Verificar a igualdade, interrogar a escola. Notas sobre Jacques Rancière e Fernand Deligny

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v39a2025-74941

Palavras-chave:

Diferença, Educação, Escola, Gestos Escolares, Igualdade

Resumo

Os ataques à escola estão se tornando cada vez mais comuns. Ataques que vêm de diferentes frentes, como, por exemplo, as teorias da reprodução que a acusam de alienar os sujeitos, replicar as condições de desigualdade e injustiça da sociedade e servir como aparato legitimador dos Estados opressores. Por sua vez, os mais progressistas propõem reformas que coloquem a escola a serviço das demandas sociais e do mercado, a fim de torná-la útil, eficiente e eficaz. A escola é responsabilizada por funções que não lhe correspondem ou por soluções para problemas que ela não gerou e dos quais, inclusive, ela mesma é vítima. As críticas dirigidas à escola geralmente apontam para falhas estruturais que a condenam inevitavelmente ao fracasso. Neste ponto, o artigo busca uma mudança nas formas tradicionais de abordar a escola, a fim de rastrear o que faz uma escola ser escola, em vez de desqualificá-la ou condená-la sob o peso de preconceitos e acusações comuns. As formulações de Rancière e Deligny serão fundamentais nessa travessia. Assim, em um primeiro momento, são retomadas as elaborações de Rancière sobre democracia e verificação da igualdade, a fim de pensar a escola como scholè. Com essas formulações de base, o segundo momento se detém brevemente em alguns gestos da escola para dar lugar, em um terceiro momento, aos desafios apresentados por um autor como Deligny para pensar os limites da educação a partir de seu trabalho com crianças autistas. Questionar a educação, a escola e a infância a partir da radicalidade da diferença é o desafio ao qual Deligny nos obriga, e é o gesto filosófico-pedagógico que acompanha estas notas.

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Data de registro: 19/08/2024

Data de aceite: 30/10/2024

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Publicado

2025-12-29

Edição

Seção

Dossiê: Diferenças, corpos e subjetivações na educação: perspectivando outros paradigmas de inclusão

Como Citar

ESPINEL-BERNAL, Oscar; FORERO-MORA, José Andrés; PULIDO-CORTÉS, Oscar. Verificar a igualdade, interrogar a escola. Notas sobre Jacques Rancière e Fernand Deligny. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 39, p. 1–24, 2025. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v39a2025-74941. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/74941. Acesso em: 12 set. 2026.