MONITORAMENTO DA ABERTURA NO DOSSEL A PARTIR DE FOTOGRAFIAS HEMISFÉRICAS COM NDVI E MLME EM ÁREA DE CONCESSÃO FLORESTAL: MAMURU-ARAPIUNS/PA

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Iranilda Silva Moraes
Aline Maria Meiguins de Lima
Marcos Adami
Márcia Tatiana Vilhena Segtowich Andrade

Resumo

As florestas tropicais da Amazônia historicamente foram alvo de práticas pouco sustentáveis de uso da terra, advindas da exploração madeireira predatória e do uso indiscriminado do fogo, ambos associados a altas taxas de desmatamento; o incentivo ao manejo florestal visa reduzir estes impactos gerando o menor passivo pela exploração. Com objetivo de quantiï¬car tais efeitos, foram gerados produtos de sensoriamento remoto, a partir do índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), do Modelo Linear de Mistura Espectral (MLME) e da estimativa da abertura de dossel por fotograï¬as hemisféricas, para criar elementos de interpretação e análise da variável abertura de dossel em uma área sujeita a exploração florestal, na Unidade de Manejo Florestal I (UMF I) - Conjunto de Glebas Mamuru-Arapiuns (PA). Os resultados obtidos mostraram que é possível estabelecer um processo de monitoramento da cobertura da terra, uma vez que os dados de MLME, em especial a imagem-fração solo, apresentaram forte relação com os dados obtidos em campo através de fotos hemisféricas. Sendo possível emprega-lo como um índice para o monitoramento da exploração de florestas na Amazônia, tornando a gestão florestal mais acessível ao poder público e às entidades não governamentais ou privadas, dando à população local a oportunidade e o incentivo à conservação florestal.

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Como Citar
MORAES, I. S.; LIMA, A. M. M. de; ADAMI, M.; ANDRADE, M. T. V. S. MONITORAMENTO DA ABERTURA NO DOSSEL A PARTIR DE FOTOGRAFIAS HEMISFÉRICAS COM NDVI E MLME EM ÁREA DE CONCESSÃO FLORESTAL: MAMURU-ARAPIUNS/PA. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 68, n. 7, 2016. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44361. Acesso em: 22 maio. 2022.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Iranilda Silva Moraes, Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (IDEFLOR)

Mestre em Ciências Ambientais pelo convênio UFPA/MPEG/EMBRAPA, Especialista em Geotecnologias: Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pelo Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (IESAM) , formou-se em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e em Técnica em Agrimensura pelo Centro Federal de Educação Técnológica do Pará (CEFET-PA), atualmente trabalha como Técnica em Gestão de Geoprocessamento no Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (IDEFLOR). Atua principalmente nas áreas de Topografia, Cartografia, Monitoramento Florestal e Geotecnologias afins.

Aline Maria Meiguins de Lima, Universidade Federal do Pará, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais Federal University of Pará, Institute of Geosciences, Graduate Program in Environmental Sciences

Graduação em Geologia pela Universidade Federal do Pará (1998), especialização em Gestão Normativa de Recursos Hídricos pela Universidade Federal da Paraíba (2007), mestrado em Geotecnia pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (2007), com ênfase em análise espacial de bacias hidrográficas. Atualmente é Professora da Universidade Federal do Pará. Tendo atuado como professora da Universidade do Estado do Pará e do Centro Universitário do Pará; e como técnica em recursos hídricos e Coordenadora de Informação e Planejamento Hídrico na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geologia Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: recursos hídricos, geomorfologia ambiental, gestão ambiental, sistema de informações geográficas e geotecnia.

Marcos Adami, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Centro Regional da Amazônia (INPE/CRA)

Pesquisador adjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais no Centro Regional da Amazônia (INPE/CRA), graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cornélio Procópio (1997), mestrado e doutorado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2003 e 2010). Possui experiência em sistemas de informação geográfica e sensoriamento remoto com ênfase nos seguintes temas: análise de séries temporais, mudança de uso da terra, amostragem e estatísticas agrícolas.

Márcia Tatiana Vilhena Segtowich Andrade, Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa do Pará

Mestre em botânica tropical (2009) pela Universidade Federal Rural da Amazônia e graduação em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (2006).

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