Mapeamento no currículo cultural da Educação Física: o duplo movimento
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v38a2024-74826Palavras-chave:
Cartografia, Currículo Cultural, Educação Física, Geomorfologia, MapeamentoResumo
A literatura disponível a respeito do currículo cultural da Educação Física denota a necessidade de expandir o conceito de “mapeamento” enquanto operador fundamental ao trabalho pedagógico. O último trabalho dedicado à questão – O mapeamento no currículo cultural da Educação Física: cartografia e vadiagem, publicado em 2022 na revista Educação e Filosofia, pontua a dificuldade de delimitação do mapeamento, assim como abre caminho para uma relação inédita com a cartografia, do modo imaginado por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Partimos do pressuposto de que tal dificuldade provém do próprio funcionamento do mapeamento. O artigo desconsidera que o mapeamento só acontece de maneira articulada em dois movimentos concomitantes: o primeiro, que chamamos genealógico; e o segundo, que arriscamos nomear como geomorfológico. Neste estudo, apoiamo-nos no pensamento deleuze-guattariano para desenvolver esse raciocínio. Argumentamos que o mapeamento toma como inspiração a cartografia ressignificada, o que levará o professor e/ou a professora a posicionar-se como inventor ou inventora da correlação entre as forças e os poderes de um território em particular, qual seja, a escola. Para tanto, baseamo-nos em três noções principais: 1) mapeamento e genealogia; 2) mapeamento e geomorfologia e; 3) ressignificação da cartografia.
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Data de registro: 10/08/2024
Data de aceite: 19/03/2025
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