Entrelaçando caminhos teóricos acerca do trabalho docente nos Institutos Federais de Educação sob a ótica das relações sociais de Gênero
DOI :
https://doi.org/10.14393/REPOD-v15n1a2026-75641Mots-clés :
Trabalho docente, Relações sociais de Gênero, Instituto Federal de EducaçãoRésumé
Este texto objetiva elucidar provocações teóricas quanto ao trabalho docente nos Institutos Federais de Educação (IFs), sob a perspectiva das relações sociais de gênero, considerando que, historicamente, há diferenças entre ser professora e ser professor, nestas instituições. Na construção deste ensaio, recorre-se, inicialmente, aos contributos teóricos para compreensão e interlocução de gênero na docência, seguidos da contextualização dos conceitos de habitus e Poder Simbólico, e, ao final, estabelecemos um diálogo entre tais conceitos à docência nos IF, sob a ótica das relações sociais de gênero. Ao trilhar caminhos teóricos, compreendemos que a ação docente para o homem e para a mulher, historicamente, se dão de modos distintos e, portanto, devem ser compreendidos considerando-se tais diferenças.
Références
ANTUNES, R. Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 2 ed. Campinas, SP: Boitempo, 2009.
ANTUNES, R. Icebergs à deriva: o trabalho nas plataformas digitais. Coleção: Mundo do trabalho, Boitempo, 2023.
ARAÚJO, E.R.; OLIVEIRA, J.C.P. Educação Profissional e Tecnológica sob uma perspectiva de Gênero: uma breve retrospectiva da trajetória da educação feminina no Brasil.
Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [S.l.], v. 1, n. 22, p.1-14, 2022.
BALL, S.J.; MAGUIRE, M.; BRAUN, A. Como as escolas fazem as políticas: atuação em escolas secundárias. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2021.
BOURDIEU, P. A dominação masculina. Tradução de Maria Helena Kühner. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
BOURDIEU, P. Escritos de educação. Edição. 16ª. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.
BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. 15. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2011.
BRASIL, Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília, Planalto, 2008. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 10/09/2024.
CARVALHO, M.P. Gênero e trabalho docente: em busca de um referencial teórico. In: Bruschini, Cristina; Hollanda, Heloisa Buarque de (Orgs.). Horizontes Plurais - novos estudos de Gênero no Brasil. São Paulo: FCC; Ed. 34, 1998.
CONNEL, R. Políticas da masculinidade. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n.2, p. 185- 206, 1995.
CONNELL, R. W; MESSERSCHMIDT, J. W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Estudos Feministas, Florianópolis, 21(1): 424, 2016.
FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. A Política de Educação Profissional no Governo Lula: um percurso histórico controvertido. Educação. Soc.; Campinas, v. 26, n. 92, outubro, 2005.
HIRATA, H.; KERGOAT, D. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, v.37, n.132, p.595-609, 2007.
HIRATA, H. Gênero, patriarcado, trabalho e classe. v. 16. Revista Trabalho Necessário, 2018.
HIRATA, H. Mudanças e permanências nas desigualdades de gênero: divisão sexual do trabalho numa perspectiva comparativa. Friedrich-EbertStiftung, 2015.
HIRATA, H. Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade. São Paulo: Boitempo, 2002.
LIMA NETO, A. Sexo, sexualidade e gênero na educação profissional no Brasil e na França: estudos exploratórios [recurso eletrônico] / Organizador Avelino de Lima Neto... [et al.]. –Natal: IFRN, 506 p. Avelino de Lima Neto, Ilane Ferreira Cavalcante, Jacques Gleyse e Julie Thomas, 2020.
LOURO, G.L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Ed. 16. Petrópolis: Vozes, 2014.
LOURO, G.L. Mulheres na sala de aula. In: DEL PRIORI, Mary (Org.). História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, p. 443-481, 2004.
LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. A Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. Rio de Janeiro: E.P.U, 2018.
NOGUEIRA. M.; CATANI, A. Escritos de Educação. Petrópolis. Editora Vozes, 2011.
PACHECO, E. Fundamentos político-pedagógicos dos institutos federais: diretrizes para uma educação profissional e tecnológica transformadora. Natal: IFRN, 2015.
SANTOS, E.F. Gênero, Subjetivação e Educação Profissional: Discursos e sentidos no cotidiano do Instituto Federal de Sergipe. 2013. 325 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Sergipe, 2013.
SAVIANI, D. Crise estrutural, conjuntura nacional, coronavirus e educação – o desmonte da educação nacional. Revista Exitus, [S. l.], v. 10, n. 1, agosto, 2020.
SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise. Gênero e educação: educação e realidade. Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-100, 1995.
SOUZA, L. M.; LIMA NETO, A. A. Fazendo gênero na educação profissional: notas epistemológicas a partir do estado de conhecimento sobre educação profissional e gênero na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (2008-2019). Cadernos de Pesquisa, 26(4), 235–250, 2019.
Téléchargements
Publié
Numéro
Rubrique
Licence
© Patrícia Gouvêa Nunes, Rosenilde Nogueira Paniago, Teresa Sarmento 2025

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
























