https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/issue/feed Revista Campo-Território 2024-04-14T00:00:00-03:00 João Cleps Junior jcleps@ufu.br Open Journal Systems <p>A Campo-Território: revista de Geografia Agrária, criada em 2006, registrada sob o número ISSN:1809-6271, é uma publicação do grupo de pesquisadores brasileiros de Geografia Agrária. A revista é editada quadrimestralmente e em caráter excepcional, poderá haver também números especiais. Sendo veículo de registro e divulgação científica, tem como objetivos: a) publicar trabalhos inéditos de revisão crítica sobre tema pertinente à Geografia Agrária e áreas afins ou resultados de pesquisas de natureza empírica, experimental ou conceitual; b) fomentar o intercâmbio de experiências em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres; c) defender e respeitar os princípios do pluralismo de ideias filosóficas, políticas e científicas.</p> https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71322 Caminos y reflexiones sobre la investigación participante en la evaluación de la sostenibilidad de los asentamientos rurales en la Amazonía Sur, Brasil 2023-12-21T14:10:27-03:00 Wagner Gervazio wagnergervazioengagro@gmail.com Sonia Maria Pessoa Pereira Bergamasco soniaberga@yahoo.br Anderson de Souza Gallo andersondsgallo@hotmail.com <p>La sostenibilidad es un tema que se extiende a diferentes áreas del conocimiento. Medir la sostenibilidad de los asentamientos rurales desde una perspectiva participativa se convierte, al mismo tiempo, en una tarea nueva y compleja. El presente estudio tiene como objetivo presentar reflexiones sobre la investigación participativa en el proceso de evaluación de la sostenibilidad de los asentamientos rurales en el sur de la Amazonía. Para evaluar la sostenibilidad utilizamos una perspectiva metodológica multidisciplinar, que incluye la combinación de varias herramientas y procedimientos, lo que se denomina método didáctico-pedagógico “Círculo de Sostenibilidad”. Durante el desarrollo de la investigación nuestra postura fue una relación horizontal, en la cual buscamos sustituir la postura positivista por una reflexiva. Hacemos del sitio de investigación un lugar de encuentro. Valorar la sostenibilidad a través de lo colectivo y la participación contribuyó a defender la idea de que todos somos portadores de conocimiento. El método utilizado “Círculo de Sostenibilidad” resultó satisfactorio para alcanzar los objetivos perseguidos por este estudio. Nos permitió hacer una propuesta de acuerdo con la comprensión de la literatura y las narrativas y percepciones de los sujetos sobre qué es la sostenibilidad.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71121 Sentipensar o debate socioambiental 2023-12-21T14:05:16-03:00 Pamela Cichoski pamelatraducao@gmail.com Hieda Maria Pagliosa Corona hiedacorona@hotmail.com Marlize Rubin-Oliveira marlize.rubin@gmail.com <p>O presente texto tem por objetivo sentipensar as contribuições da pesquisa-participante para/no debate socioambientais, tendo como ponto de partida as contribuições de Carlos Rodrigues Brandão e Orlando Fals Borda. Nesse exercício, buscamos identificar contribuições desses autores, respeitando diferenças e princípios fundamentais de suas práticas epistemológicas e ontológicas, no movimento de produção de conhecimentos. Assim, tomamos algumas de suas obras, como inspiração para a realização de nossa pesquisa, tendo em vista aspectos como participação, comunicação sistemática, relação sujeito-sujeito e compromisso político e social. Nesse sentido, percebemos alguns elementos de aproximação entre os autores, atentas às suas abordagens e concepções acerca do fazer ‘ciência’ com e para os sujeitos. Por fim, cabe destacar que apesar dos pontos de divergência identificados, podemos perceber um aspecto fundamental de convergência, sendo a produção de conhecimentos contextualizados, num ritmo de aproximação respeitosa entre universidade e comunidade-lugar. Assim, tanto na pesquisa participante quanto na Investigação-ação-participativa, percebe-se a construção de abordagens que são diferentes, mas não antagônicas, podendo estas serem, em alguns casos (singulares e contextualizadas), tomadas como complementares.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71464 A contribuição do pensamento de Carlos Rodrigues Brandão para a Educação do Campo 2023-12-21T14:14:03-03:00 Rodrigo Simão Camacho rogeo@ymail.com <p>A Educação do Campo tem como parte constitutiva teórico-metodológica de sua totalidade, as concepções crítico-emancipatórias de “Educação” e de “Campo”. São poucos os intelectuais que conseguem contribuir de maneira interdisciplinar e interdependente para esse debate. Um desses intelectuais foi Carlos Rodrigues Brandão. Esse artigo tem o objetivo de refletir acerca do legado do autor para a Educação do Campo a partir de duas de suas obras: “O que é educação” (Brandão, 1988) e “O trabalho de saber: cultura camponesa e escola rural” (Brandão, 1999). A partir dessas obras refletiremos acerca de sua contribuição na teoria pedagógica crítico-emancipatória de educação formal e não-formal e, também, na discussão, pelo viés campesinista, de infância camponesa. A metodologia do trabalho é uma discussão teórica baseada nas obras citadas e nos trabalhos anteriormente publicados por Camacho (2008, 2011, 2022) cujos resultados da pesquisa foram produzidos sob a influência da perspectiva teórico-metodológica do autor em questão.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/70960 Relicário de memórias - Educação Popular na década de 1960 2023-12-21T14:03:20-03:00 César Ferreira da Silva cesarfs.dasilva@gmail.com Nima Imaculada Spigolon nima@unicamp.br <p>O texto versa sobre a Educação Popular no Brasil nos anos de 1960, atravessado por registros históricos do Movimento de Educação de Base (MEB). Caracteriza-se por esquadrinhar as memórias de Carlos Rodrigues Brandão e Osmar Fávero, vinculadas, por um lado, aos cenários políticos que antecederam o Golpe de 1964, seguidos da instauração da ditadura militar, e por outro, aos processos pedagógicos e metodológicos fundantes da Educação Popular. Os aportes da abordagem qualitativa orientaram a realização das duas entrevistas— via <em>Google Meet</em>, nos anos de 2021 e 2022, sobretudo a elaboração do roteiro no que se refere à constituição do MEB e dos Movimentos de Cultura Popular - MCP, à presença de Paulo Freire e das mulheres educadoras populares. As inconclusões descortinam a relevância dos movimentos sociais de alfabetização para adultos emergentes daquele período e as influências deles para a consolidação de movimentos de resistência que identificam, na Educação Popular, a interação entre as formas diferentes de aprender a realidade para transformá-la e contribuir para o desenvolvimento da criticidade dos sujeitos — individuais e coletivos e para a construção de justiça social.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71520 A Pedagogia da Alternância 2023-12-21T14:21:44-03:00 Genival Pereira de Araújo Moura mouraGPA@hotmail.com Franklin Plessmann de Carvalho franklinpcarvalho@ufrb.edu.br <p>Partindo do desafio em consolidar uma base social visando a sustentação da Escola Família Agrícola Regional (EFAR), localizada em Brotas de Macaúbas/BA, e tomando a Pedagogia da Alternância como base de análise, se reflete como o trabalho de base e a pesquisa participante intensificam a potencialidade de transformação social decorrente da ação educativa da própria escola. Queremos demonstrar que os espaços/tempos formativos, escola e comunidade, prescritos na própria Pedagogia da Alternância, são potencializados com a associação da ação educativa como um trabalho de base nos moldes da educação popular. Também queremos demonstrar como a pedagogia da alternância dialoga com a pesquisa participante, aprofundando os conhecimentos sobre as realidades dos educandos. Para tanto, buscamos contextualizar a formação social em Brotas de Macaúbas em meio a conjuntura brasileira.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71484 Pesquisa Participante, direitos territoriais e mapeamentos coletivos 2023-12-21T14:19:52-03:00 Sinthia Cristina Batista sinthia.batista@ufrgs.br Camila Salles de Faria camsalles@gmail.com <p>A interlocução entre a Geografia Crítica e a Pesquisa Participante transforma em sujeitos ativos todos os envolvidos nessa tarefa, trazendo uma coletividade ao ato de pesquisar e firmando um compromisso social. Ela permite uma compreensão das lutas sociais no campo brasileiro e dos direitos territoriais, fortalecidos principalmente no período de redemocratização do país com a Constituinte e lidos como estratégia contraditória da reprodução da vida. Objetiva-se trazer os conteúdos deste debate a partir dessa relação acrescida do trabalho de campo e dos processos de mapeamento, com destaque para a elaboração de Mapas do Vivido. Entendido como um processo que expressa o espaço da vida e imbrica diferentes momentos históricos, como o passado, presente e futuro diante dos conflitos territoriais e da distinta territorialização dos sujeitos do campo. Verticaliza-se a análise dos direitos territoriais e das disputas dos povos indígenas, e neste artigo examinamos aqueles vinculados ao processo administrativo demarcatório da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavira (PR). Para esses Guarani o mapeamento articula-se: ao passado, evidenciando a dimensão da violência que emergiu da expropriação (e suas tentativas), assim como do roubo de suas terras; ao presente, por meio dos usos, da retomada do território e das ações práticas da territorialização, as quais constroem-se como futuro e almejam a reprodução física e cultural dos povos indígenas, além das demarcações de suas terras. Para isso, encontra-se, contraditoriamente, a negociação dos limites da TI que envolvem o possível mediado pelos agentes do Estado, o que convoca fortemente a Geografia para o debate.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71468 Modelos conceituais de sistemas agroflorestais agroecológicos 2023-12-21T14:15:41-03:00 Bárbara Denise Ferreira Gonçalves barbara_triunfo@hotmail.com Sérgio Murilo Santos de Araújo sergiomurilosa.ufcg@gmail.com Genival Barros Júnior barrosjnior@yahoo.com.br <p>O atual momento apela por novos paradigmas que ajudem a sociedade a redirecionar sua rota rumo à melhoria da qualidade de vida associadamente à melhoria da qualidade ambiental. Os Sistemas Agroflorestais (SAF’) agroecológicos são uma tecnologia que além de promover uma agricultura sustentável tem o reconhecido potencial de preservar o meio ambiente. O artigo discute a criação dos Modelos Conceituais de SAF’s agroecológicos - instrumentos da informação que integram práticas de sustentabilidade na agropecuária e ações estratégicas para o alcance de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados - e podem ser usados por agricultores familiares e instituições que atuam na agricultura familiar a fim de auxiliá-los em seus processos de implantação, manejo e gestão de SAF’s. Em face do exposto, evidenciam-se a metodologia puramente científica e a transversalidade de saberes dos agricultores agrofloresteiros na criação dos Modelos Conceituais, com notoriedade à importância do Trabalho de Campo e da Pesquisa Participante, aos quais integram-se perspectivas de Carlos Rodrigues Brandão, tanto à discussão destas técnicas quanto às análises e reflexões de constituintes do mundo rural que os Modelos Conceituais abrangem.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71482 Mundo rural e catolicismo santoral na Pesquisa Participante de Carlos Rodrigues Brandão 2023-12-21T14:24:52-03:00 Flávia Ribeiro Amaro flavia.ramaro@gmail.com Ana Paula Santos Horta nirvana.horta@gmail.com <p>Este artigo busca recobrir alguns aspectos centrais da pesquisa participante desenvolvida por Carlos Rodrigues Brandão junto a comunidades rurais no interior dos estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Trata-se de relacionar a sua biografia a algumas investigações de campo acerca das celebrações do catolicismo popular e das relações de vida e trabalho no mundo rural. A partir de um recorte epistemológico interdisciplinar, entre a geografia, a antropologia e as ciências da religião, busca-se apreender como a relação sociedade-natureza e seus tempos e espaços se alteraram com o processo de urbanização e industrialização que se intensifica a partir da década de 1960 no país e vai se desdobrando até os moldes atuais. A trajetória intelectual de Brandão se inicia nessa época e envolve pesquisas de campo sobre as práticas mítico-rituais do catolicismo santoral, tais como as Folias de Reis e as festas em homenagem a santos de devoção dos negros. Nesse período, Brandão também esteve envolvido com os movimentos sociais voltados às causas dos oprimidos e com as iniciativas de educação popular – sempre privilegiando os sujeitos do campo, do interior, cuja relação com o lugar e com a terra escapam da lógica impositiva ocidentalocêntrica, com seu binômio competência-concorrência, e apresenta uma resistência rústica peculiar cujos rituais festivos se baseiam na lógica da reciprocidade, com seu binômio dar-receber. Para dimensionar essa discussão, foi realizada uma revisão bibliográfica.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71280 Pesquisa Participante em territórios rurais 2023-12-21T14:08:26-03:00 Francinalda Maria Rodrigues da Rocha francinalda.rochal@gmail.com Mariana Machitte de Freitas mari.machitte@gmail.com Diogo Marques Tafuri diogo.tafuri@ufscar.br <p>Os estudos e trabalhos do antropólogo Carlos Rodrigues Brandão foram paradigmáticos para o campo da Educação Popular, na medida em que propiciaram as bases teóricas, epistemológicas e metodológicas para a crítica da ciência positivista e para valorização dos saberes populares e tradicionais. Elaborando uma concepção de cultura como saber e sentido, Brandão reconhece os seres humanos como sendo seres essencialmente do aprendizado, defendendo uma educação popular crítica, dialógica e contra hegemônica. Assim, à luz da teoria de educação como cultura de Brandão e da pesquisa participante, discutiremos experiências femininas de construção das culturas e saberes populares, imbrincados que estão aos processos de resistência e permanência nos territórios rurais de camponesas e marisqueiras, nos estados de São Paulo e do Piauí. Argumentamos que persistência em luta está intrinsecamente ligada às experiências de educação popular das mulheres do campo e das águas discutidas neste artigo, visto que o embate pela permanência nos territórios, fundamentada pelo manejo ecológico da natureza e pela valorização dos saberes das populações tradicionais, se traduz como resistência individual, familiar e coletiva dentro das realidades sociais apresentadas.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71447 O diário de campo como relato de si 2023-12-21T14:12:01-03:00 Fernanda Ribeiro Amaro feramaro@gmail.com <p>Este artigo aborda as relações entre antropologia, etnografia e diários de campo a partir da obra ‘Diário de Campo: a antropologia como alegoria” (1982), do antropólogo e educador Carlos Rodrigues Brandão. Neste livro, o autor compila fragmentos poéticos de diversas pesquisas de campo ao longo de sua trajetória acadêmica, em que a poesia é a matéria da linguagem etnográfica. Os escritos-poemas apresentados nesse diário de campo expressam as relações entre o pesquisador e o campo da pesquisa, entre pessoas, paisagens e objetos, que dão ânima a situação etnográfica, quando as sensações e as emoções extrapolam o texto antropológico formal, encontrando vazão espontânea na poesia. Considero que este livro seja um tratado de <em>geoantropologia poética</em>, conceito criado por Brandão e desenvolvido em suas aulas, então retomado nesta reflexão sobre as possibilidades da escrita etnográfica e sobre os atravessamentos e afetos da pesquisa antropológica durante os trabalhos de campo.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71140 Territórios e tessituras de encontros, pesquisas e escutas em Educação Popular e Agroecologia 2023-12-21T14:07:01-03:00 Luana Patrícia Costa Silva luanacosta@ufrb.edu.br Lanna Cecília Lima de Oliveira lannacecilia@ufrb.edu.br Alexandre Eduardo de Araújo alexandre.araujo@academico.ufpb.br Albertina Maria Ribeiro Brito de Araújo albertinari@hotmail.com <p>Esse estudo é um convite a refletir sobre os ensinamentos de Carlos Rodrigues Brandão. Nesse sentido, propomo-nos a apresentar reflexões sobre a práxis da Pesquisa Participante a partir da Educação Popular e da Agroecologia sob a luz dos diálogos com Carlos Rodrigues Brandão. Considerando que a Educação Popular e a Agroecologia manifestam-se enquanto alicerces do que vamos chamar de projeto de sociedade, construímos um ensaio dissertativo a partir de bases teórica, prática e epistemológica, fundamentado em um arcabouço de obras do educador Brandão (1985, 1986, 1995, 2002, 2007) e outros estudiosos. Pautamo-nos também nas experiências realizadas no Território Agroecológico da Borborema, na Paraíba. Tais experiências – de ensino, pesquisa e extensão – são compreendidas enquanto instrumentos de resistência de classe, pautadas na participação popular. Apontamos aqui um viés que rompe a lógica <em>para</em> e passa a construir <em>com</em>, a partir de olhares oriundos de distintos espaços de construção do conhecimento agroecológico e do diálogo de saberes, estes, que se materializam nos territórios e andarilhagens do educador popular Carlos Rodrigues Brandão, em sua vida e obra.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71480 “Descrever a banalidade do cotidiano” e inscrever o ofício de pesquisador 2023-12-21T14:17:05-03:00 Maria Cecília Cordeiro Pires mariacecilia1942@hotmail.com Laís Pereira Costa sertaoser@gmail.com <p>Esse relato de experiência tem como objetivo demonstrar o legado de Carlos Rodrigues Brandão na pesquisa participante do/no mundo rural do Norte de Minas Gerais. Usando as suas reflexões sobre o ofício de pesquisador, narramos sobre as pesquisas realizadas pelo OPARÁ-MUTUM: Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Migrações e Comunidades Tradicionais do rio São Francisco (CNPq/Unimontes), grupo que Brandão fundou em 2011 e foi coordenador. As pesquisas do Opará-Mutum se caracterizam como predominantemente qualitativas, com enfoque em geografia humana, antropologia e sociologia, com o intuito de compreender a densidade e complexidade dos distintos processos junto aos sujeitos. Para exemplificar, descrevemos a experiência do projeto “Sujeito Agente – Pessoa Sertão: cultura popular e patrimônio cultural no Alto Médio São Francisco” (2012-2014, apoio FAPEMIG), um projeto que ocorreu como uma devolutiva a comunidades anteriormente pesquisadas, onde quem construiu o projeto de pesquisa e executou as etapas metodológicas, foram as equipes de moradores/pesquisadores, com auxílio da equipe acadêmica. Avançamos de uma visão de passividade dos sujeitos pesquisados, para o envolvimento da pesquisa participante, onde eles passaram a atuar e tornaram-se autores, agentes de todo o processo.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/71639 Uma re-visita e uma re-memória dos encontros com Brandão e a Antropologia 2023-12-21T14:23:15-03:00 Angela Fagna Gomes de Souza angelafagna@ufu.br <p>Esta proposta tem a intenção de resgatar memórias, re-visitar tempos outros, momentos de descobertas, mergulhos e novas paragens onde, como geógrafa de formação, assentei-me na Antropologia de uma forma, a princípio despretensiosa, mas que foi ao longo dos anos tornando-se meu sustentáculo. Me vi envolvida em nuances, até então desconhecidas, que me instigaram a mergulhar, cada vez mais e de forma mais profunda, neste universo. Foi com o professor Carlos Rodrigues Brandão e adentrando no universo da Antropologia que compreendi que a essência e a vivência da pesquisa estão na forma como a conduzimos. Com a Geografia aprendi que “é preciso também ser consciente da importância fundamental do trabalho de campo” (Lacoste, 2006, p. 87). Apesar da Geografia sinalizar na direção de uma responsabilidade social enquanto pesquisadores, foi com os ensinamentos de Brandão que eu passei a entender “de fato” o significado deste compromisso para com o “outro”, ou seja, apreender a com-partilhar, a dialogar juntos, a escutar e compreender “um de nós”. Como este despertar foi possível? O que carrego desta trajetória? Como sou e/ou pretendo ser a partir destas experiências vividas e acumuladas? Eis algumas indagações que re-memoro aqui entre imagens e escritos, muitos deles apenas pequenos <em>flashs </em>de um viver que guarda toda a intensidade de cada momento e que me remete a forma como Sou, Estou e vislumbro Permanecer no mundo.</p> 2024-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Revista Campo-Território