Memory, body and territory

the insurrection of indigenous epistemes in resistance movements

Authors

DOI:

https://doi.org/10.14393/DLv17a2023-56

Keywords:

Colonial discourse, Indigenous epistemes, Subjectification, Body, Territory

Abstract

Considering that indigenous formations are changing in this 21st century through the action of new actors in new fields, in this study, through the articulation of theoretical operators of discourse studies and the establishment of dialogues between the works of Foucault, Guattari and the decolonizing critical praxis of Cusicanqui, we seek to problematize the politics of subjectivation, of the production of the other in colonial discourse, and how this subjection is subverted in the expressions of resistance. To this end, we will map the different topographies that emerge in the relations between body and territory, in the production of indigenous memories, from recurrent and scattered expressions in audiovisual productions that emerged after the creation of the Xingu Indigenous Park, a time frame that stretches from the mid-1960s to the present, as well as in publications on the internet and records of self-proclaimed indigenous art exhibitions.

Downloads

Download data is not yet available.

Metrics

Metrics Loading ...

Author Biographies

Tiago Éric de Abreu, UFU

Doutorando em Estudos Linguísticos (PPGEL/UFU).

Israel de Sá, UFU

Doutor em Linguística (UFSCar). Professos adjunto da Universidade Federal de Uberlândia. Instituto de Letras e Linguística, líder do Grupo Interinstitucional de Estudos de Discursos e Resistência (GEDIR/CNPq) e vice-líder do Laboratório de Estudos Discursivos Foucaultianos (LEDIF/CNPq).

References

ANZALDÚA, G. Luz e lo oscuro. Light in the dark. Rewriting identity, spirituality, reality. Durham: Duke University, 2015.

AQUINO, T. T. V. Diálogos entre gerações na Floresta. Semana Chico Mendes, 2020.

ARINI, J. ‘O governo não irá nos dividir’, diz liderança Kayapó. Amazônia Real, 2020. Disponível em: https://amazoniareal.com.br/o-governo-nao-ira-nos-dividir-diz-lider-tuira-kayapo/. Acesso em: mar. 2022.

BANIWA, G. S. Língua, educação e interculturalidade na perspectiva indígena. Educação Pública, v. 26, n. 62/1, p. 295-310, Cuiabá, 2017.

BHABHA, H. K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila. Belo Horizonte: UFMG, 1998.

BIENAL. Pesquisa relembra a primeira participação indígena nas Bienais de São Paulo. São Paulo, 2022. Disponível em: http://bienal.org.br/post/557. Acesso em: ago. 2022.

BRASIL. Comissão Nacional da Verdade. Relatório: textos temáticos. Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v. 2. Brasília: CNV, 2014.

BROTHERSTON, G. Entrevista realizada e originalmente publicada por membros do Centro Virtual de Estudos Humanísticos da USP – Ceveh, 2018. Disponível em: www.200.144.182.130/cema/images/stories/entrevista_gordon.pdf. Acesso em: jul. 2022.

CANEDO, G. La Loma Santa: una utopía cercada: territorio, cultura y estado en la Amazonía boliviana. Plural, 2011.

CUSICANQUI, S R. El potencial epistemológico y teórico de la historia oral: de la lógica instrumental a la descolonización de la historia. Temas Sociales, La Paz, n. 11, p. 49-64, 1987.

CUSICANQUI, S. R. Ch’ixinakax utxiwa: una reflexión sobre prácticas y discursos descolonizadores. Buenos Aires: Tinta Limón, 2010.

CUSICANQUI, S. R. Los saberes compartidos de Silvia Rivera Cusicanqui. Vídeo – (27min.). Youtube, 2015a. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=g3DUsv7udNs. Acesso em: set. 2021.

CUSICANQUI, S. R. Sociología de la imagen. Ensayos. Buenos Aires: Tinta Limón, 2015b.

CUSICANQUI, S. R. Um mundo ch’ixi es posible. Ensayos desde un presente en crisis. Buenos Aires: Tinta Limón 2018.

DE CERTEAU, M. Heterologies. Discourses on the Other. Trad. Brian Massumi. Minneapolis: Minesota University Press, 2000.

DELEUZE, G. Cinema I. A imagem-movimento. Trad. Eloisa de Araujo Ribeiro. São Paulo: Brasiliense, 2005.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platôs. Capitalismo e esquizofrenia. v. 4. Trad. Suely Rolnik. São Paulo: Editora 34, 1997.

ESBELL, J. A arte indígena contemporânea como campo de manifestação de inconscientes e o disparador político para o além (r)evolutivo. Galeria Jaider Esbell, 11 jul. 2020. Disponível em: http://www.jaideresbell.com.br/site/2020/07/11/a-arte-indigena-contemporanea-como-campo-de-manifestacao-de-inconscientes-e-o-disparador-politico-para-o-alem-revolutivo/. Acesso em: 2 mar. 2022.

FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade. Trad. Maria Ermantina Galvão. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.

FOUCAULT, M. O sujeito e o poder. In: Ditos e escritos IX: genealogia da ética, subjetividade e sexualidade. Org. Manoel Barros da Motta. Trad. Abner Chiquieri. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014. p. 118-140.

GONZÁLEZ, M. A. La autohistoria, un camino ético de la investigación: puente entre Anzaldúa y Rivera Cusicanqui. Analecta, v. 7, n. 41, 2021.

GUATTARI, F. Caosmose. Um novo paradigma estético. Trad. Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.

GUATTARI, F.; ROLNIK, S. Micropolítica. Cartografias do desejo. Trad. Suely Rolnik. Petrópolis: Vozes, 1996.

KAIOWÁ, R. Índio cidadão? Longa-metragem – (52’). Distrito Federal, 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t-GUcjbEAJA&ab_channel=%C3%8DNDIOCIDAD%C3%83O%3F-OFILME. Acesso em: abr. 2022.

KANAYKÕ, E. Uma breve troca de olhares. Parente Huni Kuin durante a II Marcha das Mulheres Indígena. Reflorestando mentes para a cura da terra. Facebook, 2021. Disponível em: www.facebook.com/kanayko.etnofotografia/photos/a.1054096181446519/1778166822372781. Acesso em: mar. 2022.

KEATING, A. L. (org.). Among worlds. New perspectives on Gloria Anzaldúa. Houdmills: Palgrave, 2005.

KOCH-GRÜNBERG, T. Petróglifos sul-americanos. Trad. João Batista Poça da Silva. 2010.

KRENAK, A. Comecem a produzir floresta como subjetividade, como uma poética de vida. Amazônia Real, 2021. Disponível em: https://amazoniareal.com.br/comecem-a-produzir-floresta-como-subjetividade-como-uma-poetica-de-vida-diz-ailton-krenak-a-plateia-portuguesa/. Acesso em: fev. 2022.

KUENTZ, P. Os ‘esquecimentos’ da nova retórica. In: CONEIN, B. et al. (org.). Materialidades discursivas. Campinas: Unicamp, 2016.

MOLINA, D. Nálimo. Vídeo-performance – (4’ 40”). Casa de Criadores, 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HSR9fZBN5kE&ab_channel=CasadeCriadores. Acesso em: mar. 2022.

MOREIRA NETO, C. A. Índios da Amazônia: de maioria a minoria (1750-1850). Petrópolis: Vozes, 1988.

MUNDURUKU, D. O caráter educativo do Movimento Indígena (1970-1990). São Paulo: Paulinas, 2012.

MUNDURUKU, D. A literatura indígena não é subalterna. Philos, n. 37, 2022.

POTIGUARA, E. Metade mulher, metade máscara. Rio de Janeiro: Grumin, 2018.

ROSA, S. Feita planta. Vídeo-performance – (4 ‘ 52”), 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cts4bGPyvEU&ab_channel=KinoBeat. Acesso em: jan. 2022.

ROSA, S. Supernova. Rio de Janeiro: MAM, 2022.

SANTOS, B. S. Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2014.

SARLO, B. Tempo passado. Cultura da memória e guinada subjetiva. Trad. Rosa Freire D’Aguiar. Belo Horizonte: UFMG, 2007.

SILVA, A. O. Ordem imperial e aldeamento indígena. Camacãs, Guerens e Pataxós do sul da Bahia. Ilhéus: UESC, 2018. DOI https://doi.org/10.7476/9788574555287

TAKUMÃ KUIKURO. Kukuho: canto vivo Wauja. (Curta-metragem – 33’). Xingu, 2021.

TAPEBA, W. Diálogo. Vídeo – (57 min.). Youtube, 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TcKrLznkdOA&ab_channel=TVCear%C3%A1. Acesso em: fev. 2022.

TIMBIRA, D. B. Epistemologias indígenas e a antropologia: o protagonismo de pesquisadores/as indígenas – desafios descolonizadores na contemporaneidade. Emblemas, v. 17, n. 1, UFG, 2020.

VALENTE, R. Os fuzis e as flechas. História de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

VAZ FILHO, F. A. O nativo revestido com as armas da antropologia. Novos olhares sociais, v. 2, n. 1, 2019.

WATTS-POWLESS, V. Lugar-pensamento indígena e agência de humanos e não humanos (a primeira mulher e a mulher céu embarcam numa turnê pelo mundo europeu!). Espaço Ameríndio, v. 11, n. 1, p. 250-272. Porto Alegre, 2017. DOI https://doi.org/10.22456/1982-6524.72435

Published

2023-11-16

How to Cite

ABREU, T. Éric de; SÁ, I. de. Memory, body and territory: the insurrection of indigenous epistemes in resistance movements. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 17, p. e1756, 2023. DOI: 10.14393/DLv17a2023-56. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/70473. Acesso em: 22 jul. 2024.