Língua e cultura em dimensão

diálogos entre a linguística e a antropologia no estudo da onomástica Parkatêjê

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL46-v15n2a2021-3

Palavras-chave:

Onomástica, Antroponímia, Língua Parkatêjê, Interdisciplinaridade

Resumo

Os estudos onomásticos, de modo geral, e, em especial, os estudos dos sistemas onomásticos de línguas indígenas exigem investigações interdisciplinares que retratem a diversidade inerente à área em questão. Dessa forma, o presente trabalho discute como conceitos linguísticos dialogam com a antropologia e a etnografia no estudo do sistema onomástico da língua indígena Parkatêjê, falada pelo povo de mesmo nome que habita atualmente a área denominada Reserva Indígena Mãe Maria (RIMM), às proximidades do município de Marabá-Pará/Brasil. Serão discutidos aspectos observados na descrição de antropônimos conhecidos e utilizados, em sua maioria, por falantes nativos da língua Parkatêjê. A metodologia utilizada consistiu em pesquisa bibliográfica e pesquisa etnográfica com coleta de dados na área indígena em que vivem as comunidades indígenas em estudo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Tereza Tayná Coutinho Lopes, Universidade Federal do Pará

Doutoranda em Estudos Linguísticos na Universidade Federal do Pará (UFPA), bolsista da Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa (FAPESPA).

Marília Ferreira, Universidade Federal do Pará

Professora titular do Instituto de Letras e Comunicação (ILC), vinculada à Faculdade de Letras (FALE) e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal do Pará.

Referências

ARAÚJO, L. Fonologia e grafia da língua da comunidade Parkatêjê (Timbira). In: SEKI, L. (org.) Lingüística indígena e educação na América Latina. Campinas: Ed. da Unicamp, 1993. p. 265-71.

ARAÚJO, L.; FERREIRA, M. Nomes de pessoa em Parkatêjê. Uberlândia: UFU, 2001. 10p. Retrieved from: biblioteca.funai.gov.br/media/pdf/folheto48/FO-CX-48-3078-2003.PDF. Accessed on: August 17, 2017.

ARNAUD, E. Notícia sobre os índios Gaviões de Oeste — Rio Tocantins, Pará. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nova Série, Belém, v. 20, p. 1–35, 1964.

CARNEIRO DA CUNHA, M. Antropologia do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COELHO DE SOUZA, M. O traço e o círculo: o conceito de parentesco entre os Jê e seus antropólogos. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2002.

DICK, M. V. P. A. Os Nomes como Marcadores Ideológicos. Acta Semiotica et Lingvistica, vol. 7, n. 1, 1998. Retrieved from : https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/actas/article/view/16907

ECKERT, K. Os sobrenomes dos alunos do IFRS campus Bento Gonçalves: um estudo onomástico. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 10, n. 1, p. 46-66, 2016. Accessed on: April 18, 2018. DOI https://doi.org/10.14393/DL21-v10n1a2016-3

FERRAREZI JR., C. Semântica Cultural. In: FERRAREZI JR., C.; BASSO, R. (org.). Semântica, Semânticas: Uma Introdução. São Paulo: Contexto, 2013. p. 71-87.

FRAWLEY, W. Linguistic Semantics. New Jersey: Laurence Erlbaum Associates, 1992.

GEERTZ, C. J. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.

LADEIRA, M. E. Timbira, nossas coisas e saberes. São Paulo: Centro de Trabalho Indigenista, 2012.

LOPES, T. T. C. Onomástica em Parkatêjê: um estudo morfossintático e semântico sobre os nomes próprios. MA thesis. Belém: Universidade Federal do Pará, 2017.

LOPES, T. T. C.; FERREIRA, M. N. O. Onomástica Parkatêjê: aspectos semânticos dos nomes próprios de pessoas. Revista de Estudos da Linguagem, v. 26, p. 1177-1200, 2018. DOI https://doi.org/10.17851/2237-2083.26.3.1177-1200

LYONS, J. Semântica. Tradução de Wanda Ramos. V. 1 e 2. Lisboa: Editorial Presença, 1977.

NIKULIN, A. Proto-Macro-Jê: um estudo reconstrutivo. PhD disseration. Brasília: Universidade de Brasília. Retrieved from: https://repositorio.unb.br/handle/10482/38893

PERINI, M. Sobre língua, linguagem e linguística: uma entrevista com Mário Perini. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL, v. 8, n. 14, 2010.

RODRIGUES, A. D. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Loyola, 1986.

ROOM, A. An Alphabetical Guide to the Language of Name Studies. London/Lanham: The Scarecrow Press, 1996.

SAPIR, E. Linguística como ciência. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1961.

SAUSSURE, F. de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1970.

SEKI, L. Apresentação. In: A língua dos índios Yawanawá do Acre. de PAULA, A. S. Maceió. EDUFAL: 2007. p. 17.

TAVARES, M. C.; ISQUERDO, A. N. A Questão da Estrutura Morfológica dos Topônimos: Um Estudo na Toponímia Sul-Mato-Grossense. Revista Signum: estudos da linguagem, nº 9/2, p. 273-288. 2006. Retrieved from: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/3956/3160. Accessed on: June 20, 2018. DOI https://doi.org/10.5433/2237-4876.2006v9n2p273

TYLOR, E. B. Primitive Culture: Researches into the Development of Mythology, Philosophy, Religion, Art, and Custom. London: John Murray, 1871.

ULLMANN, S. Semântica: uma introdução à ciência do significado. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1964.

WHORF, B. L. A Linguistic Consideration of Thinking in Primitive Communities. In: HYMES, D. (ed.). Language in Culture and Society. New York: Harper and Row, 1964. p. 129-141.

ZAMARIANO, M. Reflexões sobre a questão do nome próprio na toponímia. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê América Central e Caribe: múltiplos olhares, n. 45, p. 351-372, 2012.

Publicado

15.02.2021

Como Citar

COUTINHO LOPES, T. T. C.; FERREIRA, M. Língua e cultura em dimensão: diálogos entre a linguística e a antropologia no estudo da onomástica Parkatêjê. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 15, n. 2, p. 322–346, 2021. DOI: 10.14393/DL46-v15n2a2021-3. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/57062. Acesso em: 30 nov. 2022.