O corpo que envelhece
Reflexões sobre o envelhecimento e as imposições imaginárias na contemporaneidade
DOI:
https://doi.org/10.14393/LL63-v41-2025-07Palavras-chave:
Velhice, Corpo, Injunções imaginárias, ContemporaneidadeResumo
Este artigo analisa teoricamente, pelo viés psicanalítico, as relações entre o processo do envelhecimento e o corpo na contemporaneidade. Considerando que as injunções imaginárias do corpo jovem são determinadas pelos padrões de beleza e se contrapõem ao processo natural do envelhecimento, problematizamos como é possível ao sujeito que envelhece elaborar o luto em relação ao corpo perdido da juventude, já que seu corpo está em descompasso com o corpo perfeito. Para tanto, analisamos os aspectos inerentes aos impactos psicológicos diante do processo de declínio do corpo na velhice. Concluímos que envelhecer em uma sociedade que enfatiza as intervenções estéticas e não abre espaço para outros formatos de corpos, pode desencadear sofrimentos e gerar sentimentos conflituosos sobre a autoimagem, repercutindo na forma que o sujeito vivencia subjetivamente o envelhecimento. Ressaltamos também a importância da elaboração do luto do corpo jovem para alcançar uma velhice com menos sofrimento psíquico.
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