Escarafunchando os sentidos da docência: ofício e vocação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v37n80a2017-66173

Palavras-chave:

Educação, Ensino, Formação Docente

Resumo

Resumo: Este artigo, escrito na forma de um ensaio, tem como objetivo traçar uma discussão a respeito de um binômio particular ao magistério: ofício ou vocação. Nossa pergunta chave é: seria a docência um exercício de vocação, baseado no dom de ensinar e no apreço pelas pessoas? Por meio de três princípios da e para a docência, produzimos um diálogo articulado entre as premissas mais gerais a respeito do trabalho docente e as reflexões originadas da experiência cotidiana como professores formadores. Ao final, esperamos destacar a complexidade da profissão que é ofício e vocação.

Palavras-chave: Educação; Formação Docente; Ensino

Delving into meanings of teaching from three principles

Abstract: This paper, written as an essay, aims to outline a discussion about a particular binomial to the teaching profession: profession or calling. Our key question is: would teaching be an exercise of vocation, based on the gift of teaching and appreciation for people? Through three principles of and for teaching, we produced an articulated dialogue between the most general premises regarding teaching work and the reflections originated from the daily experience as teacher educators. In the end, we hope to highlight the complexity of the profession that is both profession and calling.

Keywords: Education; Teacher Education; Teaching

Profundizando en significados de la enseñanza desde tres principios

Resumen: Este artículo, escrito en forma de ensayo, tiene como objetivo esbozar una discusión sobre un binomio particular a la profesión docente: oficio o vocación. Nuestra pregunta clave es: ¿sería la docencia un ejercicio de vocación, basado en el don de la enseñanza y el aprecio por las personas? A través de tres principios de y para la docencia, producimos un diálogo articulado entre los presupuestos más generales en torno al trabajo docente y las reflexiones originadas desde la experiencia cotidiana como formadores de docentes. Al final, esperamos resaltar la complejidad de la profesión que es a la vez oficio y vocación.

Palabras clave: Educación; Formación de Profesores; Enseñanza

Data de registro: 29/06/2022

Data de aceite: 26/10/2022

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ivan Fortunato, Instituto Federal de São Paulo (IFSP)

Doutor em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades pela Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Desenvolvimento Humano e Tecnologias e Doutor em Geografia, ambos pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP). Professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). E-mail: ivanfrt@yahoo.com.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8293044394759438. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1870-7528

Osmar Hélio Alves Araújo, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Doutor em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professor Adjunto do Departamento de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). E-mail: osmarhelio@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0422935292610713. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3396-8205.

Emerson Augusto de Medeiros, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (DCH/UFERSA)

Doutor em Educação pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Professor Adjunto do Departamento de Ciências Humanas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (DCH/UFERSA). E-mail: emerson.medeiros@ufersa.edu.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5799425932852626. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3988-3915.

Referências

ALVES, Rubem. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Editora Cortez; Autores Associados, 1980.

ARROYO, Miguel Gonzalez. (2000). Ofício de Mestre – Imagens e auto-imagens. 7. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2000.

BOBBIO, Norberto; MATEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Ed. Univ. de Brasília, 1998.

BOBINEAU, Olivier. O que é Ágape? Da exegese a uma síntese antropológica passando pela Teologia. Revista de Estudos da Religião, São Paulo, v. 10, n. 3, p. 70-88, 2010.

CHOMSKY, Noam. Internacionalismo o extinción. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO; Amsterdam: TNI - Transnational Institute, 2020. DOI: https://doi.org/10.2307/j.ctv1gm03bz.

FORTUNATO, Ivan. 2020 e a pandemia do ensino remoto. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 25, n. 2, p. 1053-1070,maio/ago. 2021. DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v25i2.15194.

FORTUNATO, Ivan. Caminhos da formação na licenciatura: de estudante a docente. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 14, n. 27, p. 172-185, 2018. DOI: https://dx.doi.org/10.22481/praxis.v14i27.2925.

FORTUNATO, Ivan. Ainda é preciso ter Cuidado: Escola?!. InterScience Place, Campo dos Goytacazes, v. 11, n. 2, p. 86-95, 2016. DOI: https://dx.doi.org/10.6020/1679-9844/v11n2a5.

FORTUNATO, Ivan; PORTO, Maria do Rosário Silveira. O Método Natural e o Pensamento Complexo: uma relação possível para educação escolar. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 46, p. e219428, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/s1678-4634202046219428.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

FREINET, Célestin. As técnicas de Freinet da Escola Moderna. 4. ed. Lisboa: Editorial Estampa, 1975.

GUSDORF, Georges. Professores, para quê?: para uma pedagogia da pedagogia. 3 ed. São Paulo, Martins fontes, 2003.

IORIO, Gennaro. O amor como ágape na práxis social: origem, definição e perspectivas. REALIS - Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais, Recife, v. 6, n. 1, p. 50-67, 2016.

LEFORT, Claude. O que é Burocracia. In: CARDOSO, Fernando Henrique; MARTINS, Carlos Estevam. (org.) Política e Sociedade. São Paulo: Cia Ed. Nacional, 1979. p. 148-159.

LENGERT, Rainer. Profissionalização docente: entre vocação e formação. La Salle - Revista de Educação, Ciência e Cultura, v. 16, n. 2, p. 11-23, 2011.

NEILL, Alexander. S. Um mestre contra o mundo: o fracasso que floriu numa nova escola. São Paulo: IBRASA, 1978.

LAURENCE, Peter J. A pirâmide de Peter. Rio de Janeiro: Editora Record, 1986.

LAURENCE, Peter J. Por que as coisas nunca dão certo ou o Princípio de Peter passado a limpo. Rio de Janeiro: Editora Record, 1985.

NÓVOA, António. Conversas pedagógicas: formar (-se) para a docência nas licenciaturas. In: ARAÚJO, Osmar Hélio Alves; MEDEIROS, Emerson Augusto de; FORTUNATO, Ivan (org.). Nossa Arte é a DOCÊNCIA. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2021. p. 89-91.

PACHECO, José. Aprender em comunidade. 1. Ed. São Paulo: Edições SM, 2014.

TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude. O trabalho docente: Elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas (3ª ed.). Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Ed. Nova Cultural, 2000.

Downloads

Publicado

2023-12-12

Como Citar

FORTUNATO, I.; ARAÚJO, O. H. A.; MEDEIROS, E. A. de. Escarafunchando os sentidos da docência: ofício e vocação. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 37, n. 80, p. 875–898, 2023. DOI: 10.14393/REVEDFIL.v37n80a2017-66173. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/66173. Acesso em: 15 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê: Docência - ofício ou vocação?