Internacionalização em Casa na Educação Básica
investigando o aplicativo “Escolas pelo Mundo”
DOI:
https://doi.org/10.14393/DLv20a2026-35Palabras clave:
Internacionalização em Casa, Educação Básica, Escolas pelo MundoResumen
Por um longo prazo, a internacionalização foi considerada um sinônimo de mobilidade e intercâmbio. No entanto, o padrão contemporâneo da internacionalização da Educação brasileira se fundamenta em ideias mais abrangentes, que fomentam oportunidades de aprendizado distintas, por percursos formativos que incorporam visões interculturais e internacionais, preparando os alunos para a sociedade global. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) tem promovido iniciativas de internacionalização para a Educação Básica como, por exemplo, o lançamento do aplicativo “Escolas pelo Mundo” (Brasil, 2023), cuja finalidade é facilitar a visibilidade de práticas de internacionalização já implementadas nas escolas de Educação Básica brasileiras. Diante de iniciativas como essa, este estudo investiga a Internacionalização em Casa no contexto da Educação Básica, com foco nas práticas promovidas pelo aplicativo “Escolas pelo Mundo” (Brasil, 2023). A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e método documental (Paiva, 2019), inserindo-se na área da Linguística Aplicada. O referencial teórico baseia-se no conceito de Internacionalização em Casa (Internationalization at Home - IaH) de Beelen e Jones (2015), que enfatiza a integração de dimensões internacionais e interculturais no currículo para todos os alunos, independentemente de mobilidade física. O objetivo principal foi analisar como as práticas e programas destacados no aplicativo alinham-se aos pressupostos da Internacionalização em Casa, considerando as características descritas por Jones e Reiffenrath (2018). Os resultados evidenciaram que, embora algumas iniciativas promovam o aprendizado intercultural e a diversidade linguística por meio de projetos colaborativos e uso de tecnologias digitais, ainda há limitações na abrangência das práticas, na sistematização metodológica e no acesso a informações mais detalhadas sobre as experiências relatadas. Conclui-se que, apesar dos avanços, a Internacionalização em Casa na Educação Básica brasileira ainda enfrenta desafios estruturais e demanda maior integração com políticas educacionais que ampliem o acesso e fortaleçam a formação de professores para o desenvolvimento de práticas interculturais.
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Referencias
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