Perfis de homem, formas de conhecimento e reflexão pedagógica

Autores

  • Sérgio Pereira da Silva Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v10n20a1996-931

Palavras-chave:

Antropologia, Perfis de homem, Formas de conhecimento, Reflexão pedagógica

Resumo

Este ensaio busca fornecer subsídios antropológicos e epistemológicos imprescindíveis à introdução do debate pedagógico. Para tal, buscaremos a descrição dos perfis de homem e das formas de conhecimento hegemónicos nos diversos modos de produção, ao longo da história do Ocidente.

Acreditamos que estes produtos históricos, aqui apresentados de forma didática, constituíram-se a partir das necessidades concretas dos indivíduos, na luta pela subsistência, em períodos históricos específicos. Entretanto, esta alteridade não significa que um perfil de homem e uma forma de conhecimento ficaram circunscritos ao seu tempo de origem.

Pelo contrário, não raro, somos hoje surpreendidos por atitudes ou comportamentos influenciados pelas diversas concepções de homem e pelas muitas formas de conhecimento, num mesmo dia, por exemplo. No cotidiano escolar, como ilustração, ora revelamos conceitos de disciplina, metodologia ou poder inspirados nos mitos, ora os problematizamos sensíveis às suas contradições históricas, ou mesmo, exibirmos exigências técnico-cientificistas em torno destes temas. Ou seja, se por um lado acreditamos que gênese destes produtos históricos obedeceu a uma evolução, por outro, há uma manifestação sincrônica dos mesmos, nas mais diversas relações sociais entre os indivíduos.

Palavras-chave: Antropologia; Perfis de homem; Formas de conhecimento; Reflexão pedagógica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sérgio Pereira da Silva, Universidade Federal de Goiás

Mestre em Educação Brasileira e Professor de Filosofia da Educação UFG/CAC.

Referências

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 2. ed. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1982.

ARANHA, M.L. e MARTINS, M.H. Filosofando - Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1992.

ARANHA, M. L. de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1991.

ARANHA, M. L. de Arruda. História da Educação. São Paulo: Moderna, 1990

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1983. (Coleção primeiros Passos, 20).

BUZZI, Arcângelo R.. Introdução ao Pensar. Petrópolis: Vozes, 14. ed. 1985.

COMTE, Auguste. Curso de filosofia positiva. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, v.33, p. 09-26.

CONNOR, Stevem. Cultura Pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1993.

DELEUZE, Gilles. GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

DESCARTES, René. Discurso do Método. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. vol. 15, p. 33-80.

FOULQUIÊ, Paul. A dialética. 2. ed. Lisboa: Brasil-América, 1974.

GADOTTI, Moacir. Concepção dialética da Educação. 7. ed. São Paulo: Cortez, 1990.

GADOTTI, Moacir. História das idéias pedagógicas. 3.ed. São Paulo: Ática, 1995. HARVEY, David. Condição pós-moderna. 4.Ed. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

HEIDEGGER, Martin. O que é Metafísica?. Os Pensadores. 1 . ed. São Paulo: Abril Cultural, 1973, n. 45, p. 223-62.

HESSEN, Johannes. Teoria do Conhecimento. Coimbra: Sucessor, 1978. KAPLAN, E. Ann. Mal-estar no pós-modernismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 1981.

KOSIK, Karel. Dialética do Concreto. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

LARA, Tiago Adão. Caminhos da Razão no Ocidente: A filosofia ocidental, do renascimento aos nossos dias. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1988.

A escola que não tive... O professor que não fui. São Paulo: Cortez & Edufu, 1996.

LYOTARD. Jean-François. O pós-moderno. 2.ed. Rio de Janeiro: Edit. José Olympio, 1986.

MANACORDA, Mário Alighiero. Marx e a pedagogia moderna. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991.

MARX, Karl e ENGELS, F.. A ideologia Alemã. 8.ed. São Paulo: Hucitec, 1991.

Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Nova Stella, 1990.

PLATÃO. Diálogos: Fédon, Sofista, Político. São Paulo: Abril Cultural, 1972, v. 3, p. 61-134. (Os Pensadores).

PRADO JR., Caio. Introdução à lógica dialética. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1974.

REZENDE, António Muniz de. Concepção fenomelogógica da educação. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1990.

RIBEIRO JR., João. O que é positivismo. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1982.

RODRIGUES, Neidson. Filosofia... para não filósofos. São Paulo: Cortez, 1989.

SAVIANI, Demerval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 1983.

Pedagogia Histórico/Crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Paz e Terra, 1991.

SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992.

SILVA, Jefferson Ildefonso da. Educação e Consciência de classe: um outro determinante na formação do educador. PUC-SP, 1988, Tese de doutorado.

SILVA, Sérgio Pereira da. Filosofia no Ensino Médio: a questão do conteúdo. Dissertação de Mestrado, U.F.U, 1994.

VÁZQUEZ, Adolfo Sanchez. Filosofia da praxis. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. 7.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.

Downloads

Publicado

2008-10-15

Como Citar

DA SILVA, S. P. Perfis de homem, formas de conhecimento e reflexão pedagógica. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 10, n. 20, p. 169–184, 2008. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v10n20a1996-931. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/931. Acesso em: 2 mar. 2024.