Novo ensino médio e o “cidadão” como consumidor
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v38a2024-72072Parole chiave:
Cidadania, Consumidor, Educação, ReformaAbstract
O presente artigo pretende salientar os traços pragmáticos presentes na reforma do ensino médio e sua tentativa de desenvolver uma formação que contemple mais os interesses e os projetos de vida dos alunos. Defendemos que a reforma visa atender a demandas típicas do cidadão como consumidor tal como caracterizado pelo sociólogo Wolfgang Streeck. O Novo Ensino Médio pode ser visto como uma tentativa de tornar a educação mais atrativa em meio a uma sociedade pautada pela lógica de consumo. Discorremos sobre os riscos de se pensar a educação sob a ótica do utilitarismo e do investimento pessoal, sobre o caráter pragmático e a-histórico de uma educação orientada pelo desenvolvimento de competências, bem como sobre a necessidade de formar pessoas responsáveis e comprometidas com o mundo.
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Data de registro: 13/01/2024
Data de aceite: 30/10/2024
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