O belo, o feio e o grotesco feminino no digital: tensões estéticas e regulação do corpo em A Substância

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DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77606

Parole chiave:

Artes no Digital, Educação Estética, Filosofia, Realismo Grotesco

Abstract

Este artigo explora as relações entre o belo e o feio, buscando compreender como o grotesco opera como uma categoria estética autônoma que se reconfigura no ambiente digital. As principais perspectivas filosóficas sobre o belo e o feio, partindo da Filosofia Clássica e avançando até os debates estéticos contemporâneos, fundamentam a compreensão de como o grotesco se estabelece como uma linguagem que tensiona os limites entre ordem e disformidade, harmonia e ruptura. No contexto digital, essa estética se manifesta, dentre outras formas, em imagens grotescas do feminino, que questionam padrões hegemônicos de beleza e convenções culturais. O filme A Substância (2024), dirigido por Coralie Fargeat, é utilizado como objeto de análise para examinar essas dinâmicas, fundamentando-se em conceitos como o realismo grotesco (Bakhtin, 1987), o corpo grotesco feminino (Russo, 2000) e o corpo abjeto (Kristeva, 1982). Os resultados apontam que o grotesco feminino no digital oscila entre contestação e reprodução de normas, revelando tensões entre subversão e conformidade. Ao articular o grotesco com a educação estética, a análise evidencia seu potencial crítico, levando o espectador a refletir sobre os mecanismos de opressão que moldam o corpo feminino na contemporaneidade.

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Data de registro: 29/03/2025

Data de aceite: 24/09/2025

Pubblicato

2026-01-28

Fascicolo

Sezione

Artigos

Come citare

DE AZEVEDO, Daniela; VERSUTI, Andrea Cristina; SCARELI, Giovana. O belo, o feio e o grotesco feminino no digital: tensões estéticas e regulação do corpo em A Substância. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 39, p. 1–41, 2026. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77606. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/77606. Acesso em: 12 sep. 2026.