Spinoza e os caminhos dos afetos na docência como corpos múltiplos no cotidiano escolar
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v38a2024-73217Palavras-chave:
Afetos, Corpos Múltiplos, Cotidiano Escolar, Docência, SpinozaResumo
Este artigo busca dizer da multiplicidade que povoa a escola: de corpos, de acontecimentos, de vida. Busca, com base na leitura Deleuze-Guattariana de instrumentos conceituais de Spinoza, na afirmação da multiplicidade que habita a docência, dar-lhes novos sentidos, nas redes de conversações nas veredas de afetos que atravessam o cotidiano escolar. Utiliza, como metodologia, redes de conversações, modos de dizer das experiências vividas, estabelecidas com professoras em encontros quinzenais realizados em escolas públicas situadas em bairros periféricos. A noção spinozana de afeto nos remete à noção de encontro. Assim, conclui que as conversações apontam para a necessária composição de um corpo múltiplo escolar, onde a criação se faça pela abertura à liberdade; pela superação do dogmatismo, normatização e hierarquização; pelos tempos livres para que os encontros sejam possíveis; enfim, pelo encontro nos entremeios de uma educação que una o inteligível ao sensível e o conhecimento se teça pelos afetos e afecções experimentados.
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Data de registro: 21/04/2024
Data de aceite: 30/10/2024
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