Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio <p>A Campo-Território: revista de Geografia Agrária, criada em 2006, registrada sob o número ISSN:1809-6271, é uma publicação do grupo de pesquisadores brasileiros de Geografia Agrária. A revista é editada quadrimestralmente e em caráter excepcional, poderá haver também números especiais. Sendo veículo de registro e divulgação científica, tem como objetivos: a) publicar trabalhos inéditos de revisão crítica sobre tema pertinente à Geografia Agrária e áreas afins ou resultados de pesquisas de natureza empírica, experimental ou conceitual; b) fomentar o intercâmbio de experiências em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres; c) defender e respeitar os princípios do pluralismo de ideias filosóficas, políticas e científicas.</p> EDUFU pt-BR Revista Campo-Território 1809-6271 <div align="justify">Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.</div> Território, capital, sociedades e desigualdades na América latina https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/72713 <p>O livro é resultado de uma pesquisa sobre aspectos teóricos do território, e de análises históricos e atuais desses seis países, dos quais se abordou a ocupação territorial pelos povos originários de América Latina e o impacto e as transformações sociais e econômicas ocasionadas pela conquista e a colonização de Espanha e Portugal. Igualmente, se analisam as transformações resultantes da Independência e da criação dos Estados nacionais, bem como a situação social e econômica atual, abordando diferentes aspectos explicados mais adiante. Finalmente, apresentam-se as iniciativas e propostas das principais agências internacionais para a recuperação do impacto da pandemia da covid-19 na região. Os seis países analisados são as principais economias latino-americanas e representam 82,24% do PIB regional, ocupam 79,17% do território da região e neles residem 74,85% da população total.</p> Fernando Negret Fernandez Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 1 5 10.14393/RCT195472713 Maranhão em face aos conflitos agrários: uma cartografia dos conflitos por terra (2001-2020) https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71435 <p>Os conflitos por terra ainda persistem como parte da questão agrária brasileira. As questões estruturais somadas a novos elementos do capital têm resultado em novas dinâmicas e conflitos territoriais. Neste artigo analisamos a problemática dos conflitos por terra no estado do Maranhão entre os anos de 2001 e 2020, a partir de dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), realizamos um extenso levantamento e espacialização das informações obtidas. Observamos que no recorte temporal analisado o estado maranhense liderou o ranking dentre as unidades federativas com os maiores números de conflitos por terra. Envolvendo uma grande quantidade de famílias, esses conflitos possuem relação direta com o modelo de desenvolvimento que tem atuado no campo brasileiro.</p> Jaine de Cássia do Nascimento Ronaldo Barros Sodré José Sobreiro Filho Jose Sampaio de Mattos Junior Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 1 18 10.14393/RCT195471435 A territorialização dos movimentos sociais na Região Tocantina no estado do Pará https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71654 <p>O presente trabalho propõe-se a análise das expressivas dinâmicas de territorialização de movimentos sociais na Região Tocantina, estado do Pará, a partir do enfrentamento de problemáticas ambientais e sociais ocorridas especialmente a partir da construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHT), na década de 1970. O objetivo central está associado à compreensão das motivações que levaram à emergência dos movimentos sociais e suas lutas na região, entender ainda esse histórico de territorialização e resistência. Nossa base teórica passou pela abordagem da temática dos movimentos sociais na Geografia e na discussão sobre a geopolítica que cerceia esta região amazônica. Os procedimentos metodológicos empregados consistiram em levantamento documental e bibliográfico, entrevistas semiestruturadas, análise de imagens de satélite, confecção de mapas, trabalho de campo e análise e sistematização de dados por meio de uma perspectiva dialética e qualitativa. O estudo comprovou a ocorrência de uma mesma e reiterada lógica econômica, logística e geopolítica secular na região, com potencial de desestruturação social e ambiental, contradições do modo de produção que motivaram processos de enfrentamento e resistência em defesa de modos de vida.</p> Weslley de Souza Marques Mário Júnior de Carvalho Arnaud Fabiano de Oliveira Bringel Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 19 38 10.14393/RCT195471654 Espacialização do crédito rural captado pela agricultura familiar: governos Temer e Bolsonaro https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71011 <p>O objetivo deste trabalho é mapear os recursos financeiros dos programas públicos de crédito aplicados à agricultura familiar entre janeiro de 2015 e junho de 2022. Para melhor comparação, o período foi dividido em dois blocos de quatro anos, correspondentes aos mandatos presidenciais. A hipótese determinada é de que houve um favorecimento regional em grande volume de recursos empregados, o que agrava a disparidade regional já existente entre os agricultores familiares. Foram utilizados dados do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a construção da base a ser investigada. Os mapas foram elaborados por meio dos softwares Philcarto e Inkscape 2.0. Foram analisados dados sobre números e valores de contratos referentes às modalidades de custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e outras linhas de crédito rural com participação da agricultura familiar. Os resultados do mapeamento indicam que houve uma captação majoritária por municípios da região Centro-Oeste, do estado do Tocantins, do centro-sul do Pará, sul do Piauí, sul do Maranhão, oeste da Bahia, centro-oeste de Minas Gerais, centro-norte de Roraima, sul e leste do Amazonas, sul do Acre, centro de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul.</p> Thiago Leite Gonçalves Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 39 56 10.14393/RCT195471011 A escolarização urbana e as rupturas e ressignificações simbólicas na estrutura familiar camponesa https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71449 <p>O presente artigo é fruto de uma pesquisa desenvolvida no Projeto de Assentamento (PA) Salvador Allende, localizado no município de Porangatu-GO, Norte do estado, durante os anos de 2019 e 2020, que analisou os reflexos dos processos urbanos de escolarização de adolescentes e jovens residentes nos espaços rurais. Tendo como objetivo refletir como a escolarização urbana desses atores sociais, egressos das escolas, realizaram rupturas culturais nas produções de sentidos, em decorrência da vivência urbana. Tal ruptura, por sua vez, produziu um esvaziamento de adolescentes e jovens dos espaços rurais, interferindo nos sistemas de vivências do campesinato, substituindo-a por uma racionalidade urbana, impactando diretamente na reprodução social familiar destes assentados. Como herdeiros que se negam a herdar a terra, os adolescentes e jovens egressos, em sua grande maioria, não desejam viver no campo, ampliando o histórico êxodo do campo, impactando desde os sistemas de produção camponeses aos movimentos sociais de lutas do campo. Essa disjunção simbólica geracional tem na escolarização urbana, o seu locus de produção. A metodologia de pesquisa percorreu dois caminhos: revisão de literatura e aplicação de questionários com jovens egressos das escolas urbanas, que atende à população rural.</p> Matheus Lucio dos Reis Silva José Paulo Pietrafesa Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 57 79 10.14393/RCT195471449 Produção de pimenta-do-reino (Piper nigrum) e territorialidades camponesas na comunidade Dom Ângelo Frozi - Bujaru - PA https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/70992 <p>A pesquisa busca compreender a importância da cultura da pimenta-do-reino para a territorialização do campesinato no município de Bujaru - PA. Nos caminhos da Rodovia PA-140, a paisagem reflete a expansão do capitalismo na região, expressa a partir das fazendas que ocupam grandes extensões de terra com seu uso destinado predominantemente à criação de gado. Ao longo da rodovia, multiplicam-se comunidades rurais, a exemplo de Dom Ângelo Frozi. Tal cenário possibilita reflexões centradas na territorialização camponesa local. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com uso do trabalho de campo e de entrevistas estruturadas e semiestruturadas. Verifica-se assim que a produção da pimenta-do-reino, introduzida nessa região por colonos japoneses, ocorre aliada às demais culturas presentes na comunidade, promovendo seu reflexo na territorialização camponesa ao longo da rodovia, ampliando a renda e permitindo maior autonomia a esse campesinato.</p> João Victor Rocha Leão Cátia Oliveira Macedo Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 80 102 10.14393/RCT195470992 Fontes e consumo de energia nas unidades familiares rurais do Alto Jequitinhonha https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71597 <p>Energia é fundamental na produção de alimentos. Este artigo tem como objetivo analisar o uso da energia na agricultura familiar do Alto Jequitinhonha, Nordeste de Minas Gerais. O artigo, primeiro, revisa a literatura sobre técnicas agrícolas e consumo de energia, destacando as peculiaridades da agricultura tradicional. Em seguida apresenta a metodologia do estudo, que decompôs a unidade familiar em subsistemas, identificou nestes os insumos e produtos derivados, convertendo-os em unidades padronizadas de quilocaloria. Por fim, apresenta resultados, mostrando que nessas unidades familiares circulam recursos ecológicos locais e exógenos, entrando energia sob a forma de serviços, equipamentos e insumos, adquiridos através de compras, subsídios ou trocas comunitárias. O artigo constata que a partir das primeiras décadas do século XXI os agricultores combinam fontes energéticas locais com outras externas, de origem biológica e/ou industrial, e usam aportes monetários para compensar o excessivo consumo, muito relacionado a estrangulamentos produtivos - em geral derivados das secas prolongadas. O balanço energético das unidades é deficitário, tornando receitas vindas de vendas e transferências públicas fundamentais para manter os fluxos em atividade.</p> Patricia Oliveira Correia Eduardo Magalhães Ribeiro Ana Pimenta Ribeiro Vico Mendes Pereira Lima Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-04-12 2024-04-12 19 54 103 128 10.14393/RCT195471597