Das inter-relações entre obra terminográfica, tema e público-alvo

elaborando a árvore de domínio de um vocabulário de Culinária para tradutores

Autores

  • Elisa Duarte Teixeira Tradutora e pesquisadora independente

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL21-v10n1a2016-14

Palavras-chave:

Terminologia, Terminografia, Culinária, Árvore de domínio, Classes semânticas

Resumo

O presente trabalho visa discutir as implicações da escolha de um público-alvo específico – o tradutor – para o fazer terminológico de uma subárea específica: a Culinária. Após uma breve introdução à problemática discutida no artigo, os pressupostos teóricos do trabalho são apresentados e contrastados, com vistas a destacar sua relevância na metodologia de trabalho empregada. O estudo foca nas subclasses semânticas dos Ingredientes e, a partir da árvore de domínio proposta, fazemos uma análise das definições e conceitos do campo semântico “tempero(s)”. Os resultados apontam para a necessidade de se considerar, em vez das categorias clássicas comumente usadas para separar os semas genéricos dos específicos (definidos dicotomicamente como positivos ou negativos), uma estruturação sêmica de periferia fluida e permeável, representando um continuum de sentido que vai do mais prototípico (núcleo) ao menos prototípico (margens) – considerando-se numa dada área de especialidade e levando-se em conta um público-alvo específico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Elisa Duarte Teixeira, Tradutora e pesquisadora independente

Linguista, Especialista em TRadução - Inglês, Mestre e Doutora pela Universidade de São Paulo

Referências

ALMEIDA, G. M. B. A problemática epistemológica em terminologia: relações entre conceitos. ALFA – Revista da Universidade Estadual Paulista, São Paulo, vol. 42 (número especial), 1998.

AUBERT, F. H. Problemas e urgências na interrelação terminologia / tradução. ALFA – Revista da Universidade Estadual Paulista, São Paulo, vol. 36, 1992.

______. Introdução à metodologia da pesquisa terminológica bilíngue. Cadernos de Terminologia – Revista do CITRAT/FFLCH/USP, São Paulo, no. 2, 1996.

BARBOSA, M. A. Lexicologia, lexicografia, terminologia, terminografia: identidade científica, objeto, método, campos de atuação”. Anais do II Simpósio Latino-americano de Terminologia e I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-científica. Brasília: SCT, CNPq, IBICT, 1990.

______. Lexicologia, lexicografia, terminologia, terminografia: identidade científica, objeto, métodos, campos de atuação. Anais do II Simpósio Latino-Americano de Terminologia. I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-Científica. Brasília: União Latina, CNPq, IBICT, 1992, p. 152-158.

______. Dicionário, Vocabulário e Glossário: concepções. In: ALVES, I. M. (org) Constituição da normalização terminológica no Brasil. Cadernos de terminologia– Revista do CITRAT/FFLCH/USP, São Paulo, vol. 1, 1996.

______. Relações de significação nas unidades léxicas. Anais do I Encontro Nacional do GT de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da ANPOLL. Rio de Janeiro: ANPOLL, 1998.

______. Terminologização, vocabularização, cientificidade, banalização: relações. Acta semiotica et linguistica, São Paulo: Plêiade, V. 7, 1998, p. 25-44.

______. Campo conceitual e campo lexical dos termos globalização e mundialização: relações. Revista brasileira de linguística, São Paulo: Plêiade, V. 19, 1999, n.1, p. 29-45.

______. A construção do Conceito nos discursos técnico-científicos, nos discursos literários e nos discursos sociais não-literários. Revista Brasileira de Linguística. São Paulo: Plêiade, 2002.

BARTHES, R. Elementos de Semiologia. São Paulo: Cultrix, 1971.

BORBA, F. S. e LONGO, B. N. O. Ciência & arte & técnica: a delimitação dos sentidos num dicionário. ALFA – Revista da Universidade Estadual Paulista, São Paulo, vol. 40, 1996.

COSERIU, E. Teoria del lenguaje y linguística general. Madrid: Gredos, 1967.

______. Lições de linguística geral. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1980.

DESMET, I. Princípios teóricos da terminologia: especificidade da noenímia. Terminologia – Revista da Ass. de Terminologia Portuguesa, Lisboa, no. 1, abril de 1990.

DUBOIS, D. Sémantique et cognition. Catégories, prototypes, typicalité. Paris: CNRS, 1991.

DUBUC, R. Manuel pratique de terminologie. Québec: Biblithèque Nationale, 1985.

GENOUVRIER, E.; PEYTARD, J. Linguística e ensino do português. Coimbra: Almedina, 1974.

HJELMSLEV, L. Prolégomènes à une théorie du langage. Paris: Minuit, 1966.

JACKOBSON, R. Linguística e comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969.

LYONS, J. Semantics. Cambridge: Cambridge University Press, 1977.

MÜLLER, Ch. Principes et méthodes de statistique lexicale. Paris: Champion, 1992.

OLIVEIRA, A. M. P. e IZQUERDO, A. N. (Orgs.) As ciências do léxico. Campo Grande: Ed. UFMS, 1998.

PAIS, C.T. Ensaios semiótico- linguísticos. São Paulo: Global, 1984.

______. O percurso gerativo da enunciação: produtividade léxica e discursiva. Confluência – Revista do Departamento de Linguística da Unesp de Assis, Assis, Vol. 3, 1995, p. 162-181.

______. Da semântica cognitiva à semiótica das culturas. Anais do IX Encontro Nacional da ANPOLL. João Pessoa: ANPOLL, 1995, p. 1325-1336.

______. Conceptualização, denominação, designação: relações. Revista Brasileira de Linguística, São Paulo: Plêiade, vol. 9, 1997, p. 221-240.

POTTIER, B. Linguística geral: Teoria e descrição. Rio de Janeiro: Presença, 1978.

REY, A. La terminologie: noms et notions. Paris: PUF, 1979.

VILELA, M. Definição nos dicionários de português. Porto: Asa, 1983.

Downloads

Publicado

30-03-2016

Como Citar

DUARTE TEIXEIRA, E. Das inter-relações entre obra terminográfica, tema e público-alvo: elaborando a árvore de domínio de um vocabulário de Culinária para tradutores. Domínios de Lingu@gem, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 264–285, 2016. DOI: 10.14393/DL21-v10n1a2016-14. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/32393. Acesso em: 11 ago. 2022.