Reflexões sobre a taxeonomia toponímica

do ponto de chegada ao ponto de partida

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL44-v14n4a2020-8

Palavras-chave:

Onomástica, Toponomástica, Taxeonomia toponímica

Resumo

Tradicionalmente, os estudos toponomásticos sempre estiveram embasados na teoria criada por Maria Vicentina do Amaral Dick, proposta no inicio da década de 1992 e depois ampliada por Aparecida Negri Isquerdo em 1996. A taxeonomia proposta por Dick (1992)  considera as características dos topônimos em análise e os categoriza em taxes toponímicas, sendo essas subdividas em motivações antropoculturais ou físicas. Contudo devido a complexidade, a dinamicidade e a singularidade existente no ato de nomear um lugar, novas metodologias para análise toponimica em consonância com as taxes existentes devem ser consideradas, afim de ampliar as reflexões no âmbito dos estudos toponomásticos. Nesta perspectiva este estudo propõe refletir sobre a abordagem taxeonomica dos topônimos .Para tanto será apresentado um recorte da dissertação de mestrado “Os nomes comerciais de Naranjal- Paraguai”, em que Lucas (2019) estudou os nomes dos estabelecimentos comerciais da cidade paraguaia partindo da taxeonomia toponímica para outras áreas dos estudos linguísticos. Os resultados obtidos evidenciaram que a análise dos topônimos a partir da taxeonomia toponímica conciliada com outras áreas dos estudos linguísticos permite ao pesquisador realizar reflexões que transcendem o campo das motivações toponímicas e contribuem significativamente para a história, cultura e memória linguistica e cultural da comunidade investigada.

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Biografia do Autor

Márcia Sipavicius Seide, Unioeste

Profa. Associada da Universidade do Oeste do Paraná.

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Publicado

06.04.2020

Como Citar

LUCAS, P.; SEIDE, M. S. Reflexões sobre a taxeonomia toponímica: do ponto de chegada ao ponto de partida. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 14, n. 4, p. 1273–1296, 2020. DOI: 10.14393/DL44-v14n4a2020-8. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/53561. Acesso em: 8 dez. 2022.