Inteligencia artificial e innovación en los procesos educativos: ¿para qué?
DOI:
https://doi.org/10.14393/REPOD-v15n1a2026-80953Palabras clave:
Trabajo docente, Inteligencia Artificial, Tecnología y Educación, Políticas PúblicasResumen
El artículo examina las contradicciones del capitalismo y el papel de la Inteligencia Artificial (IA) como instrumento de reproducción de las desigualdades sociales y de intensificación de la explotación del trabajo. El análisis sitúa la hegemonía tecnológica como expresión de la crisis estructural del capital y problematiza el avance del tecnocentrismo y del solucionismo tecnológico en la educación. Se discute cómo las políticas públicas y el marco legal en elaboración en Brasil, influenciados por la lógica neoliberal, enfrentan la precariedad estructural de las escuelas y profundizan las desigualdades históricas. Fundamentado en el materialismo histórico-dialéctico, el estudio propone una praxis docente contrahegemónica orientada a la apropiación crítica y colectiva de la tecnología por parte de los profesores. Este movimiento busca superar la alienación y restituir la autonomía y el reconocimiento del trabajador docente como sujeto de clase.
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