Metamorfose da chapada
monocultura de eucalipto e tomadas de terras e águas no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.14393/RCT164404Palabras clave:
Monocultura, Eucalipto, Escassez de água, Camponeses, JequitinhonhaResumen
O vale do Jequitinhonha mineiro foi alvo de políticas públicas para a implantação de monocultivo de eucalipto como forma de "ocupá-lo" e “integrá-lo” como fornecedor de matéria-prima para o complexo siderúrgico. A população rural desta região assistiu atônita à tomada de terras comunais e ao trato dado às veredas pelas monoculturas; associou, depois, o escasseamento crescente de água à dupla expropriação, de terra e de água. Este artigo analisa as alterações nas formas de gestão dos recursos da natureza, sua influência sobre a água e seus efeitos para as comunidades rurais. A metodologia articula técnicas de pesquisa social, espacial e agronômica. Os resultados indicaram que os maciços de eucaliptos influíram na dinâmica da água, secando mananciais, ocasionando insegurança hídrica em localidades, gerando custos ambientas, culturais e socioeconômicos para as comunidades lavradoras, para o poder público e para a sociedade.
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Derechos de autor 2022 Emília Pereira Fernandes da Silva, Flavia Maria Galizoni, Vico Mendes Pereira Lima, Eduardo Magalhães Ribeiro, Érick José Simão de Paula, Alan Oliveira Santos, Ana Flávia Rocha Santos

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