Com quantas dobras se faz um dispositivo? O conceito de dispositivo em Michel Foucault e Sueli Carneiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-79130

Palavras-chave:

Conceitos, Dispositivo, Racialidade

Resumo

O presente texto articula memórias da infância vividas à beira do Rio São Francisco, com reflexões filosóficas sobre a construção conceitual na pesquisa em educação. A imagem das canoinhas de papel, dobradas com esforço e afetividade, torna-se metáfora central para pensar os conceitos como produções instáveis, rasuradas e moventes. Inspirado por autores como Deleuze, Guattari, Veiga-Neto, Foucault e Sueli Carneiro, o texto questiona a busca por estabilidade conceitual e propõe uma abordagem filosófica que valoriza o dobramento e o redobramento das ideias em contextos históricos e políticos específicos. A partir da leitura de Foucault, o conceito de “dispositivo” é desdobrado como um arranjo heterogêneo de saberes, práticas e normas que moldam subjetividades e operam relações de poder. Sueli Carneiro contribui ao rasgar e reinscrever o dispositivo a partir do chão da racialidade, introduzindo o “dispositivo de racialidade” como operador de exclusão e manutenção da branquitude como norma. Assim, o texto propõe uma filosofia da dobra: aprender a rasgar e refazer os conceitos, como se dobra uma canoinha, como quem navega pelas águas turvas da memória e da opressão, em busca de outros rumos para a existência, a subjetividade e a pesquisa.

 

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Data de registro: 30/07/2025

Data de aceite: 03/12/2025

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Publicado

2026-09-03

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

MENDES DOS SANTOS, Wheber; DOS ANJOS SANTOS, Acassia. Com quantas dobras se faz um dispositivo? O conceito de dispositivo em Michel Foucault e Sueli Carneiro. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 39, p. 1–25, 2026. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v39a2025-79130. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/79130. Acesso em: 5 set. 2026.