Reflexões sobre a noção kantiana de experiência a partir de Walter Benjamin e seus impactos na educação
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v38a2024-71997Palavras-chave:
Educação, Experiência, Filosofia, Immanuel Kant, Walter BenjaminResumo
Resumo: O artigo visa retomar algumas colocações de Walter Benjamin sobre a noção kantiana de experiência, contida no ensaio de 1917, Sobre o Programa de uma Filosofia Vindoura a fim de discorrer sobre a sua noção de educação implícita no conceito de experiência e presente em toda a obra do autor. O projeto crítico kantiano, que visava inicialmente delimitar a extensão do conhecimento sensível, engendra-se como uma ciência dos limites da razão, redefinindo as formas e limites da sensibilidade. Benjamin reconhece que Kant levou a filosofia a um ponto novo e sem retorno que caracterizou o nascimento de uma nova noção de experiência, porém, a partir do compromisso de Kant com o Esclarecimento e com os pressupostos do conhecimento científico e da física newtoniana, tal noção permaneceu latente. Os limites da noção kantiana desdobram-se na filosofia posterior e no neokantismo da Escola de Marburg. O ensaio de Benjamin mostra que o criticismo coloca a possibilidade de elaborar um conceito muito mais rico de experiência, no sentido de uma teoria do conhecimento que abrangesse a compreensão da história, da religião, da linguagem e da arte, como expressão efetiva da filosofia. O ensaio abre uma discussão que percorre outros escritos de Benjamin sobre a perda da experiência, acontecimento que se vincula a um processo histórico de formação da modernidade e desdobra-se nas reflexões sobre a linguagem.
Palavras-chave: Educação; Filosofia; Experiência; Immanuel Kant; Walter Benjamin.
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Data de registro: 05/01/2024
Data de aceite: 31/07/2024
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