Nomes de cidades

identificação e memória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/DLv17a2023-1

Palavras-chave:

Nome próprio, Semântica da Enunciação, Formação Nominal, Identificação, Memória

Resumo

Este estudo pretende demonstrar como a significação de nomes próprios de cidades é afetada por demandas sociais de pertencimento e identificação da população/ administração com as denominações locais. Partimos do ponto de vista de uma perspectiva relacional da linguagem, na Semântica da Enunciação (DIAS 2016, 2018a, 2018b), que assume que há razões enunciativas para as formas da língua se configurarem de tal modo. Como procedimento de análise, organizamos enunciados dispostos em redes enunciativas, tomadas como rede de sentidos, que podem demonstrar a heterogeneidade das relações históricas e sociais que afetam a enunciação desses nomes. Como resultado, mostramos que a significação dos nomes nas formações nominais é ativada por perspectivas de sentidos que se dispersam entre os domínios dos referenciais históricos e das pertinências enunciativas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Elisandra Benedita Szubris, UNEMAT

Doutora em Linguística (2022) – PPGL- Universidade do Estado de Mato Grosso.

Referências

ALMEIDA, L. C. S. O léxico toponímico das comunidades rurais de Santo Antônio de Jesus: uma análise semântica e sociocultural. 2012. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística) - Universidade Federal da Bahia.

Biblioteca IBGE. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br Acesso em: 20 maio 2021.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Seção I. Diário do Congresso Nacional, Brasília, DF, ano XXXVI, n.7. 13 de março de 1981. p. 511.

DIAS, L. F. Os sentidos do idioma nacional: as bases enunciativas do nacionalismo linguístico no Brasil. Campinas: SP. Pontes, 1996.

DIAS, L. F. O nome da língua do Brasil: uma questão polêmica. In: ORLANDI, E. (org.). História das Ideias Linguísticas: Construção do Saber Metalinguístico e Constituição da Língua Nacional. Campinas/Cáceres: Pontes/Unemat, 2001.

DIAS, L. F. Nomes de cidades de Mato Grosso: uma abordagem enunciativa. In: Atlas os Nomes que dizem Histórias das Cidades Brasileiras: Um estudo semântico-enunciativo do Mato Grosso (Fase 1). Campinas, SP: Pontes Editores, 2016. p. 33-49.

DIAS, L. F. Enunciação e Relações Linguísticas. Campinas, SP: Pontes Editores, 2018a.

DIAS, L. F. Identificações de Mato Grosso: uma abordagem enunciativa. In: Atlas dos Nomes que dizem Histórias das Cidades Brasileiras: Um estudo semântico-enunciativo do Mato Grosso (Fase 1). Campinas, SP: Pontes Editores, 2018b. p. 23-45.

DICK, M. V. P. A. A estrutura do signo toponímico. Disponível em: https://www.revistas.usp.br. Acesso em: 25 dez. 2020.

DICK, M. V. P. A. Toponímia e Línguas Indígenas do Brasil. Estudos Avançados. 8 (22), p. 435-436, 1994. DOI https://doi.org/10.1590/S0103-40141994000300059

FERREIRA, J. C. V. Cidades de Mato Grosso: Origem e Significado de Seus Nomes. (1998/2008).

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves, 7. ed. - Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

GUIMARÃES, E. Terra de Vera Cruz, Brasil. Cultura Vozes – 4, Rio de Janeiro, 1992.

GUIMARÃES, E. Semântica do Acontecimento: um estudo enunciativo da designação. Campinas, SP: Pontes, 2. ed., 2005.

GUIMARÃES, E. A enumeração funcionamento enunciativo e sentido. Caderno de Estudos Linguísticos, Campinas, 51 (1): 49-68, Jan./Jun. 2009. DOI https://doi.org/10.20396/cel.v51i1.8637219

GUIMARÃES, E. Semântica: Enunciação e Sentido. Campinas, SP: Pontes Editores, 2018.

HERBELE, M, MACHADO, N. T.G. As contribuições de Dick para o estudo da toponímia brasileira. Antares: Letras e Humanidades. V.10, p. 70, 2018. DOI https://doi.org/10.18226/19844921.v10.n21.05

HOUAISS, A. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. 1. ed. São Paulo, Global, 2013.

Portal do Mato Grosso. Disponível em: https://portalmatogrosso.com.br. Acesso em: 30 abr. 2019.

Povos Indígenas no Brasil: 2001-2005. Editores gerais Beto Ricardo e Fany Ricardo. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006. p. 211.

SAMPAIO, T. O tupi na geografia nacional. 4.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1987.

SEABRA, M. C. T. C de. Referência e Onomástica. In: MAGALHÃES, J. S. de; TRAVAGLIA, L. C. (org). Múltiplas perspectivas em Linguística. Uberlândia: Edufu, 2008, p. 1945-1952. Disponível em: http://www.filologia.org.br/ileel/. Acesso em: 15 abr. 2021.

SZUBRIS, E. B. Nomes de Origem Indígena em Formações Nominais de Cidades de Mato Grosso: Perspectivações de Sentidos. (Tese/Doutorado) – Curso de Pós-graduação Stricto Sensu em Linguística, Faculdade de Educação e Linguagem, Campus de Cáceres, Universidade do Estado de Mato Grosso, 2022.

Downloads

Publicado

07.11.2022

Como Citar

SZUBRIS, E. B. Nomes de cidades: identificação e memória. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 17, p. e1701, 2022. DOI: 10.14393/DLv17a2023-1. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/65084. Acesso em: 7 dez. 2022.