DADOS DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA O ESTUDO DAS INTERAÇÕES BIOSFERA-ATMOSFERA EM ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS: UMA REVISÃO

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Gabriel de Oliveira
Elisabete Caria Moraes
Yosio Edemir Shimabukuro
Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão
Guilherme Augusto Verola Mataveli

Resumo

Atualmente é grande a preocupação com o desmatamento das áreas tropicais, em particular na Amazônia, e sua influência no clima. Há alguns anos vêm sendo realizados experimentos de campo envolvendo coletas contínuas de dados relacionados às trocas de energia e CO2 entre a superfície e a atmosfera na região amazônica. No entanto, as medidas obtidas por esses experimentos são geralmente representativas de pequenas áreas. Este estudo tem como objetivo apresentar e discutir alguns dos principais modelos desenvolvidos para estimativa dos fluxos energéticos na superfície e CO2 mediante dados de satélite, ressaltando as potencialidades e limitações de aplicação na região amazônica. De modo geral, os algoritmos de fluxos de energia utilizam imagens nas regiões do visível e infravermelho (próximo e termal) e são baseados em métodos empíricos e físicos. As variáveis in situ necessárias correspondem à temperatura do ar e velocidade do vento, e as maiores incertezas estão na determinação dos fluxos de calor no solo e sensível. Por sua vez, os modelos de fluxos de CO2 baseiam-se nos espectros do visível e infravermelho próximo, sendo alicerçados no conceito de eï¬ciência de uso da radiação (RUE). O maior desaï¬o está justamente na deï¬nição do termo de RUE para distintos ecossistemas, e a informação básica de campo refere-se à radiação solar. Em suma, o uso de algoritmos baseados em imagens de satélite possui um importante papel no entendimento espacial e temporal de parâmetros biofísicos da superfície em uma região onde a maioria das informações são geradas pontualmente. Os dados gerados podem ser utilizados para alimentar modelos de superfície acoplados aos modelos de circulação geral da atmosfera, permitindo, entre outros, avaliar o impacto, em âmbito regional e global, causado por mudanças de uso/ cobertura da terra.

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Como Citar
OLIVEIRA, G. de; MORAES, E. C.; SHIMABUKURO, Y. E.; ARAGÃO, L. E. O. e C. de; MATAVELI, G. A. V. DADOS DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA O ESTUDO DAS INTERAÇÕES BIOSFERA-ATMOSFERA EM ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS: UMA REVISÃO. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 69, n. 6, 2017. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44320. Acesso em: 24 maio. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Gabriel de Oliveira, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) / Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR)

Geógrafo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Atualmente é aluno do Curso de Doutorado em Sensoriamento Remoto do INPE.

Elisabete Caria Moraes, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) / Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR)

Pesquisadora da Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR) do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE).

Yosio Edemir Shimabukuro, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) / Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR)

Pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR) do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE).

Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) / Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR)

Pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR) do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE).

Guilherme Augusto Verola Mataveli, Universidade de São Paulo (USP) / Departamento de Geografia (DG)

Aluno do Curso de Doutorado em Geografia Física da USP.

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