Pistas para a acomodação subjetiva na variação entre em/ni na fala de universitários

regularização morfológica e reparos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/DL40-v13n4a2019-9

Palavras-chave:

Variação em/ni, Regularização morfológica, Operações de reparo

Resumo

Os poucos estudos atribuem a origem do ni ao contato entre as línguas africanas e o português; no entanto compreendemos que esse conectivo seja resultado de regularização morfológica da preposição em. Dados societais e a análise de operações de reparo mostram que a variante ni é usada regularmente pelos universitários da amostra sem carregar estigma social, evidenciando convergência subjetiva em processos acomodativos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cristiane Conceição Santana Ribeiro, Universidade Federal de Sergipe

Programa de pós-graduação em Letras, estudos linguísticos

Referências

ALBUQUERQUE, D. B.; NASCIMENTO, A. M. O locativo ni na fala sergipana: uma interpretação à luz do contato de línguas. Interdisciplinar – Revista de Estudos em Língua e Literatura, Itabaiana, v. 17, n. 2, p. 99-110, jun. 2013.

ARAUJO, A. S. “Você me faria um favor?” O futuro do pretérito e a expressão de polidez. 2014. 113f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, Sergipe.

BARROS, D. L. P. de. Procedimentos de reformulação: a correção. O processo interacional. In: Preti, D. (org.). Análise de textos orais. v. 1, 2 ed. São Paulo: Janeiro, Vozes, 1993.

BAXTER, A. A contribuição das comunidades afro-brasileiras isoladas para o debate sobre a crioulização prévia: um exemplo do estado da Bahia. In: D’ANDRADE, E.; KIHM, A. (org.). Actas do Colóquio sobre Crioulos de Base Lexical Portuguesa. Lisboa: Colibri, 1992.

BAXTER, A. LUCCHESI, D. A relevância dos processos de pidginização e crioulização na formação da língua portuguesa no Brasil. Revista Estudos Linguísticos e Literários, n. 19, mar. 1997.

BYBEE, J. L. Uso língua e cognição. Tradução Maria Angélica Furtado da Cunha; revisão técnica Sebastião Carlos Leite Gonçalves. São Paulo: Cortez, 2016.

CÂMARA JR., J. M. Dicionário de Linguística e Gramática. Rio de Janeiro, 1979.

CASTILHO, A. T. de. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. DOI https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v13i1p7-16

CAVALIERE, R. Pontos essenciais em fonética e fonologia. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

FARACO, C. A. Norma Culta Brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

FERRARI, L. V. Variação e cognição: o caso das preposições locativas em e ni no português do Brasil. Revista ANPOLL, n. 3, p. 121-133. FFLCH/USP, 1997. DOI https://doi.org/10.18309/anp.v1i3.261

FREITAG, R. M. K. Banco de dados falares sergipanos. Working Papers em Linguística, v. 14, p. 156-164, 2013. DOI https://doi.org/10.5007/1984-8420.2013v14n2p156

FREITAG, R. M. K. O controle dos efeitos estilísticos dos papéis sociopessoais e do sexo/gênero na entrevista sociolinguística. In: Congresso internacional de dialetologia e sociolinguística, 2012. Anais [...]. p. 289-296.

FREITAG, R. M. K. Uso, crença e atitudes na variação na primeira pessoa do plural no Português Brasileiro. Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada. DELTA, v. 32, p. 889-917, 2016. DOI https://doi.org/10.1590/0102-44506992907750337

FREITAG, R. M. K. Saliência estrutural, distribucional e sociocognitiva. Acta Scientiarum. Language and Culture, v. 40, n. 2, p. 1-11, 2018. DOI https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v40i2.41173

FREITAG, R. M. K.; SANTOS, A. O. Percepção e atitudes linguísticas em relação às africadas pós-alveolares em Sergipe. In: LOPES, N. da S.; ARAÚJO, S. S. de F.; FREITAG, R. M. K. (org.). A Fala Nordestina: entre a sociolinguística e a dialetologia. São Paulo: Blucher, 2016, p. 109-122. DOI https://doi.org/10.5151/9788580392173-06

FREITAG, R. M. K.; SEVERO, C. G.; ROST-SNICHELOTTO, C. A.; TAVARES, M.A. Como os brasileiros acham que falam? Percepções sociolinguísticas de universitários do Sul e do Nordeste. Todas as letras, v. 18, n. 2, 2016, p. 64-84. DOI https://doi.org/10.15529/1980-6914/letras.v18n2p64-84

FREITAG, R. M. K.; SEVERO, C. G.; ROST-SNICHELOTTO, C. A.; TAVARES, M.A. Como o brasileiro acha que fala? Desafios e propostas para a caracterização do “português brasileiro”. Signo y Seña| Revista del Instituto de Lingüística, n. 28, p. 65-87, 2015.

GILES, H.; COUPLAND, J.; COUPLAND, H. Accommodation theory: communication, context and consequence. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. DOI https://doi.org/10.1017/CBO9780511663673.001

KEWITZ, V.; ALMEIDA, M. L. L.; SOUZA, J. L.; GONÇALVES, C. A. As Preposições: Aspectos Históricos e Usos Atuais. In: LOPES, C. R.; Castilho, A. T. (org.). História do português brasileiro vol. 4: mudança sintática das classes gramaticais – perspectiva funcionalista. São Paulo: Contexto, 2018. p. 294-383.

KLEPPA, L. A. A forma da preposição na fala de uma criança. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL. v. 3, n. 5, ago. de 2005. ISSN: 1678-8931 [www.revel.inf.br]. Acesso em: 29 jan. de 2019.

LUCCHESI, D.; BAXTER, A.; RIBEIRO, I. O português afro-brasileiro. Salvador: EDUFBA, 2009. DOI https://doi.org/10.7476/9788523208752

RIBEIRO, C. C. S. Deslocamento geográfico e padrões de uso linguístico: a variação entre as preposições locativas em ~ ni na comunidade de práticas da Universidade Federal de Sergipe. Sergipe, 2018. 80 f. Dissertação (Mestrado em Letras). Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de Sergipe.

SANTANA, R. R. Interrupção/assalto ao turno, o papel do gênero e o efeito cultural. Caderno de pós-graduação em Letras – CPGL, v. 18, n. 2, 2018, p. 56-74. DOI https://doi.org/10.5935/cadernosletras.v18n2p55-74

SANTOS, K. C. Estratégias de polidez e a variação de nós vs. a gente na fala de discentes da Universidade Federal de Sergipe. Sergipe, 2014. 87 f. Dissertação (Mestrado em Letras). Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de Sergipe.

SILVA, R. B. Marcadores discursivos interacionais na fala de adolescentes escolares: acomodação linguística e identidade social. 88 f. Dissertação (Mestrado em Letras) -Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, Sergipe. 2016.

SOUZA, E. S. A preposição ‘ni’ no continuum rural-urbano de comunidades baianas. 140 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) – Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2015.

Downloads

Publicado

15.12.2019

Como Citar

RIBEIRO, C. C. S. Pistas para a acomodação subjetiva na variação entre em/ni na fala de universitários: regularização morfológica e reparos. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 13, n. 4, p. 1557–1580, 2019. DOI: 10.14393/DL40-v13n4a2019-9. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/46878. Acesso em: 3 dez. 2022.