A figura feminina em parêmias brasileiras

Autores

  • Maria Erotildes Moreira e Silva Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL16-v8n2a2014-2

Palavras-chave:

Linguística Aplicada, Paremiologia, Semântica

Resumo

Neste artigo, com o objetivo de refletir sobre a carga cultural que transcende o percurso gerativo de sentido dos provérbios, foram analisadas parêmias constituídas em torno da mulher. A partir de um corpus coletado em sites da internet, em que o sema principal são a mãe e a madrasta, verificamos a presença de semas virtuais que representam tanto os pólos que tais funções ocupam como os valores ideológicos e culturais, perpetuados com valor de verdade, na sociedade contemporânea. Ao assumirmos, nesta análise, os pressupostos greimasianos, os quais têm por objeto de pesquisa a significação e considerarmos os fundamentos da etnolínguística, em que a língua deve ser estudada em suas relações com a sociedade, percebemos, nestes textos, a polifonia, o argumento de autoridade como traços característicos de tais provérbios. A análise revelou que os semas virtuais são, portanto, "valise" para estes valores, em função dos papéis atribuídos à mulher e da visão tradicional do gênero feminino. Nesta perspectiva, é relevante ressaltar a contribuição da reflexão sobre o tema, nos estudos paremiológicos, no sentido de apresentar uma visão mais ampla dos discursos veiculados nos provérbios, cujo sema principal se refere à mulher.

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Biografia do Autor

Maria Erotildes Moreira e Silva, Universidade Federal do Ceará

Professora de Língua Portuguesa, lotada na Secretaria de Educação do Estado do Ceará, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Linguística da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde atua como membro do PLIP - projeto de pesquisa voltado para as Políticas de Internacionalização da Língua Portuguesa e bolsista da CAPES-PDSE, sob processo 2956-13-6.

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Publicado

17-12-2014

Como Citar

MOREIRA E SILVA, M. E. A figura feminina em parêmias brasileiras. Domínios de Lingu@gem, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 13–24, 2014. DOI: 10.14393/DL16-v8n2a2014-2. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/26898. Acesso em: 28 maio. 2022.