Ensino de Filosofia: dois modelos que determinam a potência do filosofar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77417

Palavras-chave:

Ensino de Filosofia, Filosofar, Repetição-Criação

Resumo

O artigo investiga quais as condições para que o ensino de filosofia seja propriamente filosófico. A partir dessa questão, propõe-se uma crítica ao modelo tradicional de ensino, centrado na repetição historiográfica e exegética, e apresenta a proposta de “repetição criativa”, de Alejandro Cerletti como alternativa. Essa abordagem articula tradição e invenção, permitindo que o aluno revisite os saberes filosóficos com abertura à criação de novos problemas e conceitos, promovendo uma experiência de pensamento filosófico. O texto também explora a noção de absurdo, conforme apresentada por Albert Camus, para ilustrar a fratura entre o desejo de filosofar e um modelo de ensino que nega essa possibilidade. O ensino não filosófico da filosofia, ao impedir o exercício do pensamento criativo, gera um “suicídio filosófico”, sufocando os impulsos dos aprendizes para a atividade da produção filosófica. Ensinar filosofia filosoficamente exige que o professor também se coloque como filósofo, criando espaços de pensamento compartilhado e dialógico. O ensino da filosofia deve ir além da repetição da tradição, sendo capaz de transformar o conhecimento filosófico em pensamento vivo e criador.

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Data de registro: 15/03/2025

Data de aceite: 24/09/2025

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Publicado

2026-01-23

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

COLENGHI FILHO, Mauricio. Ensino de Filosofia: dois modelos que determinam a potência do filosofar. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 39, p. 1–21, 2026. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77417. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/77417. Acesso em: 17 set. 2026.