Concluímos que, prioritariamente, o compromisso linguístico da escola, mesmo em se tratando de alunos surdos, deva ser com a língua portuguesa. Por uma questão de respeito às diferenças, a escola deve acolher a língua de sinais, contudo, não cabe a ela a promoção e a preocupação, em primeira instância, com a identidade linguística de crianças surdas.

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Biografia do Autor

André Luís Batista Martins, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

André Luís Batista Martins ingressou no Doutorado em Linguística na Universidade Federal de Uberlândia, MG em 2011. Concluiu o Mestrado em Lingüística pela UFU em 2004. Está cursando o Doutorado em Estudos Linguísticos (ILEEL/UFU). Atualmente,ministra aulas de Português e Literatura na Escola Municipal Prof. Leôncio do Carmo Chaves e no Centro de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (Cemepe) no Núcleo de Tecnologia e Educação. Atuou como coordenador do Programa de Formação Continuada com Professores do Ensino Básico, Eixo Um (Linguagens e Culturas) vinculado à Pro-reitoria de Assuntos Estudantis (Proex/UFU) da Universidade Federal de Uberlândia (2007 a 2013). Em 2011 e 2012, atuou como coordenador no projeto Rede Nacional de Formação Continuada de Professores (MEC/UFU/FACED). Atuou, como professor universitário contratado em cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Estadual de Goiás(UEG) e coordenou curso de pós-graduação em Artes, História e Literatura: abordagens interdisciplinares na mesma instituição. Publicou 05 trabalhos em anais de eventos. Possui 1 livro de poemas publicado e dois artigos acadêmicos publicados em livros. Participou de vários eventos no Brasil. Atua na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, Literatura e Educação Especial na área de Surdez. Em seu currrículo LATTES os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Análise do Discurso, Educação de Surdos, Inclusão Escolar, estudo sobre ensino-aprendizagem de línguas, Identificação e Identidade Lingüística, Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, Língua Portuguesa e Literatura, Educação Especial, Propostas Inclusivas e Formação Continuada de Professores.

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Publicado

15-07-2015

Como Citar

BATISTA MARTINS, A. L. Essencialização da surdez em discursivizações do status linguístico da Libras e implicações educacionais. Domínios de Lingu@gem, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 217–240, 2015. DOI: 10.14393/DL17-v9n1a2015-11. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/28404. Acesso em: 24 maio. 2022.