A especificidade e a transversalidade do ensino de Filosofia na educação básica brasileira: desafios frente ao cenário contemporâneo e à BNCC
DOI:
https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v38a2024-68058Palavras-chave:
BNCC, Ensino de Filosofia, Filosofia como Disciplina Escolar, Filosofia do Ensino de Filosofia, PCNsResumo
O ensino de Filosofia no Brasil atravessou um longo período de interdição na educação básica brasileira para, a partir da LDB de 1996 e dos PCNEM 1999, ressurgir como necessidade de presença difusa na escola, em abordagem temática e transdisciplinar. Uma década adiante, a filosofia alcança uma presença ainda mais importante, constituindo-se como disciplina obrigatória do currículo escolar da educação básica a partir de 2008. Em um contexto mais recente, com a BNCC a partir de 2015, a Filosofia segue um caminho difícil entre a transversalidade e a especificidade, ora entendida como disciplina, ora como detentora de um repertório de temas e problemas incontornáveis à educação de crianças e jovens. Este artigo pretende identificar, analisar e problematizar a situação que envolve o ensino de filosofia no que tange às abordagens, ora transversais, ora específicas e disciplinares relativamente às últimas três décadas. Decorre dessa situação a identificação de três inflexões importantes na trajetória da Filosofia na escola no período aqui destacado. Pretende-se, portanto, conjecturar sobre hipóteses da existência de possíveis avanços ou retrocessos em distintos cenários.
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Data de registro: 23/01/2023
Data de aceite: 20/03/2024
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