Processos formativos e culturas digitais: entre as políticas prescritas e as práticas vividas de professores
DOI :
https://doi.org/10.14393/REPOD-v15n1a2026-80950Mots-clés :
Culturas Digitais, Formação de Professores, Práticas Docentes, Política Nacional de Educação DigitalRésumé
Este texto objetiva problematizar a Política Nacional de Educação Digital (PNED) e os processos formativos e práticas de professores em contextos de culturas digitais. Apresentamos e discutimos a PNDE e seus quatro eixos estruturantes: inclusão digital, educação digital escolar, capacitação e especialização digital, e pesquisa e desenvolvimento em tecnologias da informação e da comunicação, sob a perspectiva da teoria crítica das tecnologias. Entrelaçamos narrativas de professores pré e em-serviço em ciclos dialógicos online, salientando questões como identidades docentes, colonialismo digital e infocracia. Com base nos diálogos Freireanos (2004), na complexidade Moriniana (2000, 2011), e na pesquisa-formação de Josso (2004), consideramos que os processos formativos e as culturas digitais, entre as políticas prescritas e as práticas vividas de professores, podem forjar processos dialógicos, coletivos e inclusivos, mas também individualistas, excludentes e pouco democráticos, dependendo de onde, como, com qual propósito e sob quais condições eles se dão.
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