A gramática da sedução nos jogos da educação matemática: regras que conformam as forças sedutoras presentes na linguagem
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-74449Palavras-chave:
Educação matemática, Jogos, Neoliberalismo, SociedadeResumo
Este artigo é resultado de uma pesquisa cujo objetivo foi examinar as formas de ser docente produzidas pelas investigações do Grupo de Trabalho (GT) 19 – Educação Matemática, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), a respeito das atividades com jogos nas aulas de Matemática. Ancorando-se nas teorizações de autores como Byung Chul-Han e Gilles Lipovetsky e na análise discursiva de Michel Foucault, identificou-se a existência de uma gramática da sedução, ou seja, um conjunto de táticas de condução das condutas que seguem a lógica do agradar e impressionar, operacionalizadas no meio educacional por meio do uso de jogos. Por fim, constatou-se alguns dos efeitos dessas estratégias, as quais contribuíram para o entendimento de que os jogos na educação matemática têm funcionado como ferramentas para a constituição de determinados tipos de sujeitos, alinhados às premissas neoliberais.
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Data de registro: 16/07/2024
Data de aceite: 19/03/2025
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