Fernando Pessoa, Agostinho da Silva y la canción brasileña
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v40a2026-81054Palabras clave:
Fernando Pessoa, Caetano Veloso, Agostinho da Silva, Mito, Música, UtopíaResumen
Desde la década de 1960, especialmente con el tropicalismo, Fernando Pessoa fue asimilado en Brasil, con sus poemas cantados por artistas de la MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento y Tom Jobim. Así, este artículo se propone analizar la presencia de Fernando Pessoa en la canción popular brasileña, y la relación de este fenómeno con el sebastianismo y la idea del Quinto Imperio presente en la obra de Agostinho da Silva. El artículo destaca el impacto del pensamiento de este filósofo luso-brasileño que, exiliado en Brasil, difundió una visión utópica de misión espiritual de la lusofonía, inspirando a artistas como Caetano Veloso. En este caso, el sebastianismo, tradición mesiánica portuguesa ligada al mito del regreso de D. Sebastião, cobra nueva vida en Brasil, reinterpretado de forma crítica, profética y cultural. El texto muestra cómo Caetano, en canciones como É Proibido Proibir, Os Argonautas, Língua y Um Indio, dialoga con Pessoa y con este imaginario utópico, mezclando referencias místicas, políticas y culturales. El artículo concluye que la canción brasileña, al unir música popular y tradición literaria, se ha convertido en un lugar privilegiado de reflexión sobre identidad, utopía y destino, incorporando el legado pessoano y reencantando la modernidad a partir de un “alma atlántica”.
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Data de registro: 23/01/2026
Data de aceite: 06/02/2026
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