Informação, memória enformada pela escrita: um diálogo da história com a linguística sociocognitiva

Autores

  • Marcos Gonzalez Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

História da Informação, Linguística Histórica, oralidade e escrita, teoria das metáforas conceptuais

Resumo

"Eras da informação" emergiriam sistematicamente "no limite entre oralidade e escrita", no contexto de novas formas de organizar um novo mundo abstrato mental, consequência da "fundamental diferença" entre os processos orais e letrados de abstração: "os orais são 'participatórios e não reflexivos'", pois se organizam em torno da "pouca distância" que o "conhecedor" tem do "conhecido". Com o distanciamento que a escrita exige, surge o conceito de informação como um objeto mental abstraído do fluxo de experiência. Esta estabilidade é inerente ao duplo movimento de abstração que sustenta o conceito: para criar um objeto mental, é preciso primeiro afastá-lo da experiência e tomá-lo de uma distância crítica que fixa seus aspectos (HOBART; SCHIFFMAN, 2000, p.30). Circunscrevemos nossa análise em uma "história da informação" enquanto "ciência da mutação e da explicação da mudança" (LE GOFF, 1990p, 15-16), mais especialmente nas estruturas subjacentes às mudanças. A partir dos pressupostos teóricos da Linguística Sociocognitiva, particularmente do conceito de mapeamento (mapping) metafórico, demonstramos que a escrita, de fato, promove pelo menos um efeito discursivo estruturado na cognição: induz a noção de que as palavras têm conteúdo.

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Biografia do Autor

Marcos Gonzalez, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Doutor em Ciência da Informação pelo convênio Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui graduação em Matemática/Informática pela UFRJ (1988) e mestrado em Botânica pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ, 2007). Atualmente é tecnologista do Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Atua nas áreas de Ciência da Informação, Banco de Dados, Coleções Botânicas, Informática para Biodiversidade, Divulgação Científica, História da Ciência, Cinema e Linguística.

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Publicado

20.12.2013

Como Citar

GONZALEZ, M. Informação, memória enformada pela escrita: um diálogo da história com a linguística sociocognitiva. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 7, n. 2, p. 149–164, 2013. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/23505. Acesso em: 9 dez. 2022.