Privação, separação e angústia? Notas sobre as concepções de Freud e de Bowlby a respeito da primeira infância, educação e cuidado materno
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-75341Palavras-chave:
Bowlby, Educação, Freud, Infância, SeparaçãoResumo
Neste artigo, buscamos compreender e analisar a apropriação e reformulação da teoria freudiana, tal como foi empreendida por John Bowlby, em sua proposição da teoria do apego. Uma teoria fundamental hoje no campo da pedagogia, da educação e mesmo da psiquiatria infantil, a teoria do apego foi formulada por Bowlby tendo como base a psicanálise freudiana. No entanto, Bowlby realizou uma leitura crítica da teoria de Freud, na qual conceitos e noções são alterados. Neste artigo, focamos nossa atenção em conceitos relativos à infância; com isso, buscamos cotejar as palavras de Bowlby e Freud, no que elas deixam depreender concepções de infância, educação e cuidado materno. Ao longo de nossa análise, ficará claro que a concepção freudiana de “bebê” e “infância”, por exemplo, é bem diferente da concepção bowlbyana. A partir disso, enunciam-se algumas conclusões de cunho mais geral a respeito das relações entre a teoria do apego, de Bowlby, e a psicanálise freudiana.
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Data de registro: 16/09/2024
Data de aceite: 03/12/2025
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